quinta-feira, 3 de abril de 2014

33° capítulo

*Katy narrando* 
acordei pela manhã com Maria me ligando da ONG, Victória havia apresentado piora, não parava de vomitar e estava chamando por meu nome pedindo para que eu fosse ficar com ela. Tomei um banho atordoada em meus próprios pensamentos, coloquei qualquer roupa que vi na frente, calcei um chinelo, peguei meu óculos de sol e a chave do carro. Sem esquecer nada, eu acho, deixei o apartamento e fui até o estacionamento para pegar o carro. 
- Hei - uma voz feminina me parou
- pois não? perguntei um pouco apressada
- você é a Katy, namorada do Luan - me analisou 
- am.. sim - falei olhando-a 
Devia ser fã, pois estava com uma cara não muito boa. 
- me desculpe mas eu preciso ir, estou um pouco com pressa. 
- claro, precisa ir se encontrar com meu ídolo, entendo.. - falou cinicamente
- olha - tirei meu óculos e a encarei - minha vida não gira apenas em torno do Luan 
- é, mas para ir pra Londres com a família dele você é boa não é? - seu sarcasmo era visível em seu tom de voz
- pelo amor - dei uma leve risada - quem autorizou sua entrada aqui? 
- eu moro nesse prédio -pausa- cuidado comigo, posso fazer da sua vida um inferno - se virou e saiu desfilando, ou pelo menos tentando
Revirei os olhos e entrei dentro do carro, antes de liga-lo, fiquei pensando em suas palavras. Será que todas achavam que eu estava com Luan por dinheiro? Oh meu Deus, isso era inacreditável.
Uma voz interior gritava para que eu deixasse esse assunto para depois, já estava com muito problemas para resolver. 
Chegando na ONG corri até a cama de Vic e ela estava com uma expressão horrível, seu rosto tinha o tom quase branco, suas pupilas estavam bem dilatadas e sua gengiva sangrava. 
- eu não sei mais o que fazer - maria se desesperava
- calma - falei e encarei vic - meu amor, você esta com muita dor? 
- estou kay, bem aqui - apontou para a barriga - eu não quero morrer - choramingou 
- você não vai morrer vic, não vou deixar essa doença te matar! eu prometo - meus olhos lacrimejaram instantaneamente 
Liguei para seu médico e ele disse o necessário
- sinto muito katy, já te falei sobre o quadro dela, o que devemos fazer agora é orar. E se for da vontade de Deus ele não irá levar Victória. 
- você fala isso como se fosse um sem coração - berrei no telefone
- Katy, eu sou um médico, meu dever é não mentir para meus pacientes. Me desculpe, eu sei o quão deve ser difícil perder alguém mas infelizmente a leucemia não é uma coisa que todos podem curar. 
Incapaz de responder desliguei e me sentei na cadeira que havia na cozinha, apoiando minha cabeça em meus braços comecei a chorar, soluçando e até engasgando com meu próprio choro. 
- ei - senti uma mão sendo colocada em meu ombro - fiquei sabendo de vic - ele se sentou ao meu lado
Apenas o encarei, até tentei falar mas as palavras saíram acompanhada do choro. 
- calma - me puxou para seu peito - nós vamos dar um jeito 
- NÃO VAMOS DAR UM JEITO - gritei irritada - ELA VAI MORRER - me levantei perplexa comigo mesmo por ter dito aquilo - oh meu deus, ela vai morrer - comecei a sussurrar essas palavras para mim mesma
- para de se torturar - Luan se levantou e veio até mim tentando me acalmar
- Luan, eu devia morrer no lugar dela 
- não fala isso por favor
- ela não fez nada de mal, hora, ela é apenas uma criança - falava entre soluços - porque Deus? - ergui a cabeça em direção ao céu - o que ela fez, me diga - suplicava por respostas
Luan ao ver meu desespero me abraçou fortemente 
...

“Aparentemente, o mundo não é uma fábrica de realização de desejos.”

A culpa é das estrelas

*Luan narrando*

Victória era forte, eu sabia que ela poderia sair dessa mas, ultimamente estava difícil de acreditar. Pedindo a ajuda de todos, em redes sociais, amigos, família, nos unimos em uma corrente de oração para que Deus, nos ouvisse e curasse Victória. 
Durante a semana, Katy passou maior parte do seu tempo ao lado da pequena que foi levada ao hospital e internada, respirava por ajuda de aparelhos. Minha rotina foi um pouco cansativa também, Bruna me levava sempre ao hospital para passar a tarde com Kay e Vic. 
Estava em casa pela parte da manhã, impaciente, esperando o almoço ficar pronto para que depois Bruna me levasse ao hospital. Na televisão passava algo que me agradava bastante: bob esponja. Eu poderia até negar esse amor por desenhos na frente da câmera mas a verdade é que esse realmente era um desenho do qual não me cansava de ver jamais. Conseguia até me tirar boas risadas. 
- Luan - ouvi alguém me chamar mas estava concentrado demais para pensar em responder - Filho.. 
- espera ai - dei uma gargalhada - seu idiota, Gary* comeu sua comida! - falava para a esponja amarela que estava do outro lado da televisão
*Gary é o nome do caracol do bob esponja*
- Luan, pelo amor você parece uma criança!
Me desconcentrei um pouco e encarei a pessoa que estava parada em frente a porta do meu quarto
- ah oi pai - dei um meio sorriso envergonhado - eu só estava falando ao bob... - parei para refletir - acho que estou tomando remédios demais - tentei parecer menos ridículo 
meu pai soltou uma gargalhada e se sentou ao meu lado na cama
-  Rafael me ligou - falou olhando para o chão
- o que ele queria? esta tudo bem por lá? - perguntei aparentemente preocupado
- está sim, só, andaram procurando por você
- quem? 
- os repórteres de diversas redes de televisão
- o que eles querem? 
- queriam saber se você já pode dar alguma entrevista, sabe, querem saber como você está, o que realmente aconteceu. Eu liguei para Anderson e ele disse que entraria em contato com todos mas primeiramente queria saber o que você acha disso.
Fiquei um pouco pensativo
- eu não sei - murmurei - acho que não tem problema nenhum 
- tem certeza? você sabe que, se não quiser fazer isso, você não é obrigado não é?
- eu sei pai, mas, pode ser aqui em casa? - perguntei 
- claro que sim, então, eu vou ver certinho e te aviso ok? 
- ok.. 
Depois do almoço, tomei um rápido banho e Bruna me levou até o hospital. Chegamos lá e Victória estava em um profundo sono, olhei ao redor e ao seu lado estava Kay sentada toda torda em uma poltrona que havia. Sua cor estava quase passando do branco, com certeza ela não estava se cuidando. 
- ei - cheguei perto dela 
- ah oi - deu um meio sorriso e me beijou - oi bru - sorriu
- oi cunha - bruna foi ao lado de vic e ficou a admirando
- como vic esta? - perguntei
- ela esta melhorando - coçou os olhos e bocejou - pegou no sono a pouco tempo e eu acabei cochilando junto
- eu percebi - sorri - está com o rosto todo amarrotado
- idiota - sorriu e tapou o rosto
- mas continua linda - sorri a encarando
- você não cansa de ser perfeito? - perguntou me encarando
- acho que não - sorriu - você esta se cuidando? - perguntei
- estou 
- sei - murmurei inquieto
- eu estou falando sério.. 
- que tal irmos a sua casa para você tomar um banho e descansar um pouco? 
- mas, e se vic acordar? 
- Bruna vai ficar aqui - encarei minha irmã - não vai pi? 
- eu fico sim - sorriu - vai tranquila, se ela acordar eu ligo para vocês. 
- ok - murmurou vencida 
Se levantou, pegou sua bolsa e a chave de seu carro. Como estava muito cansada, não fez esforço para querer dirigir quando me ofereci para leva-la até seu apartamento. 
Após estacionar o carro, descemos e fomos abraçados rumo ao elevador. Mas antes fomos abordada por uma menina, estatura média, devia ter entre 14 e 15 anos. 
- Luan - seus olhos se arregalaram de surpresa 
- ola - dei um sorriso - tudo bem nega? 
- tu..tudo - gaguejou um pouco e olhou para o lado
Pude notar seu rápido olhar frio por Katy, sobrepus que ela ia falar algo relacionado a isso então me interferi. 
- eu estou meio com pressa, você quer tirar foto neguinha? - tentei ser gentil
- ah - ficou sem graça - tudo bem, outro dia tiramos - sorriu - você deve estar com pressa para comer sua namorada, ops - saiu rapidamente
Olhei-a perplexo e encarei Katy, que revirou os olhos e isso foi estranho
- você não vai brigar? - perguntei
- não - murmurou entrando no elevador
- não vai me xingar? nem dizer que tenho fãs mal educadas? 
- a culpa não é sua - me encarou - devo me acostumar? - perguntou me pegando de surpresa
- eu.. não sei - falei ainda perplexo
- ok, acho que sim 
O clima pesou um pouco e ficamos em silêncio até chegar em seu apartamento. Kay entrou e jogou suas coisas no sofá. 
- vou tomar um banho - me encarou - quer ir junto?
- sim, eu já vou - sorri de canto
Claro que eu sabia que não rolaria nada demais, mas ultimamente estava sentindo muito a falta de minha namorada e um contato a mais com ela era o que eu mais queria. 
Despi-me logo após que ela entrou na ducha quente. Nossos corpos se encontraram e com o calor da água pequenas gotículas de suor se formavam por nossos corpos. A abracei entrelaçando meus braços em seu corpo e ela jogou sua cabeça para trás a ponto de encostar em meu ombro. 
- eu estava com saudades - falei levemente em seu ouvido, o que fez ela se arrepiar
- eu também - murmurou encochando sua nádega em meu membro, soltou um gemido e tentou conte-lo mordendo sua boca
dei um meio sorriso e continuei abraçado a ela, apenas sentindo seu aroma natural, absorvendo aquele momento em minha memória para que pudesse me lembrar sempre o quanto eu a desejava. 

********
olha quem apareceu!! oii, que saudade dos meus amors :x
como vocês estão?? eu estou bem, obrigada haha
eita que esse casal ta muito apaixonado ein, e essa fã? estranho estranho
será que a vic vai melhorar? ain 
E com 12 votos, vamos batizar nosso casal como "Kalu" ♥
sobre esse comentário:
"esse negócio de junção de nomes foi a coisa mais tosca q copiaram pro Brasil (..) parem com essa idiotisse!"
Me desculpa mas não tenho a obrigação de agradar a todas. Obrigada por comentar e ajudar a alcançar a meta de comentários, bjs. 
Bem vinda leitora nova, espero que goste! 
Respondendo a Ana: oi meu amor, obrigada por todos os elogios, a sua pergunta é se eu vou fazer outra fanfic após é essa. A verdade é que eu não sei haha provavelmente essa será minha última fanfic :( infelizmente quando arrumar um emprego não terei tempo para dedicar o suficiente para vocês.
Respondendo a Kelly: você é foda, não me canso de dizer! Obrigada de coração por todos esses elogios, cara, já te amo kkk obrigada mais uma vez ♥
Mais perguntas, criticas, sugestões? Mandem pra cá!
Antes de irem, preciso falar sério com vocês haha, como vocês viram Luan terá que fazer algumas entrevistas, e como amo meus leitores participando da história, deixo vocês fazerem perguntas para que nosso "Luan" responda! Vale de tudo! Curiosidades sobre a doença, sobre a vida pessoal, sobre o novo relacionamento, TUDO! 
Espero que possa contar com todas vocês para que essa ideia dê certo. 
Ok, agora vou parar de falar hahaha espero que gostem e comentem MUITO. 

segunda-feira, 31 de março de 2014

32° capítulo

...
- esse bolo está muito bom - vic dizia com a boca toda suja de chocolate
- ei, o que te ensinei sobre falar de boca cheia? - a repreendi
- desculpa - deu uma risada marota
- esta bom mesmo - Luan falou parecendo outra criança com a boca toda suja fazendo vic rir. 
- Luan, tenha modos - mari lhe chamou a atenção
Ele deu uma risada serena e olhou para vic que o olhava e contemplava rindo toda aquela situação. 
Um pouco depois Bruna se ofereceu para fazer maquiagem em Vic, a mesma aceitou rapidamente. Mesmo tendo que ir embora resolvi deixa-la ir para que se esquecesse um pouco de sua vidinha. 
Luan me puxou para fora e nos sentamos a uma cadeira de tomar sol bastante confortável que havia ali. 
- está melhor? - perguntou pousando seus olhares sob mim 
- estou - sorri o encarando - e você? 
- estou bem - sorriu - estava pensando, poderíamos dar algumas voltas com Vic não é? 
- é uma boa ideia - murmurei pensativa - mas não sei onde levá-la
- podemos ir ao parque da xuxa - falou entusiasmado
- está falando sério? - precipitei-me 
- estou ué - mostrou um sorriso acolhedor - ela irá amar! 
- bem - sorri - mas você não pode fazer esforços, promete ficar quieto? - o encarei
- am.. prometo - encarou o chão - então vamos! - se colocou de pé em minha frente
... 
Posicionados na frente do celular, Luan estava tentando achar uma careta boa para aparecer na foto. Alguns segundos depois de muita paciência ele se achou satisfeito com alguma das milhares foto e a postou no instagram. 
*finjam ser eles (ps: luan é careca)*
"hoje o dia é dela! Vic ♥ - com @kaycamp"

- suas fãs ainda vão me matar - murmurei lendo a legenda da foto
- elas vão é te amar - sorriu e beijou a ponta de meu nariz
- eca - vic falou embaixo de nós
rimos e fomos cantando e nos divertindo até o tal parque. 
Chegando lá Luan parecia a criança da vez, ficou impressionado com tudo e queria ir em todos os brinquedos. 
- acho que o tio luan é mais criança que eu - vic deu uma risada abafada e eu não pode deixar de rir também
- eu só vou cuidar de você - falou encantado com tudo - vem - pegou vic pelo braço - o primeiro brinquedo que iremos é aquele - apontou para uma xícara enorme, acho que o intuito era fazê-la girar.
 - bem, podem ir - falei procurando um local para me sentar - só cuidado, porque eu não quero cuidar de nenhum doent.. - senti Luan me puxar - ei! - falei surpresa
- você vem também - sorriu satisfeito
- mas nem que me paguem - falei o encarando
- ah kay por favor - vic fez um de seus beiços lindos
- oh meu deus, é dificil ter que cuidar de duas crianças viu? 
O local era mais ou menos assim, tinha variedades de brinquedo de todos os tipos.. 

Era dificil escolher entre Victória e Luan para saber qual estava mais entusiasmado com tudo aquilo. 
- Amor - Luan gritou entretido com uma estátua - tira uma foto!
Dei uma risada quando vi o que estava fazendo, como podia ser tão idiota e perfeito ao mesmo tempo?! Tirei-a e ele logo postou em seu instagram.
"socorro amors :xxx" 

- você é muito idiota - rimos
Um pouco depois vi outra estátua que me chamou a atenção
- Luan, tira foto aqui!! - me posicionei ao lado dela
- você é muito idiota - repetiu minhas palavras imitando meu tom de voz
revirei os olhos e dei uma leve risada. Depois da foto tirada postei logo no instagram
"muahahaha"

Continuamos brincando e nos divertindo com Vic, vê-la sorrir me fazia feliz e isso realmente era o que importava.
Quando chegou a hora do almoço tivemos de ir embora, Vic não poderia comer toda aquelas guloseimas que havia lá, e nem Luan. Foi um trabalho duro tira-la dos brinquedos, mas conseguimos com a promessa de voltarmos mais vezes. 
Durante o trajeto até a ONG, ela não parava de tagarelar, o que eu achei muito bom pois pelo menos assim conseguimos deixa-la feliz. 
...
Alguns dias se passaram e as fotos postadas nas redes sociais deram o que falar, sites de fofocas alegavam até que eu era a "noiva" de Luan, já estava passando do ridículo. 
- Amor - Luan me chamou enquanto estávamos deitados no sofá de meu apartamento. 
- oi lu - falei com a cabeça encostada em seu peito, sentindo sua respiração arfar
- vou anunciar para meus fãs que estou namorando.. 
Aquela afirmação me fez gelar, será que elas iriam me aceitar? Milhões de coisas rodaram em minha cabeça e isso me deu um pouco de dor. 
- o que você acha? - perguntou completando a frase
- ah.. - continuei acariciando sua barriga nua levemente com minhas unhas - e se elas acharem que eu não sou o suficiente para você? 
- para de paranoia amor, elas vão te amar 
- não exagera
- eu estou falando sério - acariciou meus cabelos - elas já devem saber que há algo rolando entre nós, já estão preparadas para isso.. 
- tudo bem - falei um pouco insegura - mas como vai dizer? - perguntei
- acho que vou entrar no twitter para falar com elas e -pausa- eu anuncio.. 
- ok - murmurei me levantando e lhe dando a liberdade para conversar com as fãs
*Luan narrando* 
Estava um pouco tenso, parecia que eu nunca havia feito isso, confesso que durante meu crescimento nesses últimos cinco anos, não tinha tido um relacionamento sério. 
Cliquei no aplicativo do twitter e comecei a conversar com meus fã clubes, eu não podia negar, havia aumentado o número deles e muito. Tentei seguir alguns e respondi também. Pensando por um momento digitei as palavras finais, fechando os olhos e fazendo uma oração rápida, apertei para tweetar. 
Meu coração pulou mais alto, Katy sentada ao meu lado prestando atenção na tv não havia notado isso, mas eu sabia, eu sentia que o seu coração também estava pulsando rapidamente. Talvez ambos estivessem com medo do que poderia acontecer, e realmente estávamos.
- falei - a encarei com receio
- e ai? - me encarou normalmente
- estou sem coragem para ver, melhor deixar para responde-las depois -pausa- o que acha de eu postar uma foto nossa? 
- não será muita coisa para um dia só? - perguntou
 - mas eu já havia postado fotos com você, só irei confirmar o que já sabiam. 
- tudo bem - falou pouco contente. 
Escolhemos uma que agradou a nós dois, então postei. 

"quem sabe eu te quero tanto assim porque esqueci de te esquecer @kaycamp" 

******************
eita que agora a porra ficou séria! hahaahah 
será que as fãs vão aceitar esse romance repentino? E a vic? Toda feliz por ir no parque com Luan e Kay.
Amors, como sou meio esquecida (e lerda) vou perguntar de novo como vocês querem o nome dos dois juntos. Então vamos fazer tipo uma votação
Lembrando que preciso da opinião de vocês para tudo nessa história. 
Escolham entre: 
kalu
luka
kaylu
lukay
Se tiverem mais opções, é só deixar nos comentários. Espero que gostem
Posto outro depois de 20 comentários ♥

sexta-feira, 28 de março de 2014

31° capítulo

- Hei - murmurei chegando mais perto de sua cama
No mesmo instante Victória largou sua boneca e se virou surpresa
- kay! - gritou sorrindo
 - eu mesma - sorri indo ao seu encontro
Ela tentou se levantar mas suas pequenas pernas bambearam e caiu sentada na cama. 
- você esta bem? - perguntei um pouco surpresa a abraçando
 - estou melhor agora - deu um riso abafado enquanto envolvia seus braços em volta de meu pescoço - eu estava com saudades
- oh pequena - a abracei ainda mais forte e senti meu coração se apertar - eu também estava com muita saudade - sem conseguir segurar, algumas lágrimas molharam meu rosto
- porque esta chorando? - se afastou um pouco e sem tirar seus braços de meu pescoço me analisou 
- é que a kay estava com muita saudade mesmo - choraminguei
- mas eu estou aqui oh - colocou uma mão na cintura - e sempre vou estar - sorriu limpando minhas lágrimas
- oh vic eu te amo tanto - a apertei mais
- ahh - gritou rindo - desse jeito você vai me matar sem ar
- e é isso que eu quero - comecei a lhe fazer cócegas e lhe fiz gargalhar
- o tio luan não veio com você? - perguntou fazendo bico 
- mas é claro que eu vim - Luan falou logo atras de nós
- você veiiio! - seus olhos brilharam quando o encontrou 
Luan a abraçou e se sentou ao meu lado
- como minha princesa esta? - perguntou 
- eu estou bem, e você tio luan? 
- eu estou ótimo - sorriu 
vic deu uma risada mas logo se desfez do mesmo com uma cara feia
- o que houve? - Luan perguntou preocupado
Me levantei rapidamente e peguei o pequeno pote do qual conhecia bem, coloquei-o rente a sua boca e lá, ela despejou o liquido vermelho. 
Luan me olhou sabendo bem o que aquilo significava. 
Vic um pouco assustada começou a chorar, mas já estava um pouco acostumada quando isso acontecia. 
A peguei no colo tapando sua boca para que não escorresse sangue por sua roupa e a levei no banheiro. 
- kay faz isso parar - suplicou ainda chorando
- calma ta? - falei tentando me segurar para não chorar junto 
enxaguei minha mão e depois escovei seus dentes, lhe dei um remédio e a peguei no colo novamente. Voltei para o quarto e Luan ainda estava um pouco assustado
- como ela ta? - perguntou 
- eu não sei - murmurei a colocando deitada em sua cama
- kay, ta doendo - murmurou sonolenta
- vai passar, eu prometo - levei minha atenção a ela 
Deitei-me ao seu lado na cama e fiquei fazendo caricias em sua cabeça, Bruna chegou logo depois e se sentou ao lado de Luan na cama. 
- como ela esta? - perguntou 
- vai melhorar - Luan murmurou me encarando
dei um meio sorriso e continuei com a minha atenção em vic. 
Um pouco depois ela dormiu, então fomos para a cozinha, Maria havia feito um bolo especialmente para tomarmos café da tarde com ela. 
- ela esta vomitando todos os dias? - perguntei-a
- duas vezes por dia, o máximo - falou tristonha - eu não sei mais o que fazer, vic já não é a mesma de antes sabe? Não sente mais alegria em nada, passa o dia todo em sua cama alisando os cabelos de suas bonecas. Durante a noite esta tendo muitos pesadelos.. 
- oh meu deus - falei realmente triste
- não tem nada que possamos fazer? - Luan perguntou a maria
- eu acho que o que é possível nós já fizemos Luan.. 
- ela não deveria fazer a cirurgia da medula? 
- quando fomos atras disso ela era muito pequena - falei o encarando - o médico não quis fazer pois corria riscos, e agora - abaixei minha cabeça - se ela fizer pode ser prejudicial ao seu coração que já não esta batendo muito bem.. 
- merda - murmurou um pouco baixo demais. 
- segunda pela manhã ela tem médico, eu iria leva-la mas como você chegou - maria falou me encarando - creio que gostaria de leva-la. 
- com certeza - a encarei - só me fale a hora que eu estarei aqui. 
...
O domingo passou voando, fiquei a maior parte do meu tempo procurando algum serviço que eu pudesse me adequar, estava disposta a continuar a faculdade também. Luan aproveitou para passar o dia com seus pais, até me chamou para ir a um passeio em família mas recusei alegando que ele estava precisando desse tempo com a família. 
Na segunda acordei cedo, tomei um banho e me arrumei. Passei na ONG e peguei Victória que já estava pronta me esperando. Fomos para o médico e esperamos alguns poucos minutos até sermos atendidas. Depois de alguns exames o doutor me encarou com uma cara não muito boa. 
- Vic é uma criança muito forte - se sentou em minha frente enquanto ela brincava alegremente com uns brinquedos que haviam lá. 
- o senhor acha que.. - rosnei um pouco a garganta - ela tem cura? - meu coração se apertou antes mesmo de ouvir a resposta
- bem katy, você sabe muito bem como é essa doença, o caso de Vic já é terminal, não temos mais nada a fazer. 
Eu não queria acreditar, eu não poderia acreditar nisso. Em meus olhos brotaram lágrimas das quais estava segurando a muito tempo. Mas antes de escaparem respirei fundo e me prometi não chorar mais em sua frente. 
- o melhor a fazer agora é leva-la para a ONG, e cuidar, para que tudo dê certo daqui pra frente. Eu sinto muito. 
Tentando forçar um sorriso agradeci ao doutor e peguei Vic pela mão, saímos de lá e o primeiro local que me ocorreu na cabeça foi a casa de Luan. 
Marizete nos atendeu com um sorriso enorme no rosto. 
- Katy! que surpresa boa - me abraçou - como esta? 
- estou bem - novamente forcei um sorriso 
- que ótimo! e quem é essa linda menina? 
- sou a vic - disse entusiasmada - a sua casa é muito linda - falou encantada com o local 
- oh muito obrigada - sorriu - creio que irá gostar mais da cozinha, tem um bolo de chocolate esperando por vocês
- oba! - disse animada - kay, eu posso comer? - perguntou me encarando
- mas é claro que pode - dei um sorriso - Luan esta por aqui?
- claro, entrem. - nos deu espaço - vá chama-lo lá no quarto enquanto eu sirvo um pedaço enorme de bolo para nossa visitante - deu as mãos para Vic e caminhou conversando com ela para a cozinha. 
Subi as escadas com o coração pulando pela boca, não via a hora de encontra-lo e abraça-lo, acho que era disso que eu estava precisando. De um ponto de paz. Abri a porta e ele estava sentado em sua cama com o violão na mão e um caderno apoiado nas pernas.
 - katy? - perguntou surpreso, colocou o violão de lado e imediatamente fechou o pequeno caderno - esta tudo bem? 
Sem enrolação corri para seus braços enquanto o mesmo se equilibrava em seus pés para se manter em pé. Afagando seus dedos entre meus cabelos colocou sua cabeça um pouco para trás, para que eu pudesse encostar-me em seu peito. 
- aconteceu alguma coisa? - perguntou 
Solucei e o apertei mais contra mim 
- Vic esta bem? você esta me deixando preocupado 
- eu não quero perde-la Luan - choraminguei 
- você não vai perder-la! - me apertou mais contra si 
- eu fui no médico - me distanciei de seu tórax mesmo não querendo, e o encarei - ele me disse que ela já esta em fase terminal - segurei o choro - e eu não posso fazer nada - voltei a abraça-lo
- calma - tentava manter a calma também - vai dar tudo certo, por favor não chora! Ela esta aqui? 
- esta com sua mãe na cozinha
- então - colocou suas mãos em volta de meu pescoço e ergueu-o para que eu o encarasse - ela quer te ver sorrindo
Agora sim eu estava chorando mais, imagina-la morta é o meu pior pesadelo, eu esperava que isso apenas não se tornasse real. 
**********
olha quem apareceu!! quase chorei escrevendo esse capítulo kk 
ai tadinha da vic :( 
e ai, o que vocês acham que vai acontecer com a vic??? 
to aceitando sugestões!
eu não ia postar hoje, mas estou dedicando esse capítulo a uma pessoa muito especial para mim, que hoje me deu a melhor notícia que eu poderia esperar! 
Thayna (withgurizinho) ganhou camarim do Luan pela primeira vez e vai abraça-lo domingo. Quero te desejar muita sorte, tenho certeza que já deu tudo certo e enfim, ainda estou sem palavras para isso. Parabéns amiga!
Bem vinda leitoras novas, espero que não me abandonem e espero que continuem gostando!
respondendo a Luana Baccaro: somos quase vizinhas de cidades! Sou de S.J. do Rio Preto! mas sempre vou a araçatuba! haha que coincidência 
respondendo a Sthepanie: sim, Luan esta sem cabelo mas é dificil achar uma foto onde os meninos estão careca. Por isso vai da imaginação de cada um 
Espero que gostem! ♥

quarta-feira, 26 de março de 2014

30° capítulo

"@luansantana: voltando para o Brasil amors! Deu tudo certo graças a Deus, obrigado por estarem ao meu lado sempre, amo vcs - @kaycamp"  

*Katy narrando* 
Graças a Deus estava tudo dando certo em nossas vidas, poucos dias depois de acompanhar Luan em sua consulta, o doutor o liberou para continuar o tratamento no Brasil. Pelo menos tudo seria mais fácil, eu acho. 
Fui embora de Londres meio "brigada" com meu pai, e sua mulher que não queria nos deixar ir embora. Mas mesmo assim estava bem, meu lugar era ao lado do homem que me fazia feliz, ao lado das pessoas que me querem bem. 
- ta gelado - murmurei pegando na mão do Luan - esta tudo bem? - o encarei
- é - falou um pouco tenso - tenho medo de aviões
dei uma leve risada
- é serio, você não acredita em mim? - perguntou seriamente
- claro que acredito - contive a risada - mas você fica tão fofo assim - lhe apertei as bochechas
- você é muito chata - fez um bico 
aquilo estava tão mordível que não me contive e lhe beijei. Assustado e surpreso com o ato arregalou seus olhos mas não me impediu de nada. 
Voltei ao meu lugar e sorri ao vê-lo arfando pedindo por ar. 
A viagem seguiu tranquila, tivemos algumas turbulências e isso rendeu boas risadas, Luan estava com tanto medo de cairmos que praticamente se jogou no meu colo e ficou assim a viagem inteira. 
Chegamos em solo brasileiro durante a madrugada de uma sexta feira, havia algumas fãs no aeroporto mas nada exagerado. Luan as atendeu e tirou foto com todas, falando sempre que estava ótimo e logo voltaria aos palcos, o que não era verdade pois o doutor não tivera lhe dado data para isso. 
Apesar de alguns olhares curiosos, saímos de mãos dadas até encontrarmos Amarildo que nos esperava com um imenso sorriso no rosto logo atrás do grupo de fãs. 
- como foram de viagem? - perguntou após nos cumprimentar
- ótimo - Luan disse sorridente - apesar de a kay sentir medo de aviões, eu a protegi das turbulências - vitorioso disse na maior cara de pau 
- ah é? - perguntei irônica - então quem é que estava no meu colo com medo de o avião cair durante todo o voo? - o encarei ironizando a pergunta
- er, am, é... - ficou sem graça
- eu não acredito que você fez isso Luan - a voz fina de sua irmã soou de dentro do carro que nos esperava logo ali no estacionamento
- ah não, mais uma - Luan falou tapando seus olhos
- seu idiota que tem medo de avião - a pequena pulou no colo do irmão e o abraçou - confesso que senti saudades 
- eu sei que sentiu - falou todo orgulhoso
- não tinha com quem eu brigar - riu divertida e saiu do colo do irmão - oi cu!!! - praticamente gritou no meu ouvido me abraçando
- o..oi - com um pouco de dificuldades para procurar o ar, falei
- cuidado, ainda quero minha namorada inteira - Luan alertou-a entrando dentro do carro
Bruna lhe mostrou a língua e após guardarmos as malas, entramos no carro e fomos rumo a casa dos Santana.
Chegamos e depois de nos acomodarmos, Bruna e Amarildo foram dormir. 
- dorme comigo aqui hoje - Luan murmurou no meu ouvido enquanto me abraçava - amanhã vamos ver as crianças. 
Só de lembrar delas meu coração se apertou
- eu estou com tantas saudades daqueles pequenos - falei contendo as lágrimas e o abraçando
- calma - pousou seus dedos em meu cabelo - amanhã assim que acordarmos vamos lá. 
- ok - dei um meio sorriso e o encarei
Ficamos nos olhando por alguns segundos até lembrarmos que estávamos no meio da sala de sua casa, em plena madrugada. 
...
Acordei com um raio de sol vindo diretamente em meu rosto, fechei meus olhos firmemente tentando não fazer contato com o sol, mas uma voz soou delicadamente em meu ouvido esquerdo, o que me fez despertar e arrepiar ao mesmo tempo. 
- bom dia meu bebê 
abri meus olhos afim de o encontrar, abri um pequeno sorriso quando meus olhos alcançaram seu corpo e subiram por seus músculos, chegando em seu rosto, amassado e ao mesmo tempo fofo. 
- bom dia - lhe dei um beijo 
- vamos almoçar e vamos para a ONG.
- almoçar? - perguntei assustada
- sim, são 14h - riu descontraído
- oh meu deus - pulei da cama em direção ao banheiro - porque não me acordou mais cedo Luan? Que vergonha! Dona Marizete deve achar que sou uma nora preguiçosa.... 
- ei - veio até mim rindo de meu desespero - ela não acha nada! Ela sabe que você é perfeita - sorriu e beijou a ponta do meu nariz
Fiquei um pouco sem graça e corei. 
- seu idiota - dei um leve soco em seu tórax. 
- vem - me puxou para tomar um banho com ele. 
Terminei meu banho primeiro então logo após lavar o cabelo, me sequei e saí. 
Me troquei e fiquei esperando Luan terminar de se arrumar. 
Irritado com seu cabelo que não parava no lugar, decidiu colocar uma touca, o que particularmente o deixou com uma cara irresistível de bebê. 
Ele usava uma apertada calça jeans azul e uma camiseta que destacava um pouco de seus músculos. Isso já estava virando tentação
- você está lindo - falei o admirando 
- você está mais - sorriu e veio ao meu encontro
Seu perfume exalava pelo quarto, o que deixava o aroma um tanto quanto masculino, e me fazia delirar. 
- vem aqui - me colou em seu corpo e tirou o celular do bolso, o posicionou em nossa frente e abriu na câmera. Com espontaneidade começamos a fazer algumas caretas.
- ok chega - falei rindo enquanto ele mexia em seu celular 
- chata - me mostrou a língua e sorriu 
- quero todas essas fotos
- ok baby depois te mando - continuava mexendo no celular
- o que esta fazendo? - perguntei já pegando minha bolsa
- estou colocando no instagram, está difícil escolher um efeito - falou pensativo - em todos eu estou perfeito.. 
- como você é patético - bufei e saí do quarto
Luan veio logo atras rindo, descemos a escada e encontramos sua família reunida na cozinha de sua casa. 
- bom dia - mari se levantou toda sorridente e veio nos abraçar
- olá mari - sorri - precisa de ajuda com alguma coisa? 
- magina querida, apenas sente-se e sirva-se - falou educadamente para mim enquanto ia abraçar seu filho
- oi mãe - Luan falou a abraçando fortemente
- estava com saudades
- eu sei - disse convencido 
- desde quando você ficou tão convencido assim? - mari o encarou 
- convivência com sua nora! - todos olharam para mim 
- eu? - perguntei sentindo minhas bochechas corarem - não tenho nada com isso 
- esse menino não toma jeito - deu risada e se sentou novamente. 
Luan sentou-se ao meu lado e começou a se servir. 
- espero que goste de estrogonofe - mari disse me encarando
- hum, eu amo - falei sentindo o aroma de sua comida - que saudades que eu estava do Brasil - rimos
Depois de almoçarmos em um clima agradável, eu e Bruna ajudamos mari com as coisas da cozinha e depois fomos com Luan até a ONG. 
Chegando lá notei algo de estranho, as crianças não estavam no parquinho.
- ué, cade todo mundo? - Bruna perguntou também notando que não estavam onde deviam estar
- devem estar dormindo - falei um pouco preocupada - vamos lá ver
Andamos até o refeitório e encontrei apenas Maria, um pouco tristonha
- ei - a chamei indo ao seu encontro
- Kay! - disse abrindo um sorriso 
Nos abraçamos, confesso que estava com muita saudade dela. 
- esta tudo bem? cade todo mundo? - perguntei depois de ela ter cumprimentado luan e bruna
- ah - murmurou - foram em um passeio com os outros voluntários
- sério? isso é o máximo - falei contente - pena que estou morrendo de saudades deles, minha pequena foi também? 
- a victória? - perguntou um pouco sem ânimo - ela esta deitada em seu quarto
- porque ela não foi? - perguntei com receio
- ela esta um pouco febril, preferi deixa-la aqui para não correr o risco de sua doença se agravar mais. 
- mais? - falei surpresa
- sim katy, durante o tempo que você esteve fora, victória teve uma piora -pausa- eu a levei no hospital e sua doença esta se agravando 
- oh meu deus - falei chocada - eu..eu preciso vê-la - andei rapidamente até o corredor que levaria para seu quarto. O desespero tomou conta de meu peito e as lágrimas vieram, mas me contive assim que a vi deitada em sua cama, mexendo em um dos cabelos de sua boneca. 
****************
oi oi oi olha quem chegou!! 
Luan e Katy voltaram, uhuuu E agora, será que a Vic vai sair dessa? :( 
O que vocês acham que vai acontecer? tam tam tam
Obrigada a todos os comentários, vejo que temos muitas leitoras novas por aqui, certo?! Sejam bem vindas, espero que não me abandonem e espero que estejam gostando. Para quem chegou agora, deixem o user de vocês no final do comentário para que eu possa avisa-las no twitter quando postar. 
Bora responder vocês. 
Respondendo a Thai, eu entendo perfeitamente o que você quis dizer no comentário e agradeço por ter exposto sua opinião. Sei que não foi por mal, você apenas se expressou e dou o total apoio para todas fazerem isso. Afinal, somos construídos de criticas também! Obrigada
Respondendo a leitora nova @MileneAuler, obrigada por todos esses elogios, vocês não sabem como isso me ajuda! Meu nome é Beatriz mas podem me chamar de "bea" moro no interior de são paulo e tenho 16 anos. Algo mais? haha
Respondendo a Luana Baccaro 
"Eu ja disse q vc é a melhor escritora do mundo?" E eu não me canso de dizer que vocês são as melhores leitoras do mundo!
Acho que acabou, falei de mais? ahahaha 
bem, perguntas, criticas, sugestões.. Mandem para cá! 
Espero que gostem  

sexta-feira, 21 de março de 2014

29º capítulo

Amanheci babando sobre o travesseiro, acho que estava exausto, alem do mais aqueles remédios estavam acabando comigo. Abri um de meus olhos e olhei ao redor do quarto, procurando por apenas uma pessoa. Olhei a minha frente e ali estava ela, prestando um pouco mais de atenção em nossos corpos estávamos colados, sua respiração ofegante fazia do ar mais quente, nada calorento, estava uma temperatura boa, mais ou menos frio. Fiquei quieto, tentando sentir o calor do corpo de minha namorada, ela automaticamente sem mexeu colando sua bunda ainda mais em meu membro. Arfei por um momento e estava sendo uma tentação ficar ao lado daquela mulher e não poder fazer nada. Tentei concentrar meus pensamentos em outras coisas mas apenas sua imagem de lingerie aparecia em minha mente. 
- Luan - ouvi sua voz soar quase num sussurro
- oi amor - falei um pouco assustado - esta acordada a muito tempo? - perguntei como quem não quer nada
- tempo o bastante para sentir seu volume subindo sob meu pijama - murmurou descontraída
corei
- é..eu..é..am... - gaguejei 
Ela prontamente se virou para mim e ficamos cara a cara, apenas nos observando. 
- você esta vermelho amor - deu um meio sorriso - ainda tem vergonha de mim? - perguntou e eu me perguntei se ela ainda lembrava que eu tinha feito essa mesma pergunta a ela a alguns dias atras. 
- besta - murmurei me levantando um pouco, até chegar em sua boca e assim, ficar por cima de seu corpo tomando conta da situação. 
Depois de atacar sua boca com um beijo totalmente quente, nos soltamos e ficamos no encarando. 
- bom dia amor - murmurou sorrindo 
- bom dia meu amor - abri um sorriso após lhe dar um selinho

 - você esta bem? - perguntei com receio 
- uhum, e você? 
- estou - deitei-me de volta ao meu lugar ainda a encarando - esta bem mesmo? - insisti 
- estou, eu acho - deu um sorriso me encarando - obrigada por estar aqui comigo
- eu quem devo te agradecer  por tudo - dei um leve sorriso
.....
Depois de tomar um banho e despertar-me por inteiro, fui até a sala de estar onde o enfermeiro estava sentado, lendo um livro. 
- Will - o chamei
- pois não, Luan - se levantou e veio até mim 
- qual remédio tenho que tomar agora? 
- bem - olhou no relógio - após tomar seu café da manhã tome o da tampa vermelha e tampa azul. 
- obrigado - ia saindo mas voltei-me - ah, você sabe me dizer se o pai da katy esta em casa? 
- ele saiu com sua mulher há algum tempo. 
- ok - subi para o quarto de Kay novamente
Entrei e ela tinha acabado de sair do banho 
- vem tomar café da manhã comigo? - perguntei enquanto a via enxugar seus cabelos na toalha 
- ah, não me leve a mal mas.. meu pai.. - me encarou
- ele não esta em casa - sorri - já verifiquei isso para você
seu espanto era visível em seu rosto
- uau - riu - ok então, vamos!
entrelacei nossas mãos e descemos novamente, passamos pela sala e Will ainda estava lá. 
- bom dia - minha namorada disse a ele, educadamente 
- olá, bom dia katy - desviou sua atenção do livro para as pernas de minha namorada
- já tomou café da manhã? - perguntou - não quer vir conosco? 
A encarei me perguntando se eu havia deixado aquele pivete de meia tigela ir conosco. 
- Oh muito obrigado - sorriu lisonjeado - mas creio que preferem ficar a sós - se referiu a mim
 - magina, Luan e eu não ligamos para isso - me encarou - não é amor? 
Lhe devolvi um olhar mortal e ela fechou seu meio sorriso, Will percebendo isso se calou e preferiu não aceitar o convite para se sentar junto conosco. 
- não precisava ter feito isso - falou assim que nos sentamos na mesa
- isso o que? - perguntei agindo normalmente
- você sabe muito bem - me olhou brava - esse seu ciumes está cada dia pior
- eu só estou cuidando do que é meu - falei firmemente pegando meus remédios que se encontravam ao lado do meu prato e os tomando - e você não devia ter lhe dado tal liberdade de chama-lo para tomar café da manhã conosco. 
- eu só quis ser gentil - falou um pouco envergonhada
- ele também quis ser gentil olhando para sua perna, percebi - ironizei
- isso é paranoia sua, ele estava concentrado no livro - me encarou 
- e você tava bem concentrada nele, né? 
- para de ser irônico comigo - choramingou 
- eu não vou te falar mais nada - murmurei colocando um pedaço de mamão na boca 
O assunto acabou por ali, o clima havia pesado e katy também tinha percebido isso. 
- amanhã você tem médico, se lembra? - murmurou após longos minutos de silêncio
- tenho? - perguntei a encarando
- tem - me encarou 
- me desculpe - fechei meus olhos
- me desculpa também - murmurou 
Fui até ela e lhe dei um beijo
- mas então, o que vou fazer no médico? - perguntei voltando ao meu lugar
- é retorno, o doutor vai te examinar para saber se você esta se recuperando bem
- espero que ele dê alta para podermos voltar para o Brasil
- seria um sonho - murmurou distraída
- tudo vai se ajeitar, eu prometo - beijei-lhe a bochecha 
... 
No dia seguinte acordamos cedo, na verdade, Kay me acordou pois eu estava morto com tantos remédios. 
Will iria nos acompanhar até o medico, no mesmo carro, o que me levou a revirar os olhos mas em respeito a katy (e medo dela) não me coloquei contra. 
O motorista do Sr. Pattison nos levou até o hospital, durante o caminho dividi meu fone de ouvido com minha namorada, que não soltou de minha mão um só minuto. Ao som de Coldplay chegamos ao hospital. 

**********************
oi meus amors, como vocês estão? 
e ai será que o médico já irá dar alta para o Luan? Quem quer que eles voltem logo para o Brasil? \õ/
Bom, notei alguns comentários "revoltados" e vou dar minha opinião sobre isso. 
"Vc passa semanas sem postar e ainda quer que a gente comente? Hahahaha"
Primeiramente, eu gostaria de pedir desculpas por não postar diariamente como estava fazendo em janeiro. Acontece que eu tenho uma vida e não vivo apenas em função da fanfic. Para fazer um capítulo preciso de idéias, motivações, e uso os comentários como meio para que vocês se expressem para que eu possa me expressar igualmente a vocês e assim agradar a todos. 
Todos os capítulos eu tenho sido paciente com vocês, explicando o porque preciso dos comentários e isso esta até se tornando meio "chato". Mas vocês me dão muita ideia através deles, e o que me motiva a escrever são vocês. Então por favor, não parem de comentar, não me abandonem. Porque pode passar o tempo que for, eu não vou abandonar vocês. 
Obrigada a todos os outros comentários, leio todos e fico cada dia mais orgulhosa de ter leitoras como vocês. Obrigada e obrigada!
Falei demais rs, espero que gostem ♥


terça-feira, 18 de março de 2014

28° capítulo

capítulo dedicado a minha fiel leitora, Joyce ♥
"Não sei como explicar, ele simplesmente entrou em minha vida e me fez a mulher mais feliz que eu poderia ser. Só tenho a agradece-lo por tudo"
....
- e então Luan, conte-me mais sobre você - meu pai falava enquanto nos serviam na mesa de jantar de sua casa. 
- bem - riu tímido - o que o senhor gostaria de saber? 
- da sua vida - falou seriamente 
- antes de eu ter essa doença, era cantor - murmurou meio tristonho
- ainda é - o corrigi - Luan é um ótimo cantor e compositor
- oh não me diga? - meu pai disse surpreso
- qualquer dia desses você poderia cantar algo para nós - killy sugeriu sorridente
- será uma honra - luan disse animado a encarando
a momento não deveria ficar brava mas me estressei um pouco quando o olhar dos dois resolveu se encontrar e ambos abriram um sorriso. Fechei minha cara em tom de zangada. 
- mas então, qual seu estilo musical? - meu pai perguntou quando o silêncio reinou
- eu fui criado desde pequeno ouvindo sertanejo de raiz, mas gosto de todos os tipos musicais. Nos meus shows canto musicas mais românticas, com um estilo próprio meu. Mas gosto de batidas eletrizantes, costuma animar muito o pessoal. 
- que legal - killy disse mais uma vez - adoraria ir a um show seu!
- oia rapaz - Luan disse com seu lindo sotaque caipira, o qual eu amava - quando eu voltar aos palcos vocês vão para o Brasil me ver - falava com entusiasmo na voz
- será um prazer - sua voz soou um tanto quanto sensual 
- mas ainda vai demorar - falei tentando cortar aquele assunto
- vai? - luan perguntou para mim meio surpreso
- bom - gaguejei - eu não sei -pausa- só o tempo irá nos dizer - não queria magoa-lo mas também não queria aquela loira no Brasil, ainda mais indo a um show do MEU namorado. 
- é - luan murmurou visivelmente tristonho 
- e você katy, o que tem feito desde os 16 anos? - meu pai perguntou com um tom de ironia
- entrei para a faculdade mas parei a algum tempo - falei sem ânimo
- e porque parou? - perguntou 
- eu resolvi ser voluntária em um abrigo para crianças com câncer. 
- muito gentil da sua parte, mas porque precisou parar a faculdade para isso? 
Ok, agora ele havia me pegado. Eu não queria lhe contar que o que aconteceu com Luan também tinha acontecido comigo, eu não queria expor minha vida a ele a tal ponto. 
- não era o que eu queria para minha vida. Assim que voltar para o Brasil vou voltar a estudar. 
- assim espero - murmurou um pouco ríspido.
O clima pesou um pouco até Killy começar um assunto com meu pai e ambos ficarem trocando carícias fofas na mesa. Lembrei de minha mãe que desde então nunca tinha visto uma cena daquelas. 
- vejo que você mudou muito - falei interrompendo aquela cena
Killy me encarou e deu uma pequena risada
- É Katy, as vezes a vida cobra nossa mudança - deu um leve sorriso
- que pena que ela demorou a cobrar isso de você - falei ironicamente 
- o que quer dizer com isso? - perguntou me encarando
- nada - falei em um tom sínico - só acho que você demorou a mudar. 
- e pelo jeito você continua a mesma criança mimada de sempre - soou irritado
 - eu? - perguntei surpresa - vejo que você não me conhece mesmo ein pai? 
- conheço o bastante pra saber que você é igual a sua mãe - falou normalmente
- não fala da minha mãe - rugi o encarando
Aquele assunto sempre era um ponto fraco entre eu e meu pai. Quando morava lá nós sempre discutíamos quando ele cismava em tocar no nome de minha mãe. 
- Você não precisa me enganar Katy, sei que só esta aqui por interesse. 
- interesse? - dei uma risada irônica 
- igual a sua mãe, se casou comigo por interesse!
- eu já falei para você parar de falar dela. Se ela morreu foi por culpa sua! - falei nervosa 
- minha culpa? - riu ironicamente - a culpa é sua Katy, você não soube cuidar nem do seu irmão! Se ela morreu foi por desgosto de ter uma filha como você!
- suas palavras não me machucam mais - falei o encarando contendo as lágrimas - de tanto as ouvir minha mãe não aguentou, eu não preciso ficar aqui falando o que fazia porque você sabe muito bem do que era capaz. E ela? coitada - dei uma leve respirada - ela aguentou tudo isso, por anos! Se tem alguém aqui hoje que deveria ter morrido naquele dia, esse alguém é você! - me levantei da mesa ficando cara a cara
- você não fala assim comigo - ele se levantou visivelmente nervoso e ofendido - apesar de tudo sou seu pai - levantou seu dedo em direção ao meu rosto
- pai? - ri irônica - você acha mesmo que é papel de um pai chegar bêbado em casa e bater na sua filha? 
- CALA A BOCA - gritou irritado mas logo baixou seu tom de voz - eu mudei katy. 
- eu não quero saber dessa sua mudança, você fez isso tarde de mais. Eu só estou aqui hoje por causa do Luan, mas pode ficar tranquilo -pausa- como sou interesseira - falei irônica- vamos para um hotel amanhã mesmo. Com licença.
Saí da sala de jantar e praticamente corri até as escadas 
- katy espera - ouvi a voz de Luan soar logo atras de mim 
Sem hesitar continuei subindo as escadas e só parei quando senti a mão de Luan segurando meu braço 
- espera - falou novamente - olha pra mim - pediu com a respiração falha
Virei-me para ele e seu olhar era de preocupação e culpa ao mesmo tempo. 
- vamos para seu quarto - murmurou me encarando
assenti com a cabeça e com sua mão entrelaçada a minha seguimos caminho para meu quarto. 
*Luan narrando* 
Katy se sentou na cama e ficou como uma estatua, eu não sabia o que falar, ou o que fazer. Sabia que isso aconteceu por minha causa, se eu não insistisse para que viéssemos para cá, nada disso teria acontecido. 
- kay - falei um pouco envergonhado sentando ao seu lado
- ta tudo bem - murmurou com a voz rouca
- vem aqui - a puxei de encontro para meu peito e lá ela se pôs a chorar
- eu prometi a mim mesma que não iria deixar ele me derrubar novamente com suas palavras - choramingava tentando conter as lágrimas - eu prometi, e olha só agora - se levantou e me encarou - ele esta fazendo tudo de novo Luan - secou seus olhos mas eles logo voltaram a molhar-se
- não fala assim pequena - a puxei para meu peito novamente e fiquei fazendo cafuné em sua cabeça - eu estou aqui com você, não vou deixar que nada de mal lhe aconteça. 
- amanhã nós vamos sair daqui -pausa- quer dizer, eu... 
- como assim katy? - me afastei um pouco a ponto de encara-la
- você esta se recuperando, não pode ficar sem cuidados médicos.. eu vou para algum hotel até tudo acabar, e voltamos para o Brasil. 
- e você acha que eu vou deixar? - falei um pouco tenso com sua teimosia 
- Luan, se eu ficar aqui vou sair no tapa com meu pai 
parei um pouco para pensar e estava sendo egoísmo da minha parte, na verdade, eu estava sendo muito injusto. 
- então vou com você - falei por mim 
- isso não, você não pode fazer esforço e aqui tem o enfermeiro -pausa- agora que esta se recuperando tão bem.. 
Ficamos em silêncio pois ambos estávamos tentando achar alguma solução para isso..
- tudo bem eu fico - ela murmurou vencida
- mas, e seu pai? - perguntei
- eu não sei, vou dar um jeito - suspirou
- não liga pro que ele falou não, amor - a abracei - foi da boca pra fora..
- sempre foi assim, eu já devia estar acostumada - forçou um sorriso - mas antigamente eu era uma criança, não sabia o que era me defender. Hoje - deu uma leve risada - ele não vai mais conseguir me derrubar com essas palavras. 
- assim espero - murmurei pensativo 
- e você, está bem? - perguntou
- sim amor.. 
- esta meio quieto
- é -pausa- sei que não é da minha conta mas, você tem um irmão? - perguntei com receio
- tinha - murmurou
- oh - fiquei surpreso - me desculpa, se não quiser falar disso tudo bem
- sem problemas para mim - falou - já faz algum tempo, e acho que te devo algumas explicações.. Eu era muito nova quando nos mudamos para essa casa, a principio eramos uma família feliz mas minhas mãe sempre quis ter um casal de filhos e ela e meu pai acharam o momento certo para fazer isso, quando eu tinha uns cinco anos - parou por um momento e sorriu - foi a melhor notícia que eu recebi, ter um irmão era a coisa mais preciosa para mim. Mas minha mãe teve uma gravidez complicada, passou a maior parte do tempo indo ao hospital tomar soro por estar muito fraca. Depois que ela teve meu irmão, Enzo, nossa família começou a se "desandar" - seu sorriso sumiu- meu pai não se importava com nós, bebia sempre em bares e locais que havia outras mulheres e então ficou apenas eu, minha mãe e meu irmão. Mas, eu era uma criança, minha mãe não dava conta de cuidar de nós dois, então resolveram contratar uma babá. Ela era muito boa no começo, mas depois de um pequeno incidente minha vida virou um inferno. 
- o que aconteceu? - perguntei um pouco curioso e tenso ao mesmo tempo
- meus pais tinham saído em uma tarde qualquer, eu tinha 10 anos e meu irmão beirava os 5. Nós estávamos brincando com a babá, perto da piscina - parou um pouco e forçou seus olhos a se fecharem - a culpa não foi minha eu juro que não foi minha - como se estivesse vivendo esse momento novamente começou a chorar. 
- calma - a abracei rapidamente - esta tudo bem, a culpa não foi sua. Olha, que tal parar por aqui? Outro dia você continua.. 
- não - me encarou - se não for agora não vai ser nunca mais.. 
- tudo bem - murmurei com a respiração ofegante
- a babá saiu por um minuto, para atender ao telefone que tocava insistentemente dentro de casa. Havia outros empregados mas nesse exato momento eles resolveram sumir, porque ninguém foi atender ao telefone. 
- Nossa, que estranho - pensei alto - continua - corei
- o Enzo era muito pequeno, ele não sabia o que estava fazendo -pausa- eu não sabia o que ele estava fazendo. Ele andou até a piscina e - segurou um pouco das lágrimas -  e me chamou com suas mãozinhas gordas "vem brincar comigo tata" - imitou a voz de uma criança - e eu inocente não fiz nada, fiquei apenas o observando pular na piscina e então... - não conseguiu terminar contida pelo choro
- oh meu deus, eu sinto muito - a abracei
Nunca tinha visto katy soluçar como estava fazendo, e aquilo me dava agonia. Saber de sua vida, me fazia ter mais certeza de que aquela garota era uma guerreira. 
- depois.. - continuou - a babá chegou a tira-lo da água mas já era tarde demais, foi horrível, meus pais, minha mãe, ela quase morreu junto com ele Luan. - chorava mais ainda - dói aqui dentro - apalpou em cima de seu peito esquerdo -  saber que eu poderia ter feito alguma coisa, mas eu não fiz nada. 
- calma, a culpa não é sua! você era uma criança kay - tentei fazer cafuné em seu cabelo mas ela se desviou ficando em pé e indo para longe de mim. 
- eu sou um monstro, eu matei meu próprio irmão 
- não fala isso - tentei chegar perto dela mas ela se recuou
 - eu não mereço nada disso, oh meu deus, eu deveria ter morrido com essa doença - se apunhalava com seus próprios pensamentos
- KATY - a peguei pelo braço - você não deveria ter morrido esta me entendendo? - falava firmemente a encarando - você precisa agradecer por estar viva, e poder dar continuidade a uma vida que seu irmão não teve. Se você não quer viver por você, viva por ele e por sua mãe! Por favor!
 aos poucos ela foi se acalmando, se sentou na cama e pediu para que eu ficasse ali com ela. Colada ao meu peito, unindo nossos corpos ela me agradeceu, por nunca ter saído do seu lado, desde o momento em que eu havia entrado como um anjo em sua vida. Com esse pensamento adormeci sentindo o aroma de seu cabelo que se encontrava em meu rosto. 
************************
demorei mas cheguei, e que capítulo foi esse ein? 
espera, então katy tinha mesmo um irmão, meu deus que rolo :o 
e ai o que acharam? O que acharam da atitude da katy quanto não salvar seu irmão? tadinha :/  
vamos conversar seríssimo agora!
vocês estão gostando da história? porque, de 32 comentários caiu para 12 gente! e eu só vejo gente comentando "você demora muito para postar" ou "até desanima você ficar sem postar por todo esse tempo" mas eu só estou esperando vocês aparecerem! Nós nem atingimos a meta de comentários que é 20. 
Tem mais de 300 visualizações, por favor gente, vamos cooperar e trabalhar em equipe? Eu preciso mesmo saber a opinião de vocês, preciso saber em que estou ruim, em que posso melhorar, vocês me ajudam a crescer!
enfim é isso, espero que tenham gostado. Caprichei nesse. 
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