domingo, 16 de fevereiro de 2014

24° capítulo

capítulo dedicado à Luana Báccaro

Chegando na suíte do hotel ouvi algumas vozes exaltadas vindo da cozinha. Será que Bruna e Guilherme estariam brigando logo cedo?! Tentei focar meus pensamentos em ir para meu quarto, obviamente não queria intrometer a briga dos dois e dar uma de curiosa mas ambos gritavam tanto que era quase impossível de não se ouvir. Fui até o quarto que estava ficando e entrei fechando a porta atras de mim, a cama passou a ser uma tentação e a cada olhada que eu dava para ela, parecia que ela me chamava mais e mais. O cansaço já estava vencendo.
"se controle katy" meu interior falava "você estava em um hospital, precisa tomar um banho" "mas eu estou tão cansada.." eu brigava com meus próprios pensamentos, se é que possível! 
Vencida pelo pensamento da limpeza arrastei meu corpo até o banheiro, despi-me e me deixei levar para a água quente que descia pelo chuveiro. Aos poucos foram se formando gotículas de água sobre mim, oh como era bom. Fiquei um bom tempo embaixo daquela água deliciosa e agora estava com uma imensa preguiça de sair de lá. "Sou muito bipolar" pensei. 
Saí com mais dificuldade do que havia entrado e cai na cama apenas usando uma lingerie, não me importando talvez que tivesse mais pessoas por perto. As vozes vindas da cozinha ainda soavam alto, até demais. Revirei-me na cama e tapei meus ouvidos com dois dos travesseiros que faziam parte da decoração da cama. Quando estava quase pegando no sono um som muito parecido com um vidro se chocando contra outra coisa tomou conta do local. 
- oh meu Deus Bruna! - me levantei rapidamente e corri até a porta
parei por um momento e olhei para meu corpo 
- merda - murmurei correndo até o banheiro e pegando um roupão que havia por ali. 
Sai do quarto com receio e caminhei até a cozinha, os gritos ainda continuava, pelo menos ambos continuavam vivos.. Apressei-me e quando cheguei fiquei perplexa. Bruna havia pego Guilherme pelos cabelos e os dois se encontravam no chão, ambos descabelados. Guilherme estava com uma cara não muito boa e Bruna tinha raiva no olhar. 
- o que esta acontecendo aqui? - perguntei tentando colocar um fim na discussão 
os dois se assustaram e olharam para mim ao mesmo tempo, aproveitando a distração de Bruna, Guilherme se levantou rapidamente e correu para longe da loirinha que não ficou para trás e se levantou e correu até ele. Pronto, agora os dois pareciam brincar de pega-pega pela suíte. 
Guilherme correu até mim e me colocou como seu escudo, quando vi Bruna vindo em minha direção com uma panela dei um grito de pânico. 
- PAREM OS DOIS 
- essa louca quem começou - guilherme debateu ainda me usando como escudo 
- se você parasse de ser tão idiota talvez eu pararia de ser louca! - a loira rebateu nervosa - saí de trás dela caralho, briga como homem!
- bruna calma - falei tentando pegar a panela em sua mão - vocês são adultos, precisam resolver as coisas como dois civilizados. 
- quer saber? - guilherme murmurou andando - cansei! - falou para Bruna e foi para o quarto 
- guilherme volta aqui! - bruna disse indo até ele mas antes eu a parei
- opa opa - entrei em sua frente - a panela - estendi a mão para pegar a mesma
parecendo uma criança não querendo entregar seu brinquedo, Bruna colocou a panela atras de suas costas. 
- bruna - a encarei 
- nossa senhora ein - bufou me entregando seu "brinquedo" 
- agora pode ir - sorri satisfeita saindo de sua frente
e assim ela fez, entrou em seu quarto e bateu a porta do mesmo. 
Pensei em voltar a dormir mas o meu sono havia me abandonado, que ótimo. Ao mesmo tempo que pensei no que fazer minha barriga roncou. 
- acho que alguém esta com fome - murmurei pensando alto
Segui até a cozinha e só assim percebi no estrago que haviam feito lá. Em uma parte do chão havia cacos de vidro, a mesa estava suja de leite que provavelmente haviam derrubado e as panquecas estavam grudadas na parede junto com o mel que se jogava por cima delas. 
- esses dois não se mataram por sorte - murmurei pensativa
liguei para a recepção e pedi que mandassem alguém para limpar toda aquela bagunça. Por conta de ter torcido o braço a uns dias atras ele ainda estava doendo e eu não poderia ainda fazer grandes esforços, do tipo, limpar tudo aquilo. 
Assim que desliguei o telefone ouvi a porta do quarto de Bruna sendo aberta
- guilherme você não pode sair assim - falou rapidamente
voltei para a sala de estar e notei que Guilherme estava arrumado e com uma mala, provavelmente sua mala. 
- eu cansei Bruna, cansei de você, cansei dessas crises de ciumes que você tem, cansei desses ataques de nervosismo que quase me matou. CANSEI - gritou por fim deixando brotar algumas lágrimas em seus olhos
- você não pode ir embora - ela lutava para não chorar
- quer que eu fique aqui para você me deixar careca de uma vez? - abriu a porta
- guilherme, por favor - suplicou indo em sua frente e o parando - eu preciso de você - falou já chorando
- você precisa de um jogo de panelas - falou seriamente a encarando pouco se importando se ela estava chorando ou não
 - então vai! - urrou com raiva no olhar, limpou as lágrimas e o encarou de cabeça erguida - só não espere me encontrar quando quiser voltar 
- eu não quero te encontrar nunca mais Bruna - falou a olhando nos olhos e saindo porta a fora. 
Ela bateu a porta com força, chocou suas costas contra a mesma e se sentou no chão
- eu sou um lixo - murmurou chorando
- ei - corri até ela - calma - tentei limpar suas lágrimas
- você viu o que ele me disse? - perguntou me encarando com seu rosto já inchado - ele nunca mais quer me ver! 
- ele falou isso da boca pra fora - murmurei tentando faze-la parar de chorar
Ouvimos ao som da campainha e Bruna se levantou correndo me deixando plantada ali no chão
- deve ser ele - virou para a porta e a abriu com um sorriso mas o desfez assim que viu a mulher da limpeza
- foi aqui que pediram serviço? - a senhora perguntou em inglês 
Bruna se virou para a mesma e correu para seu quarto. Me levantei rapidamente e falei com ela, que foi até a cozinha limpar. A deixei lá e fui para o quarto de Bruna, a porta estava encostada
- bru? - perguntei antes de entrar
- quero ficar sozinha - murmurou com o rosto no travesseiro
- ah por favor - murmurei entrando 
- eu estou falando sério - se sentou na cama
- e eu mais sério ainda - sentei ao seu lado
- será que guilherme também estava falando sério? - perguntou me encarando 
- claro que não - fiz sinal para que ela se deitasse na minha perna - acho que ele precisa de um tempo para ele e você um tempo para si mesma
- é que, eu não me vejo sem ele - falou enquanto eu mexia em seu cabelo
- olha, porque você não descansa agora? ainda é cedo, dorme e depois pensa no que vai fazer
- preciso de um remédio para dor de cabeça - murmurou colocando a mão sobre sua testa
- tenho na minha bolsa - murmurei - espera um minuto? 
- espero sim - falou se ajeitando na cama 
fui até meu quarto e o peguei na bolsa, fui na cozinha pegar um copo de água e a senhora já estava quase acabando. Ainda bem que ela não havia reclamado da bagunça mas com certeza teríamos que pagar os pertences quebrados.
Quando voltei no quarto Bruna já estava com os olhos fechados e com a respiração ofegante, a chamei mas ela não respondeu. Então deixei o remédio ao lado de sua cama junto com o copo d'água, fechei a porta e fui para a sala. 

Me joguei no sofá e fiquei assistindo a um filme de romance que passava em um canal qualquer. Me lembro de apenas ver uma cena em que um casal se beijava e fechei os olhos imaginando ser Luan, sendo vencida pelo cansaço acabei dormindo. 
**************

eiita que o clima pesou ein?! tadinha da bru, mas também.. correndo atras do guilherme com uma panela? kk só nossa loira mesmo! e esse guilherme, acho que ele não merece a bru não u.u 
e ai o que acharam?!!!
vamos conversar sério agora, infelizmente colocarei metas de comentário para a fanfic! "bea como funciona isso?"
funciona assim:
enquanto não der 20 comentários eu não postarei, ok?!
"ah bea, isso é muito chato"
eu sei que é chato mas esta sendo necessário, preciso mesmo saber a opinião de vocês!
criticas, duvidas, perguntas?!
ah, quem quiser capitulo dedicado, só falar <3
indicando a fic da linda @carol_mellos2 
somosmaisqueamigosls.blogspot.com
e da Daniela Noronha 
http://santinhasdoluanrafael.blogspot.com 
bora ler?!
espero que gostem!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

23° capítulo

...
Alguns longos dias depois Luan apresentou uma piora, naquela noite eu havia me "convidado" para dormir com ele no hospital, alegando que mari estava muito cansada, o que era verdade, Luan também disse a mãe que estava bem o que a acalmou e aceitou ir descansar. Mas no meio da noite acordei com Luan me chamando fraco. 
- kay - sussurrava
- o que houve amor? - perguntei assustada me despertando na poltrona ao seu lado 
- eu to sentindo um negócio ruim - murmurou colocando a mão no peito
- quer que eu chame o médico? é dor? 
- eu preciso vomitar - mal terminou de falar e sua coberta se encheu de sangue, sim, ele havia vomitado sangue e isso não era nada bom. 
- oh meu deus - falei assustada apertando ao botão freneticamente que chamava diretamente o médico - calma ta? - falava passando minha mão em suas costas 
- ta doendo - falava sentado na cama segurando sua barriga
meus olhos lacrimejaram e com agonia se poder fazer nada corri até a porta e a abri bruscamente
- chamem o médico - gritei 
infelizmente não havia ninguém no corredor, por ser madrugada obviamente estavam todos dormindo. Voltei para dentro do quarto e fui ao lado de Luan. Não sabia se ficava ali ao seu lado ou ia em busca de um médico. Apertei novamente o botão ao lado da cama, com mais força e não parei de aperta-lo. Em poucos segundos alguns enfermeiros entraram correndo no quarto, atras deles vinha o doutor
- o que esta acontecendo? - perguntou assustado ao ver a cama cheia de sangue
- o luan - tentava conter as lágrimas - ele acordou passando mal e não para de vomitar sangue
Ele foi até o lado oposto da cama e examinou Luan 
- onde dói luan? - perguntou calmo 
- aqui - luan apontou para o abdômen - ta doendo demais - sua boca se contorcia 
- aplique isso nele - o doutor disse para um dos enfermeiros lhe indicando um frasco que estava ao lado da cama
- o que é isso? - perguntei
- vai faze-lo dormir - o doutor falou me olhando rapidamente e encarando Luan novamente - Luan, se acalme, vai passar - falava tentava o acalmar
olhei para Luan e aos poucos ele ele foi deitando na cama, com a respiração ofegante seus olhos foram fechando forçadamente. 
- você vai ter que sair agora -  um enfermeiro falou virando-se para mim depois de ver que Luan já havia dormido 
- eu não vou sair do lado dele! - me prontifiquei  
 - deixe-a - o doutor disse encarando o enfermeiro
comemorei por dentro e continuei prestando atenção em Luan 
- katy, você pode ao menos se afastar um pouco? - perguntou me encarando
- oh, sim - falei dando espaço para eles. 
Após medica-lo, o trocaram de cama, eu estava quase pedindo uma cama para mim também. 
- doutor - o chamei em um canto quando vi os enfermeiros saindo 
- pois não - falou indo ao meu encontro 
- foi grave? - perguntei com receio 
Ele tirou seu óculos e limpou o suor que havia em seu rosto, me encarou e soltou um ar decepcionante
- parece que sim - seu tom de voz diminuiu - ainda não podemos afirmar nada, quando ele acordar veremos como vai reagir. Pode ser apenas uma medicação que ele tomou e não o fez bem 
- mas é estranho vomitar sangue, não é? 
- sim, isso é.. Mas devemos lembrar que ele ainda é portador da doença leucêmica e isso é até "comum"
- eu sei - murmurei pensativa
- ele vai ficar bem - me olhou e deu um sorriso acolhedor
- obrigada - sorri 
- magina, bem, agora ele dormirá até amanhã - foi até a porta - aproveite para descansar - sorriu novamente e saiu do quarto
Fui para perto do Luan e fiquei o olhando dormir. Sua respiração ofegava por entre suas narinas, parecia ter dificuldade em respirar normalmente. 
- e pensar que já passei por isso - murmurei pensando alto - não desejo isso a ninguém, muito menos a você - passei levemente o polegar e sua pele macia. 
me sentei na poltrona ao lado da cama e não consegui mais dormir, com medo talvez de acontecer novamente o que havia acontecido mais cedo. 
... 
o relógio marcava 05h17 a.m quando Luan murmurou algo se mexendo na cama, levantei rapidamente e fui ao seu lado
- Luan? - perguntei com receio 
- kay.. - falou ainda de olhos fechados
- oi, eu estou aqui - falei pegando em sua mão - esta tudo bem? 
- kay não me deixa.. - falou ainda de olhos fechados
- te deixar? - perguntei dando uma meia risada - eu não vou te... - ele falou novamente
- não me troca por Londres, por favor - falou em uma voz ameaçadora de choro
só então percebi que ele estava sonhando 
oh Deus ele estava sonhando, comigo?! 
não pude deixar de sorrir quando me imaginei em seus sonhos, eu estava completamente apaixonada por esse homem que havia conhecido alguns meses atras. Ainda percebendo que ele estava sonhando preocupei-me em acalma-lo
- ei, esta tudo bem, eu estou com você - sussurrei em seu ouvido
- não me deixa 
- eu não vou te deixar 
aos poucos ele foi se acalmando e voltou a dormir normalmente. Voltei para a poltrona e fiquei pensativa. 
Será que Luan tinha medo de eu não querer mais voltar para o Brasil? Se isso fosse verdadeiro poderia ficar despreocupado, eu estava louca para voltar a minha rotina desde os 16 anos. 
...
Após alguns minutos depois o relógio marcar 07h, mari entrou no quarto acompanhada de Amarildo, com um olhar preocupante. 
- oi mari - levantei-me e a cumprimentei - olá amarildo - nos cumprimentamos também 
- oi querida - falou com um meio sorriso - achei que ainda estaria dormindo 
- oh não.. - pensei em conta-la sobre a noite anterior mas ela já estava com problemas demais 
- como esta meu filho? - perguntou indo para perto de Luan
- esta bem - murmurei - estava com algumas dores mas o doutor lhe aplicou um medicamento e ele dormiu a noite toda 
- graças a Deus - falou acariciando o rosto do filho - eu estava com receio, parece que senti como se ele não estivesse bem. 
- oh, foi apenas essa pequena dor mesmo, esta tudo bem mari - murmurei
- você deve estar cansada não é? - amarildo perguntou me encarando
 - não muito 
- vá para o hotel comer algo e descansar, quando Bruna vier para cá você vem com ela.. 
- acho que vou aceitar - sorri - preciso tomar um banho mesmo 
- vai sim querida, obrigada por ter ficado aqui - falou me abraçando
- magina mari - a abracei 
cumprimentei amarildo e dei um leve beijo na testa de Luan, então saí do quarto indo para o hotel. 
*************
oi oi oi quem esta com saudade de mim??!?! eu to morrendo de saudades de vocês hahaha 
e ai amors tudo bem com vocês? o que acharam do capítulo? hmm
bem vinda todas as leitoras novas, espero que não me abandonem 
me desculpem a demora estou sem tempo pra tudo enfim.. 
me pediram para indicar uma fanfic mas não deixaram o link kk :x
e para o anônimo que perguntou, sim, a katy tem um irmão! e onde será que ta esse irmão? hmm posso alegar que algumas já adivinharam :$
comentem muiiito que esse final de semana tem mais capítulo uhu
espero que gostem!

sábado, 8 de fevereiro de 2014

22° capítulo

alguns dias depois
Depois de muita insistência meu pai convenceu a mim e ao Luan para ficarmos em sua casa. A propósito, os pais de Luan acabaram conhecendo meu pai e foram até almoçar um dia em sua bela casa. 
Luan estava se recuperando excelentemente bem, graças a Deus. As vezes ele sentia algumas dores e desconfortos mas sob os cuidados dos enfermeiros ficava bem, infelizmente ele teria que passar mais alguns dias internado, o que me levará ao hospital todos os dias. A família dele iria embora assim que ele tivesse alta e fosse para casa, digo, casa de meu pai, comigo. Tinham vários assuntos sobre a carreira do Luan para tratar e Bruna começaria a ter aulas na faculdade em breve. Eu e Luan passaríamos algumas semanas por Londres, até ele estar totalmente recuperado. 
...
- ainda não acredito que finalmente vou poder te chamar de minha - murmurou deitado ainda na cama de hospital, olhando para minha mão que estava junto a sua em cima da cama. 
sorri boba
 - acho que na verdade, sempre fui sua - murmurei sentada na poltrona ao lado 
- eu sei - me olhou sapeca - desde o primeiro instante que te vi falei para rober que você seria minha
- a é? - perguntei contendo a risada
- sim - murmurou sorrindo 
- mas levou um belo fora naquela noite - ri 
- esse não conta, você me deixou fascinado por beijar tão bem - riu olhando para a televisão 
- eu beijo bem é? - perguntei orgulhosa de mim mesma
- seu beijo tem - ele parou um pouco e pensou - um sabor diferente - me encarou confuso 
- espero que não seja cebola - murmurei baixo mas ele ouviu e caiu na gargalhada, me levando junto 
- não - falou ainda rindo - seu beijo tem sabor de frutas vermelhas, é doce como uma amora e saboroso como um morango.. 
- é uma verdadeira salada de frutas - ironizei
- eu estou tentando filosofar para minha namorada, posso? - perguntou irônico 
- me desculpe, namorado - dei ênfase a ultima palavra - quero uma música para isso também - ri o encarando 
ele me olhou sorrindo e ficou pensativo
- o que esta pensando? - perguntei o olhando profundamente
- em como eu estou com fome - murmurou sinceramente
- ok ok vejo que seremos um casal muito romântico - falei me levantando 
- romantismo é comigo mesmo - se gabou 
- eu imagino, doce como um limão - o encarei - ta aí, faz uma música com isso 
- vai a merda - murmurou blefando 
dei uma leve risada e me soltei de suas mãos
- onde vai? - perguntou rapidamente
- você esta com fome, certo? - perguntei e ele afirmou - como uma namorada muito boa irei buscar algo para o senhorzinho comer 
- senhorzinho - me imitou- desse jeito você broxa até o luan jr - falou tristonho 
- luan quem? - perguntei não entendendo a quem ele se referia
- ao meu pinto - me encarou normalmente
- não -pausa- antes você disse outro nome - falei confusa
- ah sim - riu sem mostrar os dentes - minhas neguinhas deram nome ao meu reprodutor de filhos, chamaram-o de luan jr! cê acredita? - perguntou na maior tranquilidade
cai na gargalhada e quase chorando de tanto rir tive que sair da sala para lhe buscar comida, o deixei com um bico tamanho monstro mas não pude fazer nada. 
Um pouco depois voltei carregando uma bandeja, nela continha uma sopa de legumes, essa era a dieta que o doutor havia passado para Luan, apenas comidas leves. 
- cheguei bebezão - murmurei ao abrir a porta. Dei de cara com mari, amarildo e bruna me olhando curiosos. 
- eu falei que ela me amava muito, ninguém acreditou - luan murmurou me fazendo ficar com mais vergonha. 
a essa hora eu já devia estar vermelha feito um pimentão, sem saber o que falar ou fazer lhe lancei um olhar repreendedor. 
- me desculpem - falei tentando não demonstrar nervosismo - acontece que Luan é um bebezão - ri 
  - ah mas com isso preciso concordar - mari falou sorrindo 
- mãe, a senhora devia me defender
- eu defendo filho, acontece que isso é uma verdade - falou rindo 
Luan ficou possesso e fechou a cara para comer a tal sopa.
Ainda não havia tido a oportunidade de lhe falar como tinha sido ir a minha casa depois de tanto tempo, sempre que começávamos o assunto alguém interrompia. Ele estava morrendo de curiosidade, ainda mais depois que deixei escapar que meu pai estava praticamente casado novamente. Sua expressão mudou de compreensivo para surpreso. 
...
Fazia frio na pequena Londres, eu estava no hotel ainda, havia concordado de ir para minha casa só depois que Luan saísse do hospital. Caso ele precisasse de mim enquanto estivesse internado, eu estaria mais perto ficando no hotel. 
- kay? - bruna perguntou batendo na porta do quarto
- oi bru, entra - falei me encolhendo na cama
- desculpa incomodar - murmurou meio tristonha fechando a porta 
- você nunca incomoda - sorri compreensiva - senta aqui - bati a palma da mão lhe indicando a cama
ela deu um meio sorriso e se sentou a minha frente
- aconteceu algo? - perguntei percebendo-a calada
- sim - falou um pouco tensa - na verdade não sei - me olhou e notei seus olhos lacrimejando 
- quer desabafar? - perguntei colocando minha mão sobre a sua 
- eu adoraria - soltou um pouco do peso que havia em suas costas e suspirou fundo - é o guilherme
- vocês brigaram? - perguntei pausadamente
- de uns dias para cá ele anda tão distante de mim, sabe? - perguntou e eu afirmei com a cabeça, então continuou - nós ficamos juntos mas parece que não é mais a mesma coisa -pausa- quando nos amamos não o sinto mais presente em pensamentos como antigamente - choramingou - você me entende? - me encarou 
- oh bru - falei surpresa pelo fato dela confiar em mim a ponto de conversar sobre isso - vem aqui - a puxei para deitar em meu colo - os homens são tão difíceis de se entender, tem hora que eles demonstram o que querem mas tem hora que temos que descobrir o que estão querendo -pausa- porque não conversa com ele? 
- eu tento sabe? mas ele diz que é coisa da minha cabeça
- e se realmente for coisa da sua cabeça? 
- não é - ela falou se levantando - eu tenho medo de o perder e fico camuflando suas falhas, mas não aguento mais - limpava algumas lágrimas - acho que ele se cansou de mim - admitiu cabisbaixa
- mas ele te ama - tentei a animar 
- acho que vou dar um tempo - falou me olhando - só o tempo para nos dar respostas.. 
- olha, pensa bem, faz o que você acha melhor pra você! E se for pra ser, vai ser!
- obrigada kay - murmurou dando um meio sorriso
- conte comigo sempre, pequena - falei a abraçando 
- você é a melhor cunhada que eu já tive - soltou uma leve risada
- oh, fiquei feliz agora - rimos - que tal irmos fazer algumas compras? - perguntei sabendo que aquilo lhe fazia bem 
- você iria comigo? - perguntou 
- ué claro - soltei uma gargalhada - vamos chamar sua mãe também, vou levar vocês a cada loja, uma mais linda que a outra!
- ah meu deus - enlouqueceu - vamos -pausa- ainda bem que Guilherme e meu pai estão no hospital fazendo companhia para Luan- soltou uma leve risada - vou avisar minha mãe e depois tomar um banho - saltitou até a porta do quarto 
- ok, vou me arrumar também - falei me levantando e indo até o banheiro
tomei um banho relaxante e ao sair do banheiro senti o vento fresco que estava lá fora, olhei pela janela e parecia que o sol estava afim de sair mas as nuvens não deixavam. Assim que me troquei Bruna entrou dentro do quarto de surpresa. 
- ai que susto - falei me virando para trás
- desculpa kay - riu sem jeito - é que eu estou sem roupa - falou como se fosse a pior coisa do mundo 
olhei para seu corpo e só assim percebi que ela estava apenas de lingerie
- bruna - falei assustada - imagina se seu pai chega? 
- ele não vem agora - riu tranquila - eu vim aqui ver se você tem alguma roupa.. 
Depois de revirar minha mala de ponta cabeça, ela achou algo que lhe agradasse. Mari lhe falou que não iria conosco pois estava com dor de cabeça e iria descansar um pouco. Então, terminamos os últimos detalhes e saímos. 
...
Depois de muito andar e com várias sacolas de roupa nas mãos tive uma ideia 
- você quer ir a Shoeburyness? - perguntei rapidamente
- onde fica? - me encarou 
- a uns 75km daqui 
- não é muito longe? - perguntou 
- há uma vista tão linda, acho que você precisa disso - sorri
- você acha? - perguntou e eu afirmei com a cabeça - mas e as sacolas? 
- carro serve para que? - falei rindo - vamos! - a puxei para um táxi que estava parando a alguns metros de nós. 
Quando chegamos a pequena vila, paramos no famoso "starbuck" e Bruna ficou encantada pela variedade de modelos que havia nas bebidas. 
- vem, vamos pegar e ir em um lugar que você vai amar - falei a puxando para dentro do taxi novamente
alguns metros a frente ele estacionou o carro, depois de o pagar tiramos as sacolas e tomando a bebida fomos conversando até Bruna avistar o mar e ficar encantada. 
- nossa, parece que a energia daqui é tão boa - sorriu - vamos nos sentar lá perto 
- claro - sorri - eu costumava vir aqui com amigos 
- amigos, sei - riu sapeca
- sim, amigos - ri entendendo seu duplo sentido 
sentamos em uma pequena ponte que havia de frente para o mar, batia ventos frios em nosso corpo mas o com o calor do sol deixou tudo confortável.
- isso merece uma foto - falou tirando seu iphone da bolsa e depois de bater a foto postou-a em seu instagram.


"que vida boa @kaycamp"

******************
ola morss! tudo bem com vocês? parece que com a bru não kkk e ai, sentiram falta do luan no outro capítulo mas nesse ele deu o ar da graça né? e esse namoro dos dois kk romance esta no ar, ou não kkk adoro!
bem vindas leitoras novas, espero que não me abandonem!
obrigada pelos comentários e lá vem a bronca kkk vamos lá.. 
cade vocês? vocês estão vivas? estão gostando? vocês estão com preguiça de comentar é isso? .. vou ficar com preguiça de postar também :( 
sabe gente, é difícil deixar um capítulo pronto, eu levo de um a três dias para escreve-lo e você não levam nem 5 minutos para comentarem! por favor, façam isso pela fanfic.. eu preciso saber a opinião de vocês.. 
enfim, último aviso.. depois vou direto para meta de comentários.. 
espero que gostem ♥

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

21° capítulo

....
No dia seguinte enquanto Luan não acordava concordei em ir para casa com meu pai. Sim, minha antiga casa, meus antigos pesadelos, meu passado. 
- tenho certeza que vai se sentir bem em nossa casa - meu pai falava enquanto eu dirigia silenciosamente em seu carro pelas ruas da cidade 
o encarei e sorri, um sorriso... seco talvez. Eu não estava confortável com tudo aquilo, não sei se estava pronta para, encarar aquela casa e aquelas lembranças novamente. 
Pegando a estrada seguimos por 10km até um imenso portão ao lado esquerdo da pista. Com a ordem de meu pai para abrirem o portão principal, seguimos caminho. Olhando para todos os lados, parece que todas as lembranças voltaram, paramos em frente a uma casa, a "minha" casa. 
-chegamos - meu pai sorriu satisfeito me fazendo despertar de devaneios
 frente
 fundo
 - não sei como consegue viver sozinho nessa casa enorme - murmurei encarando aquela casa que havia me trazido lembranças boas...e ruins. 
- am.. katy, precisamos conversar sobre algumas coisas - murmurou me encarando
- eu sabia que vinha merda - era para ser um pensamento mas acabei falando alto e em bom tom
- não, calma - falou assustado - eu acho que você irá gostar, não sei.. 
o olhei esperando sua resposta e logo vi um vulto se aproximar do carro, olhei para o vulto e vi uma mulher, na verdade uma menina (?) 
Saí do carro ainda a encarando, ela tinha idade para ser minha irmã. Será que meu pai havia a adotado?!
Dei a volta no carro e ela ajudava meu pai a sair do mesmo. Ele a encarou e ambos se inclinaram e meu pai tocou os lábios daquela... ex adotiva. 
- o que esta acontecendo aqui? - perguntei chocada
- katy, esta é Killy - abraçou com dificuldade a loira - minha mulher 
engasguei com minha própria saliva e olhei para a loira horrorizada
- olá - ela disse sorridente em um fluente português
- ela aprendeu a língua portuguesa especialmente para falar com você - ele falava orgulhoso
- quantos anos ela tem? - perguntei para meu pai ignorando totalmente a loira - você sabe que pedofilia é crime né pai? - perguntei com uma risada irônica
- deixe disso katy - disse me repreendendo 
- tenho 25 anos katy - sorriu e veio ao meu encontro. Num ato inesperado me abraçou - eu estava louca para te conhecer, seu pai falou muito sobre você.. Tenho certeza que seremos boas amigas - sorria
não sei porque a achei tão.. sínica. 
- venham, vamos entrar! - falou me empurrando para dentro 
um enfermeiro particular que meu pai tinha contrato acabará de chegar, o ajudou com suas coisas enquanto a tal Killy tagarelava alguma coisa comigo enquanto andávamos em direção a porta.
Assim que coloquei o pé na imensa casa, olhei em volta e todas as pessoas ao meu redor pareceram desaparecer. 
*flash back on*
- bem vinda a sua nova casa - minha mãe falava aninhada ao braço de meu pai
- mamãe, ela é muito grande - falava maravilhada e surpresa
- e é toda sua - meu pai falou me pegando em seu colo - lá fora há um jardim enorme, com piscina e um parquinho!
- vou poder brincar lá papai? - perguntava sorridente
- claro que vai - falava ainda comigo em seu colo 
- mas -pausa- vou brincar sozinha papai.. - murmurei triste
- querida - minha mãe pousou suas macias mãos em meus braços - você irá ganhar um irmãozinho 
- é serio mamãe? - falava animada - e onde esta ele? 
- oh katy - riu - esta aqui ainda - pousou sua mão em sua barriga
saindo do colo de meu pai fui até a barriga de minha mãe e a acariciei 
- e porque ele ta ai mamãe? - perguntei curiosa
- ele esta esperando a hora certa para nascer
- vai demorar? - perguntei 
- um pouco - sorriu abraçando meu pai
*flash back of*
Um frio na barriga me lembrou a piscina que havia lá, eu não gostava dela e também, não sei como meu pai conseguia viver lá depois de tudo o que aconteceu... 
- venha katy, não quer ver a casa? - a loira tagarela me chamava me livrando de alguns pensamentos
pareci acordar e olhei para os lados, meu pai estava subindo as escadas com a ajuda do enfermeiro em direção a uma porta, deduzi ser seu quarto. Voltei a olhar para a "papagaio" ao meu lado e ela não parava de falar. 
- porque esta com meu pai? - perguntei a pegando de surpresa
- o que disse? - perguntou surpresa fingindo não entender
- nada - resolvi deixar para lá - o banheiro fica no mesmo local? preciso jogar uma água no rosto. 
- você não prefere usar o do seu quarto? - perguntou sorrindo 
- ele ainda existe é? - tentei parecer gentil
- claro - falou andando rapidamente até a escada - se quiser posso te levar até lá em cima mas... 
- não precisa - a interrompi - eu ainda me lembro do caminho 
- tudo bem - sorriu - vou ver como seu pai esta - subiu as escadas na minha frente e entrou na mesma porta que meu pai havia entrado
olhando cada detalhe, lembrando de cada momento, comecei a subir as escadas lentamente, tentando guardar na memória cada movimento feito. 
Andei pelo corredor cheio de portas, me lembrava que meu quarto era o penúltimo, longe de tudo e todos. Parei em frente ao mesmo e o abri, respirando fundo. Estava tudo igual a quando o vi pela ultima vez, a quatro anos atras. 
Fechando a porta sem tirar os olhos dos objetos dentro do quarto, andei calmamente até a cama e me sentei. Ainda tinha o cheiro de minha mãe, e com isso, as lembranças voltaram. Muitas vezes aquela cama foi o refugio não só meu como o da minha mãe também. Caminhei até o closet e todas as minhas roupas compradas por sei lá quem, ainda estavam lá. 
Roupas que eu nem tivera tempo para usar, muita delas não foram levadas ao Brasil já que comprei tudo novamente quando cheguei em solo brasileiro. Não queria nenhuma lembrança de Londres. 
Fui até o banheiro e ele estava cheirando a flores cítricas, o mesmo aroma que eu amava quando o limpavam. 

..... 

*******************
opa opa opa para tudo, ahhh katy foi pra casa dela :o 
e essa killy ein?! será que vai dar certo isso ai? haahah 
ooooooooi meus amors, saudades de vocês! me desculpem não postar ontem, acontece que estou meio corrida :x
mas enfim, muitas surpresas ein?! 
espera ai, katy tem um irmão!!! mas, cade esse irmão?! hahaah ;x
o que vocês acham que vai acontecer hmm? e o que acharam do capitulo?
e sobre katy e luan terem filhos, uma coisa de cada vez, mas tenho certeza que vocês irão se surpreender u.u 
estou meio chateada pois algumas de minhas leitoras não estão dando o ar da graça nos comentários, estou sentindo falta :( 
e bem vinda leitoras novas, espero que gostem e não me abandonem!
acho que é isso hahaah 
espero que gostem ♥


indicando a fic da manu @tantoamorls bora ler?!?! 

http://fanficquandoamanhecer.blogspot.com.br/2014/02/nova.html

domingo, 2 de fevereiro de 2014

20° capítulo

.....
uma, duas, três horas haviam se passado. Eu já estava subindo pelas paredes do hospital e com a família do meu, am, futuro namorado(?) a situação não estava diferente. 
Após me declarar para Luan com o doutor praticamente o levando a forças para fora do quarto, ele não conseguiu dizer mais nada, mas nem precisou, seu sorriso e seus olhos brilhando feito um diamante falaram mais que qualquer palavra. 
- já não era para essa cirurgia ter acabado? - Bruna perguntava impaciente para a mãe
- eu não sei querida, o médico nos deu um tempo de duas a três horas -pausa- tomara que dê tudo certo.. 
- vai dar tudo certo - Amarildo falou firmemente abraçando a mulher. 
os dois se entreolharam e ambos abriram um pequeno sorriso no canto da boca.. sendo indelicada e encarando aquele belo casal fiz uma leitura labial em mari que sussurrava apaixonada para o marido um "eu te amo" tão sincero que os olhos do mesmo brilharam e ele sorriu ainda mais. 
... 
abaixei minha cabeça em uma prece silenciosa, e concentrei meus pensamentos naquele que havia me salvado dessa doença horrível e eu tinha a certeza que tiraria Luan também porque como ele disse, tinha que viver para me fazer feliz e eu tenho certeza que seremos muito felizes.
"olá Deus, me desculpe pela falta de prática ao falar com você mas, eu preciso da sua ajuda, preciso que salve aquele homem que esta na sala de cirurgia.. Ninguém além de você sabe sobre nossos momentos, eu tenho certeza que ele não entrou por acaso em minha vida, eu tenho fé que ele saíra dessa com a sua ajuda! Lembra quando me ajudou? Sou grata até hoje por isso, e agora, venho lhe pedir para que salve-o dessa doença, ele não merece isso e se merece, faça passar essa dor logo, eu sei o quão difícil é e não gostaria de vê-lo passando pelas mesmas coisas que eu infelizmente passei. Proteja também meu pai, por mais que ele tenha me magoado ainda o amo e não quero vê-lo sofrer. Ave Maria cheia de graça..."
Minutos depois um enfermeiro, acredito eu, chegou na sala de espera. Com o português um pouco enrolado perguntou se eramos parentes do Luan. Levantamos aflitos e fomos até ele. 
- e então, como esta meu filho? - Marizete foi a primeira a se pronunciar
- peço calma a todos - ele nos olhava paciente - Houve uma pequena complicação com o doador 
- com o homem que doou a medula? - Bruna perguntou tensa
- como assim? - indaguei preocupada  
- se acalmem esta tudo bem - pausa - a cirurgia já acabou e ocorreu tudo bem!
o alívio me atingiu mas eu ainda estava preocupada afinal, o doador era meu pai. Ouvindo o alivio e agradecimento de todos encarei o enfermeiro novamente
- como esta o doador? 
- está bem, mas precisará ficar em repouso, é uma cirurgia bastante cansativa
- oh e o meu filho? - mari perguntava 
- ele esta sedado mas já encaminhamo-os para o quarto. Fiquem tranquilos. Agora o máximo que poderão fazer é irem para a casa descansar. Ele não poderá receber visita durante algum tempo. 
- am, o doador pode receber visita? - perguntei com receio 
- daqui a algumas horas apenas
- ok, eu espero.. 
Após o tal enfermeiro sair da pequena sala nos entreolhamos sem saber ao certo o que fazer. 
- vamos para o hotel, tomamos um banho, comemos algo, descansamos e voltamos para cá - amarildo falou 
- e se Luan precisar de algo? - mari falou preocupada 
- pode deixar Mari - falei a encarando - eu vou ficar aqui.. 
- mas você esta cansada - bruna murmurou 
- eu, am, preciso ver o doador - falei constrangida
- você o conhece? 
- sim - falei para a surpresa de todos - é uma longa história.. 
- oh - mari murmurou surpresa - porque não nos disse antes querida? ele é algum parente seu? 
- na verdade - sorri sem jeito - é o meu pai.. 
agora a surpresa era geral
- e..e.. porque não nos contou katy? - Bruna perguntou
- faltou oportunidade, mas esta tudo certo - sorri - eu só quero me certificar que ele esta bem.. 
- oh querida estou muito orgulhosa de seu pai - mari veio em minha direção e me aconchegou em seu abraço - quem diria que em milhões de pessoas ele seria o doador? Acho que tudo isso é coisa de Deus mesmo 
- realmente dona mari - ri - quando eu soube também fiquei assustada 
- mas seu pai é daqui mesmo? - amarildo perguntou - e sua mãe também? 
- todos eramos daqui, me mudei para o Brasil aos 16 anos após, a morte da minha mãe.. 
- eu sinto muito - falou me analisando
- magina, já superei eu acho - dei uma leve risada - mas então, vocês precisam descansar! pode deixar que qualquer coisa eu telefono.. 
- eu volto logo, só vou tomar um banho - mari falava 
- não se preocupe em demorar, Luan não poderá receber visitas antes do horário previsto mesmo.. 
- tudo bem, qualquer coisa nos ligue querida - depositou um beijo em minha bochecha - fique com Deus.. 
- amém - sorri 
nos despedimos e então me sentei, encarando o chão e pensando na vida. 
Uma hora depois o doutor me chamou para falar de meu pai
- Pattison precisa de ajuda - falou se sentando em sua sala
- como assim? - perguntei me sentando a sua frene
- a cirurgia foi bastante cansativa para ele, a idade não favoreceu muito. Eu lhe disse que teria riscos mas ele não me ouviu disse que faria isso por você - me encarou 
- por.. mim? - perguntei chocada 
- sim -pausa- ele corria risco de vida e mesmo assim a fez para salvar seu, namorado. 
Realmente meu pai estava muito mudado, a culpa caiu sobre mim por ter o deixado todos esses anos e uma imensa vontade de chorar me invadiu 
- eu posso vê-lo? 
- ele esta dormindo agora mas você pode ficar no quarto como acompanhante
- tudo bem - levantei-me e o acompanhei até o quarto
Ele dormia profundamente, me sentei na poltrona ao seu lado e fiquei o encarando. Com a mão esquerda enxuguei uma pequena lágrima que insistia em cair. Inclinei meu corpo até a cama e debruçada sobre a mesma deixei que minhas lágrimas expressassem meus sentimentos. 
- katy? - ouvi a voz rouca de meu pai me chamar
erguendo a cabeça vi seus olhos um pouco aberto me encarando com receio
- você esta.. chorando? - perguntou 
- oh - murmurei me levantando e limpando as lágrimas - não não -pausa- eu estava esperando o senhor acordar - abri um sorriso 
- bem, acordei - sorriu
- me desculpe - murmurei envergonhada
- pelo o que filha? 
- por tê-lo abandonado quando mais você precisou de mim - as lágrimas voltaram
- oh katy, para que lembrar disso? 
- eu fui egoísta, não pensei em você, não pensei em sua dor quando perdeu minha mãe.. você também sofreu, claro, a amava - falei ironicamente - mas eu não via desse jeito.. 
- katy por favor - vi seus olhos lacrimejando - isso já aconteceu a tanto tempo, podemos deixa-lo no passado -pausa- ou conversamos sobre isso mais tarde? 
- claro - falei me lembrando que ele ainda estava se recuperando de uma cirurgia - me desculpe.. você esta bem? 
- estou fofinha - sorriu - e seu, amigo? 
- esta bem graças a você e a Deus 
- que ótimo! mas me diga, vocês são apenas amigos? 
se eu estava a vontade falando sobre isso com meu pai? obviamente não. 
- acho que, começamos a namorar - sorri envergonhada
- ele me parece ser um bom rapaz.. 
- e é -pausa- nunca o viu em revistas ou jornais? 
- então o cara é famoso? 
- sim - sorri - ele é cantor
- escolheu bem ein - murmurou 
- para com isso pai, nos encontramos por um acaso.. ou pelo destino. 
- katy, me responda - ficou sério
 o encarei com receio 
- ele tem leucemia, não poderá ter filhos -pausa- e desde criança eu sei que o seu sonho é construir uma família 
- pai - murmurei com receio, essa não seria a hora certa para lhe falar que eu também não poderia ter filhos - Luan é o homem que eu amo e não me importo com isso agora, porque, se for para ficarmos juntos, teremos a eternidade para pensarmos em filhos, adoções.. 
- muito lindo o jeito que você fala dele, realmente, eu sabia que não eram apenas amigos. Espero que sejam felizes filha - colocou sua mão sobre a minha
- obrigada pai - o olhei e sorri
Conversamos sobre alguns outros assuntos e o doutor entrou no quarto para medicar meu pai, no dia seguinte ele já poderia ir para a casa. 
- doutor - o chamei - Luan já pode receber visitas? 
- terá que ser rápido - me encarou 
- tudo bem - falei me levantando - já volto - falei para meu pai e saí do quarto
Fui até o quarto de Luan com receio e medo, talvez por saber que ele se lembraria que agora eramos namorados.. 
Entrei e ele estava dormindo 
- Se ele acordar não o faça ter grandes emoções - o médico recomendou 
- ok obrigada - sorri 
sentei ao lado de sua cama e o encarei, até dormindo é perfeito.
"obrigada Deus" murmurei baixinho. Peguei a mão de Luan e a acariciei de leve
- que bom que esta de volta para mim - sorri toda boba - mal posso imaginar nós dois andando juntos de mãos dadas e -pausa- fazendo declarações de amor - percebi que estava falando "sozinha" e ri de mim mesma - espero que você não esteja me ouvindo, estou me sentindo uma completa idiota apaixonada.. mas a verdade é que você me faz sentir assim porque, com você eu posso ser eu mesma -pausa- não sei até onde isso vai chegar mas eu vou estar com você pra sempre ok? - beijei sua testa - fica bem meu amor - saí da sala. 

*******************
own own own clima de romance no ar sim ou claro?!?!?
eêêêêe deu tudo certo na cirurgia! E o pai da katy ein, será que ela ficará dividida entre voltar para o brasil e morar com o pai? ops falei demais :xxx
quero saber o que acharam u.u perguntas, criticas, sujestões!! mandem pra cá
respondendo ao anônimo, sim eu tenho face: 
facebook
aceito todas uhu ahahah
me desculpem a demora e espero que gostem ♥

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

19º capítulo

...
"367" a porta informava o número do quarto, olhei para a tela do celular e era o mesmo número que Luan havia me mandado na mensagem. Abri a porta do quarto com cuidado e coloquei meu corpo para dentro. Em uma poltrona Bruna dormia toda torta, parecia não se importar por estar naquela posição, tive que rir. Olhei para a cama me lembrando do motivo pelo qual estava ali e o vi, com seus olhos presos em mim abriu um sorriso. 
- am, oi - sorri tímida chegando ao seu lado
- oi - riu 
- o que esta achando engraçado? - ri 
- você - abriu um sorriso largo - esta com o ombro todo fodido - gargalhou baixo
não pude deixar de rir, contendo a risada encarei sua cabeça
- você não esta diferente de mim, pior que o ombro, é a cabeça fodida - nos encaramos por um momento e depois de perceber o duplo sentido da minha frase gargalhamos sem conseguir nos controlarmos. 
- o que esta acontecendo aqui? - bruna perguntou sonolenta se acomodando na poltrona que mal cabia sua bunda. 
- desculpa te acordar - murmurei tentando conter a risada - é que o seu irmão é muito idiota.. 
- eu? - perguntou me encarando 
- com certeza - o encarei e senti o pequeno clima que estava lá
- bom - bruna se levantou e se espreguiçou - já que me acordaram vou ver o que tem pra comer nesse hospital - coçou a cabeça e andou até a porta.
 parou por um momento e voltou sua atenção para nós que a olhávamos curiosos.
- perai - falou confusa - o que você esta fazendo aqui? - perguntou me encarando
soltei uma gargalhada 
- perdi o sono
 - e aqui paciente pode visitar paciente? 
- na verdade não - murmurei - mas ninguém sabe, a não ser você.. 
- oh entendi - ficou surpresa - se sua cama ficar vazia por muito tempo eu vou pegar ela - abriu a porta do quarto - fica esperta - me lançou um olhar perigoso e saiu rindo
 - quem é o irmão mais idiota? - perguntei rindo 
- já falei que não sou idiota - murmurou rindo 
notei que o assunto havia acabado.. 
- am, me desculpa por hoje mais cedo - o encarei 
- tudo bem - olhou para meu braço - a culpa também é minha por você estar assim.. 
- assim..? - perguntei 
- é -pausa- fodida - soltamos outra gargalhada novamente
- você não presta - sorri e acariciei seu braço - o que houve na cabeça? 
- eu fodi ela - murmurou sério e logo riu 
- é sério - contive a risada
- bati ela com força na porta
- porque? 
- talvez estava tentando te imitar para ficar fodido também
 - nem vem - ri - você se fodeu antes e depois eu me fodi 
- nem pra termos nos fodidos juntos - murmurou se lamentando
 soltamos uma gargalhada
- pode parar por ai 
...
No outro dia já pude sair do hospital. O médico pediu para que Luan ficasse internado para adiantar uns exames, pois o transplante seria no dia seguinte. Meu pai também já estava internado para se preparar para o transplante. Querendo ou não eu estava nervosa e tensa, por Luan e meu pai. Estava com medo de que não desse certo e acho que não era apenas eu que estava com receio. Marizete se mostrava forte na frente de Luan mas desabava quando ele não estava por perto. Durante o dia enquanto Luan fazia os exames saímos para almoçar, com muita insistência mari aceitou ir conosco. 
Fizemos nossos pedidos e enquanto não chegava ficamos conversando. 
- seu braço melhorou? - mari perguntou puxando assunto comigo enquanto Bruna falava com Guilherme e Amarildo. 
- melhorou sim - sorri - tenho uma pequena dor apenas no ombro - ri 
- também querida, que loucura foi aquela de se chocar contra aquela porta - riu 
- eu estava em desespero... - começamos a rir da cena
aos poucos ela foi desfazendo seu sorriso e abaixou a cabeça logo em seguida.
- esta tudo bem mari? - perguntei colocando minha mão sobre sua mão lhe oferecendo apoio 
- oh querida, esta sim - forçou um sorriso - só estou pensando em Luan - seus olhos lacrimejaram 
- vai ficar tudo bem com ele - falei apertando sua mão 
- obrigada - sorriu me olhando - só estou com medo, sei que Deus nunca falha e nunca irá falhar com minha família. 
- tenho certeza que não! O Luan é muito protegido, isto é apenas uma fase e em pouco tempo vocês estarão todos juntos em sua casa se divertindo como sempre - sorri 
Mari sorriu com os olhos imersos em lágrimas e aquele assunto me deixou comovida, me deixando com lágrimas no olhar também. 
- vejo que Luan gosta muito de você - falou olhando para baixo
- eu também gosto muito dele - sorri tímida 
- katy, você é a nora que pedi a Deus! - falou com sinceridade no olhar
- oh - fiquei surpresa - obrigada - ri sem jeito
- não precisa ficar assim querida, estamos entre família - falou sorrindo 
naquele momento me senti com uma família de verdade, não que eu nunca tive uma família assim, mas foram tempos tão difíceis que eu havia me esquecido como era ter uma família. 
- obrigada, de verdade - sorri - eu espero, fazer seu filho muito feliz - sorri a encarando 
ela me olhou surpresa já sabendo o que seria essa pequena indireta. Rimos e ela me abraçou. 
Quando nos soltamos Bruna e os rapazes nos olhavam intrigados 
- também quero participar desse abraço - a pequena loirinha saltitante saiu de sua cadeira e nos abraçou 
- eu ouvi e estou super feliz por vocês - murmurou em meu ouvido me fazendo rir 
- ainda não é nada certo - completei encarando elas
- mesmo assim - bruna falava animada - eu vejo no olhar de vocês o quanto estão apaixonados
- para com isso - ri tímida 
Terminamos o almoço e voltamos para o hospital, naquele dia nossa rotina foi assim. No final da tarde revesamos para mari ir tomar um banho e comer algo no hotel, ela queria passar a noite com Luan. Ele estava sedado e passava a maior parte do tempo dormindo, o ver naquela cama cheio de aparelhos só me matava por dentro. Se eu pudesse trocaria de lugar com ele. 
Durante a noite não consegui dormir, além da dor no ombro torcido eu estava dolorida psicologicamente. Já havia feito essa cirurgia e sabia que não seria fácil, ainda mais se não desse certo. Tentei não pensar muito naquilo e resolvi me distrair ouvindo músicas, acho que não adiantou muito pois tudo o que eu ouvia me lembrava Luan. Sabe aquele pequeno ditado que diz "quando as músicas românticas começarem a fazer sentido, se preocupe" pois é, parecia que elas haviam sido feitas para mim. Intrigante. 
Olhando minhas fotos no celular achei uma nossa juntos de algum tempo atras, ele havia tirado em uma câmera embaixo d'água, quando estávamos na piscina de sua casa. Não tendo nada de mais na mesma, resolvi posta-la no famoso instagram com um pequeno desabafo. 
"não te tenho aqui mas te sinto sempre comigo
não te vejo mas sei que esta presente em mim
não ouço você me chamar mas sua voz não sai da minha cabeça
vai dar tudo certo amanhã, Deus esta contigo amigo @luansantana"

Coloquei a palavra "amigo" no final para não criarem muita falação. Com receio apertei para enviar, fiquei observando os comentários e elas pareciam compreender.. Algumas até pediam para que ele tivesse força e saísse dessa logo, me emocionei. 
Pensando um pouco sobre tudo isso, estava disposta a aceitar o pedido de namoro de Luan, não havia como fugir, eu estava apaixonada por ele. 
Depois de muito pensar, adormeci. 
No outro dia acordei cedo, tomei um banho e me troquei, Bruna e Guilherme já estavam na mesa tomando café da manhã. Amarildo já estava no hospital resolvendo alguns papéis, Marizete havia passado a noite lá. 
- bom dia - murmurei dando um leve sorriso 
- bom dia - murmuraram calmos
senti o clima tenso e eu não sabia decifrar se era por causa da cirurgia ou por que estavam brigados.  
Chegamos no hospital e a cirurgia seria dali a 1h. Ficamos na sala com Luan e ele estava aparentemente bem, com todos o paparicando fiquei mais em meu canto, sorrindo quando sorriam para mim e fazendo cara de paisagem. Queria muito falar com Luan mas não seria capaz de expulsar a família dele do quarto, talvez esperasse ele fazer a cirurgia. 
Quando o doutor veio busca-lo para ir até a sala de cirurgia, meu coração se apertou, Bruna e Guilherme foram os primeiros a dar tchau para Luan, com os olhos inchados Bruna saiu abraçada com Guilherme que a lhe confortava. 
Marizete e Amarildo também, e confesso que até soltei algumas lágrimas quando vi até Amarildo chorando. Pude notar que Luan se controlava para não chorar também, mantendo sempre o sorriso sincero no rosto e dizendo a todos que daria tudo certo. Após sairem do quarto caminhei calmamente até a sua cama e o encarei. 
- não vai chorar - murmurou me olhando 
- eu não vou - ri com os olhos cheios de lágrima
- por favor - sorriu - será só uma cirurgia, você já passou por isso e se deu certo com você vai dar certo comigo também - acariciou minha mão 
- como tem tanta certeza? - perguntei deixando que as lágrimas caíssem
- porque eu preciso sobreviver para te fazer feliz - falou na maior sinceridade
se eu estava chorando, agora estava mil vezes mais. 
- luan - murmurei o abraçando com cuidado 
- oi - perguntou me abraçando também 
- eu te amo - o encarei e nossas bocas ficaram próximas
ele sorriu e num ato rápido selou nossos lábios 
- vai ficar tudo bem - colocou suas mãos em meus cabelos e me deu um longo selinho 
- eu sei que vai - sorri tentando lhe transmitir calma 
ficamos nos olhando por um breve momento até o doutor nos interromper levando Luan para a sala. 
- espera - murmurei encarando Luan - eu preciso te falar uma coisa
 - precisamos ir - o doutor insistiu 
Luan pediu calma para ele e me encarou me esperando falar
- e..eu aceito - o encarei
- você.. aceita o que? - perguntou tentando se lembrar de algo
- eu aceito ser sua namorada Luan!

******************************
chorando p sempre! kkkk 
ooooi meus amors, tudo bem com vocês? desculpem a demora, acontece que a bea aqui resolveu sair da vida de sedentária e mal ta parando na frente de um computador. 
E ai o que acharam?! Leitoras novas bem vindas suas lindas, não me abandonem rs ♥
o que será que vai acontecer? katy aceitou o pedido eeeêh!!! 
agora o luan só precisa sair vivo dessa cirurgia MUAHAHA brincadeira
amo deixar vcs curiosas!
duvidas, criticas, ideias, mandem pra ca!
espero que gostem ♥