quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

13° capítulo

*Luan narrando* 
Acordei no outro dia por volta das 7h00 am. Tive uma pequena surpresa ao ver meu corpo colado com o de katy, se ela acordasse me mataria com certeza. Estavamos em um tipo de conchinha, um de meus braços estava envolvendo sua cintura junto ao meu quadril e nossas pernas estavam entrelaçadas. Dei um meio sorriso ao vê-la suspirar quando me movi na cama. Levantei e fiquei a encarando, minha camiseta havia subido pelo seu corpo e sua calcinha rosa bebê estava a mostra. Ela se mexeu um pouco, levando sua perna direita para cima, deixando seu bumbum um pouco arrebitado. "Que diabos essa mulher quer? Se for me provocar, esta conseguindo"
Fui para o banheiro antes que eu a pegasse dormindo mesmo, tomei um banho gelado para espantar meus pensamentos obscenos em plena manhã e saí enrolado na toalha. Ela para minha surpresa, estava sentada na cama, com o cobertor cobrindo suas pernas e me olhando com cara de sono. 
- bom dia - murmurei sorrindo 
seu olhar percorreu meu corpo todo, dei uma risada tímida e ela me olhou nos olhos. 
- bom dia - murmurou suspirando - já é hora de levantar? - perguntou se jogando na cama
- sim - ri de seu jeito "meigo"
- tudo bem, eu supero - murmurou se levantando
- quer tomar um banho? - perguntei indo para o closet
- am, seria bom - riu 
- o banheiro é ai - apontei para a entrada do mesmo e ri 
- eu não vou tomar banho no seu quarto - me olhou incrédula
- você não tem escolhas - lhe mostrei a língua
ficou pensativa por alguns longos segundos e me lançou um olhar ironico
- venceu mais uma vez - se deu por vencida e cambaleou até o banheiro 
ri de seu jeito e comecei a me trocar, um pouco depois a porta do banheiro se abriu. 
- luan - murmurou ainda lá dentro
- o que houve? - perguntei terminando de arrumar meu cabelo 
- me empresta ai uma blusa 
ri 
- vem aqui no closet 
- não da
- e porque não? 
- eu to de toalha - fez cara de obvio 
- eu não ligo - contive a risada
- é serio seu idiota
- ta - pensei - eu vou descer lá embaixo e ai você vem aqui e escolhe uma 
- tudo bem - murmurou se trancando novamente no banheiro
- mulheres- bufei saindo do quarto 
*Katy narrando*
Saí do banheiro enrolada em uma toalha que Luan havia colocado no box para mim. Coloquei a calça que estava no dia anterior e meu sutiã, fui para o closet de seu quarto e abri uma das portas. Peguei uma camisa vermelha que me chamou muito a atenção por ser minha cor favorita, vesti-a e como ficou muito grande, coloquei uma parte para dentro da calça. 
 Saí do quarto do Luan e desci as escadas fazendo o minimo de barulho possível. 
- luan? - murmurei o chamando
- aqui na cozinha - disse embolado
fui para a cozinha e ele estava sentado, com a boca toda suja de bolo de chocolate.
- senta ai - disse limpando a mesma - marta acabou de fazer esse bolo, ta muito bom - riu cortando mais um pedaço 
sentei na cadeira ao seu lado e ele parou de comer para me olhar
- essa camisa é uma das minhas preferidas - murmurou sorrindo
- ah - falei envergonhada - se quiser eu troco.. 
- não magina - riu - ficou melhor em você do que em mim 
ri tímida e peguei um pedaço do bolo. 
- esta realmente bom - ri após morder um pedaço 
luan olhou para minha cara e começou a rir
- o que foi? - perguntei assustada o encarando 
- ta sujo aqui ó - ria mostrando em seu rosto onde estava sujo
 - merda - ri tímida tentando limpar - saiu? - perguntei o encarando
- não - riu - aqui ó - levou sua mão até minha boca e gentilmente passou seu polegar no canto de minha boca - pronto - sorriu 
impressão minha ou estávamos flertando? sim, isso estava acontecendo. 
- bom dia crianças - a doce voz de sua mãe soou pela entrada da cozinha nos fazendo despertar
- bom dia - dissemos juntos
- vejo que o luan já atacou o bolo que marta fez - riu divertida - e não só ele - me encarou 
- seu filho me obrigou a comer - coloquei as mãos para cima em sinal de defesa
- a é? - luan me olhou ironico 
- deixa disso querida - marizete riu divertida - eu estava brincando 
ela se juntou a nós e tomamos um café bem divertido
- luan querido, há duas toalhas em seu banheiro - encarou luan - creio que não foi você o unico a usa-la.
nesse momento engasguei com um pedaço de bolo e fiquei totalmente vermelha. Luan ria da situação 
- se você quer saber, sim, a katy dormiu aqui - falou na maior sinceridade para a mãe
- não tem problema nenhum - sorriu - só quero que vocês se previnam.. - murmurou comendo
 - o que? - perguntei assustada e ao mesmo tempo engasgada - nós cof cof não aconteceu nada entre nós - falei tentando negar
- oh katy - riu - eu já tive a idade de vocês, não ligo para isso. Só não quero netinhos antecipadamente, vocês tem muito o que viver ainda. 
Encarei Luan que me olhava rindo, o panaca ainda estava se divertindo com tudo aquilo. 
- bom - se levantou - quando quiser - sorriu - a casa esta a disposição 
- oh - fiquei surpresa - muito obrigada dona... - parei e a encarei - marizete - rimos - obrigada mesmo e desculpa o incomodo mais uma vez. 
- magina querida, é um prazer te ter nessa casa - me mostrou um sorriso acolhedor - bem, vou ao mercado, querido você quer que vá contigo na quimio? - perguntou para luan 
- não am - pausa- acho que a katy me leva.. - me olhou 
- claro - sorri - eu levo sim!
- ok então, se cuidem. 
..... 
4 meses depois
Novembro, 2012 

*Luan narrando*
Durante esses quatro meses que se passaram muita coisa mudou, não sei dizer se foi para melhor ou pior. Digamos que a leucemia já havia afetado parte do meu corpo, eu estava careca, magro, pálido e já não conseguia mais conviver sozinho. Quase sempre ia parar no hospital, a quimioterapia estava me matando aos poucos. E eu confesso, também tentei acabar com tudo isso mas todas as vezes que tentei me acabar um anjo vinha me salvar. Ele não tinha asas, muito menos usava roupas brancas, ele, na verdade ela, se chama Katy, e eu costumava lhe dizer que ela era o anjo da minha vida. Durante todo esse tempo nossa relação amadureceu demais, estávamos ficando mas nada sério, ela tinha receio de começar um relacionamento e eu, tinha medo de faze-la sofrer. Ela me ajudou e ainda me ajuda bastante com tudo isso, me motiva a seguir em frente e isso já basta. 
Em uma das minhas visitas ao hospital o médico pediu para conversar seriamente com meus pais que agora não saiam do meu lado. Katy sentada na poltrona ao lado da cama como sempre, me falava coisas que me confortassem.  
- talvez o meu destino seja apenas morrer - falei a encarando
- o destino de todos é morrer cabe a nós decidirmos quando vamos querer partir - murmurou me deixando sem uma resposta. 
O doutor voltou com meus pais logo depois. 
- Luan, eu conversei com seus pais e -pausa- nós vamos fazer o transplante de medula em você. 
- o..oque? - perguntei com receio
- vai ser melhor querido - minha mãe veio ao meu lado me acalmar
Após ele me explicar todo o procedimento que isso gera, eu fiquei mais calmo, mesmo assim com medo. 
- e se não encontrarem um doador? - perguntei 
- nós vamos fazer um teste com seus pais e sua irmã, caso não for compatível a eles existe mais de 70 milhões de pessoas no mundo todo que pode te ajudar. 
Encarei katy que estava pensativa e parecia estar no mundo da lua. 

**********************
adivinha quem esta aqui as 9h da manhã postando capítulo para as melhores leitoras? sim, eu \o/
muito obrigada pelos 30 comentários de elogios e idéias, cara, vocês me surpreendem a cada dia que passa! Eu leio todos e fico muito feliz mesmo em saber que vocês estão gostando! 
Mas e ai sobre a fanfic, parece que o caso do Luan piorou ein?! O que será que vai acontecer agora? Alguma ideia de quem seja compativel com ele? hmm acho que essa ninguém vai adivinhar!
Dúvidas, criticas, elogios, sugestões? Podem mandar uhu
espero que gostem ♥













segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

12° capítulo

*katy narrando*
Alguns dias depois o cabelo de Luan começou a cair. Em um final de semana qualquer nós tínhamos combinado de assistir a um filme em sua casa. Após o filme conversamos sobre assuntos diversos, eis que surge uma pergunta que fez minha barriga revirar e várias borboletas surgirem no meu estomago. 
- kay - me encarou seriamente - como você se sentiu, am, quando teve de cortar o cabelo? - perguntou com receio
- am - murmurei - esse é um assunto delicado, sabe.. Isso precisa vir de dentro do seu coração - o encarei
- acontece, que eu não quero isso -pausa- mas eu sinto como se eu precisasse fazer isso - falou totalmente confuso - alguma coisa aqui dentro de mim - me olhou colocando a mão ao lado esquerdo de seu peito - fala que eu preciso fazer isso, você me entende? - perguntou 
- e..eu entendo - falei confusa - mas só você vai poder decidir isso agora, vamos pensar pelo lado bom, depois de tudo isso seu cabelo vai voltar - sorri - e não é porque você vai estar careca que vai deixar de ser o "luan santana", não é porque você vai estar careca que suas fãs e amigos vão te deixar - falei o olhando com toda a sinceridade em meu olhar. 
- obrigado - sorriu e me encarou - eu estaria perdido se você não estivesse aqui - murmurou
- deixa disso - sorri e o abracei - acho que vou embora, já esta tarde - murmurei olhando no relógio que marcara 23h45 pm. 
- é muito tarde pra você sair sozinha por essas ruas
- eu tenho carro - rimos
- mesmo assim, dorme aqui hoje - me olhou
- Luan, eu... 
- você dorme no quarto da piroca 
- quarto de quem? - me espantei 
- é a bruna - soltou uma de suas gargalhadas que eu mais amava
- você realmente me assustou - comecei a rir também 
paramos de rir e ficamos nos encarando 
- e ai, dorme? - me encarou com seus olhares de piedade
- assim não vale - ri lhe jogando um travesseiro 
começamos uma pequena guerra de travesseiros ali e a cada segundo que passava Luan chegava mais perto, eu estava com medo talvez do rumo que aquilo poderia tomar. Colocou sua mão em minha cintura e me encarou como se pedisse permissão. 
- acho que.. am, estamos muito próxim.. - antes que eu pudesse terminar a frase envolveu seus lábios no meu e começou com um beijo calmo que logo depois foi para um beijo longo. 
Paramos apenas porque ouvimos barulho vindo da porta. Olhamos rapidamente para a mesma e Bruna entrava se pegando com seu namorado. Parece que os dois não tinham nos vistos ali, encarei Luan e ele estava com uma cara não muito boa. 
- Haham - rangeu alto e num ato rápido Bruna largou seu namorado e olhou assustada para a sala
- oi gente - falou tentando recuperar o ar - eu..am, achei que não estavam ai - falou totalmente envergonhada
- mas estamos - Luan falou firmemente
- desculpa, nós, já vamos subir - murmurou pegando na mão de guilherme
- perai - Luan se levantou - nós, quem? - encarou Bruna que lançou um olhar de ajuda para mim. 
- n..nós ué - falou tensa
- o pai e a mãe sabe disso bruna? - perguntou 
- ai luan, eu já não sou mais criança não ta bom? - começou a subir as escadas com guilherme
- pra mim você sempre vai ser uma criança - rugiu nervoso vendo que não tinha alternativa
- Luan - ela parou no meio da escada e a desceu novamente deixando guilherme lá em cima a esperando - a culpa não é minha se você perdeu metade da sua vida fazendo merda, quero dizer, indo para a balada e pegando geral, se acabando! A vida passa, as pessoas mudam e eu obviamente cresci também. Então não vem bancar o irmão cuidadoso agora, porque já é tarde demais - subiu as escadas novamente e entrou em seu quarto com guilherme. 
- Luan - falei indo o abraçar ao ver sua reação 
- a minha irmã.. - falava chocado - eu não, acredito - algumas lágrimas desciam em seu rosto
- calma, ela ta nervosa - falei ainda abraçada a ele - ela não quis dizer essas coisas, você sabe que ela te ama 
- ela tem razão - me encarou - eu sou um merda, não faço nada de bom na vida das pessoas e ainda me achava o cara para sair em baladas e pegar todas. Eu achava bonito - murmurou chorando
- não fala assim - limpei algumas de suas lágrimas - você é tudo para as suas fãs. Elas não te abandonaram desde o inicio e agora ainda estão com você. Se quer um motivo para mudar, mude por elas! 
Ele ficou pensativo por alguns segundos, ou minutos. 
- acho que vou embora - murmurei cortando o silêncio - a bruna não vai querer que eu entre tão cedo no quarto dela - ri descontraída
- não vai - pediu segurando meu braço 
nos encaramos e pude notar um desespero enorme em seu olhar 
-e..eu preciso ir, você sabe, é estranho eu dormir no seu quarto sendo que.. bem, nós não temos nada - o encarei
- ela não vai ligar para isso - murmurou descendo sua mão até a minha mão - eu preciso de você essa noite - me encarou 
aquilo era demais para mim 
- eu não quero atrapalhar, é serio - o olhei 
- você dorme na minha cama e eu durmo no chão
- de jeito nenhum, se você pegar friagem e ficar doente? 
- mais? - ele perguntou irônico e logo riu 
- idiota - ri 
- por favor, se eu ficar sozinho vou acabar indo no quarto da minha irmã e dando uma surra no guilherme - murmurou 
- você não faria isso - o olhei incrédula
- você duvida? - perguntou sério
- acho que não - rimos
- vem - puxou minha mão e subimos as escadas
olhei ao redor e havia algumas portas fechadas. 
- Luan - falei baixo - não tem um quarto de hósped.. - ele me interrompeu
- shiiu -  virou-se e colocou seu dedo em minha boca em sinal de silêncio 
Ficamos nos olhando e automaticamente meu olhar percorreu por sua boca, ele deu um meio sorriso e colocou sua mão na minha nuca, virou sua cabeça um pouco de lado e foi chegando mais perto.. mais perto.. mais.. ok, nos beijamos novamente. Sua língua percorria cada parte de minha boca, preenchendo todo o espaço que havia nela. Minhas mãos foram parar em seu pescoço e agora uma de suas mãos brincavam com meu cabelo. 
- vem - murmurou parando o beijo e sorrindo me puxou para seu quarto. 
Continuamos nos beijando e aos poucos fomos tirando nossas roupas, quando estávamos apenas com peças intimas, para minha surpresa, senti um gosto de sangue na boca. 
- Luan - murmurei parando o beijo 
- o que aconteceu? - perguntou me encarou 
- senti gosto de sangue - falei o encarando 
- merda - murmurou indo para o banheiro
- espera - fui atras dele 
Ele se encostou na pia e começou a lavar a boca 
- isso é normal - falei da porta do banheiro
- me desculpa - falou limpando sua boca com uma toalha
- ta tudo certo - dei um meio sorriso 
mal terminei de falar e ele voltou a tombar a cabeça na pia, vomitando. 
Fui até a frente de seu espelho, onde havia uma especie de armário e comecei a procurar entre os remédios. 
- o que esta fazendo? - perguntou após escovar os dentes
- hum - murmurei - toma esse remédio aqui - lhe entreguei - ele é bom - sorri
- vai fazer isso parar? - perguntou me encarando 
- não, mas vai te ajudar a não ter mais anciã
ele pegou o remédio de minha mão e fui até seu quarto novamente, tomou alguns goles d'água e engoliu o pequeno comprimido. 
- obrigado - murmurou 
- magina - sorri colocando meu shorts
- espera - falou me fazendo parar para olha-lo - não precisa colocar sua roupa, você ainda vai dormir aqui, certo? 
- certo, mas não vou dormir de lingerie na sua frente 
- e qual o problema? eu já te vi sem ela mesmo - murmurou inocentemente 
- seria lindo sua mãe entrar aqui e ver a cena - falei 
- eu te empresto uma camisa minha - foi para o closet
- não precisa
- ah para, dormir com essa sua roupa ai deve machucar tudo - falou voltando com uma camiseta em suas mãos - toma, foi a maior que eu achei 
- ta me chamando de gorda? - o encarei
- eu? - riu - magina 
- seu idiota- dei leves tapas em suas costas e vesti a camisa
ela ficou como um vestido para mim mas não me importei, pelo menos era mais aconchegante que minhas roupas. 
Deitamos em sua cama e ficamos encarando o teto 
- você ta melhor? - perguntei virando de lado para o olhar
- to sim - sorriu - você ta com sono? - perguntou também virando de lado
- am, um pouco - bocejei - e você? 
- também - bocejou e rimos
ficamos nos olhando até meus olhos se fecharem lentamente. 

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antes de qualquer coisa: VCS SÃO FODA! 
ai cara, eu to chorando aqui com todos os comentários, obrigada mesmo por todos os elogios, vocês me motivam muito falando assim, ai.. venham aqui me abraçar! 
e ai mors, luan ta começando a dar "trabalho" será que a kay vai aguentar? o que será que vai acontecer com esse casal ein? eu sei que muitas de vocês querem que eles fiquem juntos logo mas tempo ao tempo u.u
Bora responder as perguntas, oba!
"Qual vai ser a junção do nome deles?"
 boa pergunta, alguma sugestão?!! luka ou kalu, o que vcs acham? bora lá
"Vc tira ideias de alguma outra fic ?"
eu leio outras fanfics mas procuro ter minhas próprias idéias, as vezes tento melhorar minha escrita lendo algumas.. mas só isso.  
"Vc se inspira em algo pra escrever ?"
já me inspirei em filmes que vi, as vezes quando to meio triste também procuro escrever porque sai muita coisa legal!
"Qual sua outra fic amor?" 
aqui ó www.luvocemeguia.blogspot.com.br
é isso ai, quem tiver mais dúvida, sugestões, criticas e elogios pode mandar! E se precisarem, meu ASK é ask.fm/luvocemeguia respondo por lá tambem!
indicando a fanfic da linda da @legally_santana 
bora conferir? www.fanficlegallysantana3.blogspot.com.br
Espero que gostem! 

domingo, 12 de janeiro de 2014

11° capítulo

*Luan narrando* 
Acordei no outro dia pela manhã e olhei para o relógio que havia ao lado da cama de Katy, ele marcava 06h03 am. Cedo demais, mas pelo jeito eu havia perdido totalmente o sono. 
Levantei e tomei um banho, coloquei a mesma calça que havia saído de casa e fiquei sem camisa mesmo, sem fome e sono fui para a sala. Sentei no sofá e liguei a televisão. Foi ai que uma coisa me chamou a atenção, ao lado da TV havia alguns porta retratos, eu como sou uma pessoa nada curiosa me levantei rapidamente e fui olhar. No primeiro porta retrato havia um casal e um bebê no meio deles, deduzi ser seus pais, jovens por sinal.  
 Passei para o segundo porta retrato e nele tinha algumas montagens de foto de Katy quando era bebê. Sorri involuntariamente, tão meiga e linda ao mesmo tempo. 
Peguei outro porta retrato e fiquei um pouco impressionado com a foto que tinha nele. 
Achei que era coisa da minha cabeça pensando que aquela no meio delas era Katy, mas parei para analisar, o mesmo sorriso, a mesma cor dos olhos, essas meninas em volta se parecem com as voluntárias da ONG. Isso só pode ser uma brincadeira, porque a Katy teria uma foto assim? Não, não. Ria nervoso. 
- Luan? - sua voz doce soou do corredor, atras de mim 
virei-me assustado e a encarei 
- o que esta fazendo acordado? - perguntou tentando enxergar o objeto que eu tinha em mãos. 
Eu ainda estava surpreso e não consegui dizer nada, ela por sua vez foi se aproximando e fez uma cara de espanto quando viu o porta retrato com essa foto em minhas mãos. Me encarou confusa e eu notei um pequeno desespero no fundo de seus olhos. 
- é você? - perguntei com a boca seca 
- Luan, eu.. - murmurou mas eu a interrompi 
- é você? - perguntei com mais firmeza em minha voz
- é.. - falou para minha surpresa
- oh - murmurei abrindo um pouco a boca e a encarando - porque não.. não me disse nada katy? 
- Luan, eu.. eu ia te contar - falou vindo em minha direção 
- eu achei que nós fossemos amigos - falei firmemente colocando o porta retrato no mesmo lugar 
- eu tava esperando a hora certa pra falar sobre isso - falava passando as mãos em seus cabelos longos 
- isso tudo é muito confuso - murmurei colocando a mão em minha cabeça - você pode me levar pra casa? - perguntei
- você esta bem? - perguntou tentando segurar meu braço mas eu me afastei
- eu só preciso ir pra casa.. 
- me deixa explicar - pediu 
- quando você confiar em mim de verdade, você me conta - a encarei - por favor me leva pra casa. 
atordoada me encarou com os olhos brilhando, talvez lágrimas querendo escapar. 
- t..ta - murmurou - eu só vou tomar um banho, você espera? - me encarou 
afirmei com a cabeça em sentei no sofá, colocando minha camisa. 
Alguns longos minutos depois ela apareceu com uma roupa casual e um chinelo nos pés. 
- vamos - murmurou colocando seu óculos de sol e pegando a chave de seu carro
levantei-me e segui até a porta. 
durante o caminho fomos em silêncio, exceto quando o sinal vermelho a fez parar e pela primeira vez ali, ela me encarou. 
- eu tive leucemia - murmurou olhando para frente novamente - com 16 anos
- o que? - exclamei surpreso a encarando 
- assim que eu cheguei no Brasil, fui diagnosticada com essa doença. Maria é minha segunda mãe pois me acolheu durante todo esse tempo. Eu tentei várias coisas durante todo o tempo em que estava com leucemia.. 
- várias coisas, tipo o que? - perguntei surpreso 
- você sabe - me encarou - remédios, drogas, tudo para que meu caso piorasse cada vez mais. 
- porque? - a encarei com lágrimas nos olhos
- eu não queria viver, eu não tinha um motivo para viver - tirou o óculos e seus grandes olhos verdes me olharam bem no fundo do meu olhar - uma menina com 16 anos que saiu de casa no exterior e veio para o Brasil - riu ironica - eu não tinha nada Luan, nada - pela primeira vez a vi chorar - eu queria ir para o mesmo lugar que minha mãe estava, o tratamento já não me adiantava mais em nada, eu estava morta por dentro e apenas fingindo viver por fora. Em uma das minhas paradas cardíacas, Roberto.. - falou e parou para me olhar - o mesmo médico que o seu, deu o endereço da ONG para Maria, e ela me levou lá. E foi com aquelas crianças que eu me ergui novamente, eu aprendi a ver o lado bom que a vida tem a nos oferecer mesmo com essa doença. Eu me curei Luan - me olhou sorrindo
Aquilo tudo, era demais para mim. Involuntariamente sorri com ela e uma imensa vontade de chorar me invadiu. 
- por isso que você precisa encontrar um motivo para continuar lutando, eu sei que isso tudo é muito novo para você mas, há uma vida para ser vivida. Nós precisamos mostrar para essa doença horrível que somos fortes e que ela pode nos derrubar quantas vezes quiser mas sempre encontraremos um jeito para nos levantarmos - me olhava - abre o seu coração para a vida - levou sua mão em meu peito ao lado do coração - não deixa essa doença te matar por dentro. Eu tenho fé em você, sua família tem fé em você, seus fãs tem fé em você! Agora só basta você ter fé em si mesmo - sorriu apoiando a mão novamente em sua perna. 
Quando dei por mim já estávamos estacionados na frente de casa. 
- katy, você.. você é uma guerreira - falei surpreso - enfrentar tudo isso, meu Deus.. 
- NÓS - deu ênfase nessa palavra - somos guerreiros Luan! E juntos eu sei que você vai sair dessa. 
Sem esperar ela ao menos respirar lhe abracei a pegando de surpresa. 
- obrigado - falei em seu ouvido 
percebi que ela havia assustado com o ato inesperado mas me abraçou logo em seguida, me transmitindo paz e proteção. 
- conta comigo sempre - sorriu e me encarou 
estávamos perto demais, iria até rolar alguma coisa se uma pessoa chata chamada minha irmã não tivesse saído de casa tagarelando para nós. 
- até que enfim - se escorou no vidro do carro que estava abaixado
- oi pi - murmurei sorrindo 
- achei que ia voltar para casa ontem a noite, mas vi que não - sorriu maliciosa
- cuida da sua vida - lhe mostrei a língua
ela riu divertida
- você esta atrasado para a quimio - murmurou olhando no relógio 
encarei katy que me deu seu olhar mais sincero e seus lábios desenharam um "boa sorte" ao serem abertos em um rápido tempo. 
- obrigado - murmurei baixo 
Depositei um beijo em sua testa e a encarei, ela me olhava sorrindo. 
- obrigado pela noite, foi incrível - falei ainda a encarando
pude notar suas bochechas corarem e ri de seu jeito tímido 
- tchau - murmurei saindo do carro 
- tchau - sorriu - tchau bru - falou para a irritando ao meu lado
- tchau cunh.. ops, kay - riu e pude notar a indireta. 
Katy soltou uma gargalhada e deu partida no carro
- te espero na ONG - gritou de dentro do carro e foi embora. 
- vai ter que me contar tudo - bruna falou dando um leve tapa em minha barriga e indo para dentro de casa
- ai bruna - ri 
Como estava atrasado coloquei uma roupa simples e acompanhado de meus pais e Bruna, fomos para o hospital. 
*************

para as apressadas de plantão, finalmente a katy contou sua história para Luan, quem gostou? uhu \o/
agora vamos conversar sério! estou decepcionada com vocês, poxa, de 24 comentários desde o primeiro capítulo, caiu para 13 comentários.. vocês não gostaram do 10° cap. é isso? :( #drama
é serio gente, preciso muito da opinião de vocês, e se vocês não comentarem nada vou achar simplesmente que não estão gostando. A opinião de vocês é fundamental para uma web novela e eu gostaria muito de poder contar com todas as minhas leitoras! 
E agora falando do cap, o que vocês acham que vai acontecer daqui pra frente? 
Palpites? Dúvidas? Elogios? Criticas? 
Venham u.u
espero que gostem. 

sábado, 11 de janeiro de 2014

10° capítulo

Uma vez dentro do meu carro, enquanto eu dirigia Luan me provocava. 
- você tem certeza que não tem ninguém no seu apartamento? - perguntava
- tenho, maria esta cuidando das crianças hoje - murmurava 
- ainda bem - mordeu seus lábios
o encarei e ri 
- e como fica a nossa amizade depois disso? - perguntei prestando atenção no transito. 
Ele ficou quieto e eu o encarei quando paramos no sinal vermelho. 
- eu queria tentar uma coisa mas não sei se você vai querer - falou com receio
- que tipo de coisa? - perguntei ainda com o carro parado 
- uma amizade colorida.. - murmurou me encarando 
o olhei meio incrédula mas logo uma buzina atras de mim me fez olhar para o sinal, aberto, apertei no acelerador e não olhei mais para Luan. 
- o que você acha? 
- de uma.. am.. amizade colorida? - perguntei
- é -pausa- nós podíamos tentar.
- e como funciona essa sua amizade colorida? 
- a gente fica.. - me encarou e eu o encarei - transa - murmurou - sem nenhum compromisso. 
- espera - falei sem acreditar - nós só vamos transar? 
- sim - falou mas logo notou meu olhar de brava - não, quer dizer, nós vamos nos dar prazer sem nenhum compromisso po! Você vai ser livre pra ficar com quem quiser e eu também. 
- e se isso não der certo? - perguntei com receio
- a gente tenta, mas isso é um acordo. 
- vou pensar melhor sobre isso.. 
- você tem até o seu apartamento - riu malicioso 
Dirigi pensativa até em casa, não sei porque mas acho que isso não iria dar certo. Na porta do elevador Luan já começou a me encochar, subimos nos pegando aproveitando que era madrugada e não teria ninguém ali. 
Ao abrir a porta do apartamento, Luan já me puxou para dentro e me lascou um beijo de tirar o fôlego. Descendo levemente sua mão até minha bunda, a apertou me fazendo gemer 
-oh.. 
- espera - murmurou se afastando de mim
- o que foi? - perguntei o encarando 
- aceita ter uma amizade colorida comigo? - perguntou na maior sinceridade
não consegui conter a risada e ele também não. 
- aceito - murmurei o encarando
- sério? - perguntou 
- sim - ri - espera 
corri até o quarto e voltei até a sala, onde ele me esperava em pé. 
- um tablet? - perguntou assim que viu o que eu havia ido pegar 
- se vamos fazer isso, que seja certo - falei abrindo uma bíblia no tablet e colocando na nossa frente. 
Luan olhava tudo sem falar nada. 
- sem palavras românticas, sem sentimentos, apenas sexo - coloquei minha mão sobre o mesmo. 
- apenas sexo - colocou sua mão sobre a minha
 (ignorem a legenda) 
- acho que isso pode dar certo - murmurei colocando o tablet ao lado e inclinando minha cabeça em seu pescoço, lhe dei uma chupada - no meu quarto - virei-me e comecei a andar. 
Pude notar que ele sorria vindo atras de mim. 
Cheguei no quarto e o encarei. 
- cada um tira a sua roupa, é melhor 
- ta bom muie - ria divertido
comecei a me despir e fiquei de calcinha e sutiã, ele por sua vez, já estava de cueca box e um volume lindo sobre ela. Calma Katy.
- pode ter preliminar pelo menos? - me encarou 
- acho que sim - ri maliciosa 
Ele rapidamente me pegou em seus braços e me levou pra cama, nos beijávamos em um ritmo acelerado, bom. 
Após algumas caricias pelo corpo, tirou meu sutiã com minha ajuda, encarou meus seios e sorriu. 
- acho que dou conta 
- idiota - revirei os olhos
me deitando na cama, tirou sua cueca preta sensualizando
- vem aqui - falei sentando na beirada da cama e o puxando para mim 
- eu gosto bem rápido - murmurou assim que peguei em seu membro
atendendo ao seu pedido comecei a estimula-lo, Luan gemia e jogava sua cabeça para trás revirando os olhos freneticamente. Um pouco depois se afastou e me deitou na cama novamente. 
- tira a calcinha - ordenou 
tirei a calcinha e fiquei olhando cada movimento seu. Num súbito ato colocou sua cabeça no meio de minhas pernas e me levou ao céu. Antes de atingir ao orgasmo ele parou e me encarou. 
- cade a camisinha? - perguntou 
encarei a cômoda ao meu lado e estiquei meus braços, com um pouco de dificuldade abri a gaveta e tirei uma pequena embalagem de lá, lhe entreguei e ele logo colocou em seu membro. Me encarou e eu o olhei apreensiva
- ta tudo bem? - perguntou me olhando 
- uhum - falei olhando para baixo
- você já fez isso, certo? - perguntou chegando mais perto de mim 
- já - ri descontraída - mas..am.. faz algum tempo
- entendi - murmurou - eu vou com calma ta, prometo? - depositou um beijo em meus lábios e sorriu me fazendo sorrir junto. 
Qual o poder que esse homem tinha sobre mim? Ele me transmitia calma, paz, não sei decifrar. 
Cuidadoso, colocou seu membro em minha intimidade, me olhava e sempre perguntava se estava doendo.. 
- vai mais forte - murmurei após alguns minutos
Ele aumentou sua velocidade e grudou ao meu corpo, buscando equilíbrio na cama. Aproveitei e beijei seu pescoço. 
Ficamos naquele ritmo, algumas vezes trocamos olhares e carinhos, mas tudo não passava do prazer, apenas. 
após atingir ao orgasmo, deitamos na cama ofegantes e encaramos o teto, com vergonha talvez? 
- arrependida? - perguntou ainda olhando para cima
- nem um pouco - murmurei - e você? 
- também não. 
nos encaramos de lado 
- você é perfeita 
- sem elogios - me levantei - vou tomar um banho, am, se quiser tem um banheiro vago no fim do corredor. 
- não posso tomar banho com você? - perguntou rindo e se levantando
- já esta pedindo demais - ri e entrei no banheiro. 
após um banho rápido, coloquei um pijama
assim que saí do banheiro dei de cara com Luan deitado na minha cama. 
- que folga - murmurei 
- pois é - riu se sentando - uau - me encarou - desse jeito vou querer repetir a dose - rimos
- você ta bem? - perguntei 
- e porque não estaria? 
- não sei, am, o tratamento.. 
- ah, tudo certo - sorriu - será que você poderia me levar em casa, eu, am.. preciso ir - riu sem jeito
- não quer dormir aqui? - perguntei o encarando - são 3 da manhã, iria acordar sua mãe, e, amanhã eu te levo no hospital - sorri
- se não tiver problema - murmurou 
- mas.. na sala - falei rindo 
- ah sério cara? eu prometo que não vou tentar nada 
- não sei se acredito 
- é serio, se eu relar em você pode me bater - murmurou sorrindo 
- ok - ri 
Fui até o guarda roupa e peguei mais um edredom e alguns travesseiros, lhe entreguei e deitei no lado direito da cama. 
Luan começou a se despir, pois ele havia tomado banho e se trocado. Ficou apenas de cueca e aquilo estava virando uma tentação. Notou meu olhar em seu corpo e riu. 
- gostou? 
me engasguei com o ar
- é, já vi melhores - sorri - boa noite - lhe joguei um travesseiro e virei para o outro lado. 
O senti deitando do outro lado da cama e respirando fundo, um pouco depois adormeci. 
**************

as 3h da manhã postando capítulo para as melhores leitoras, sou foda kk parei
me desculpem a demora x; e ai o que acharam? eu me controlei um pouco por ser a primeira vez que eles vão pra cama mas notei que só tenho leitora safada né? hahaah
o que acham que vai acontecer agora? amizade colorida? hmm, sei não!
 bem vinda leitoras novas e espero que gostem!
beijos ♥

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

9° capítulo

*Luan narrando* 
eu não sei o que estava acontecendo comigo, tanta coisa aconteceu em tão pouco tempo que eu estava muito confuso. Eu acho que o nome disso era algo muito parecido com o amor. Acho que escondendo meus sentimentos seria melhor, afinal eu iria morrer, e não seria justo eu ficar com Katy para depois lhe fazer sofrer. Acontece que eu não me controlava quando estava ao seu lado. Seu perfume doce simplesmente me deixava louco de desejo e os seus lábios, tão perfeitos perto dos meus. Estou tentando lutar contra tudo isso mas esta cada dia mais difícil. 
  Após Katy ter "brigado" comigo subi nervoso para meu quarto. 
- mano? - bruna perguntou abrindo um pouco a porta
- agora não bruna - eu estava jogado na cama de barriga para baixo
- não quer falar o que houve? 
- eu estraguei tudo mais uma vez - sentei emburrado na beirada da cama
- o maninho - veio até mim e se sentou ao meu lado - o que aconteceu?
- nós nos beijamos - murmurei
- sério? - sorriu alegre - eu sabia que vocês tinham alguma quimica
- não viaja bruna
- é serio, olha - me encarou - dê tempo ao tempo, acho que ela ta confusa com os sentimentos dela 
- você acha que ela gosta de mim do mesmo jeito que eu gosto dela? 
- tenho certeza, conheço uma guria apaixonada de longe
- será bruna? mas -pausa- o que ela iria querer comigo cara? tenho uma doença e vou morr... - bruna me cortou
- para - me olhou brava - ta na hora de você pensar um pouco mais positivo sobre tudo isso. 
- é tão dificil pi 
- eu sei que é, mas nós vamos enfrentar toda essa barra junto contigo ta bem? 
- obrigado - a abracei - espero que aquela fase minha de ser idiota não tenha estragado nossa relação. 
- claro que não - riu me abraçando - vou lá embaixo, gui esta vindo ai 
- to de olho em vocês dois ein - encarei-a 
- deixa disso - riu e saiu do quarto. 
Refleti alguns segundos e resolvi deixar o orgulho de lado e ir atras de katy. 
Coloquei uma regata e desci. Bruna estava na sala com Guilherme, seu namorado. Nos cumprimentamos, não sei porque mas não gostava dele. 
- pi, vou pra ONG -pausa- avisa a mãe depois pra ela não ficar preocupada
- ta lu, cuidado
- juízo vocês - murmurei saindo
*Katy narrando* 
Cheguei na ONG e victória correu ao meu encontro
- porque não estava aqui quando eu acordei? - perguntou tristonha
- a kay tinha um compromisso amor - beijei sua testa - vem, me conte o que esta aprontando - falei pegando em sua mão e indo para dentro da creche
As crianças estavam assistindo a um filme de desenho, me sentei em uma das cadeiras ali mesmo e olhando para a televisão me pus a pensar. 
"Talvez aquele beijo tenha sido apenas mais um beijo igual ao da boate, não katy, você não pode se apaixonar por ele, isso é coisa da sua cabeça. Daqui a pouco tudo isso passa e ele nem vai lembrar mais de você.."
- bu - uma pessoa interrompeu meus pensamentos me assustando e sentando ai meu lado 
- que susto - levei a mão no coração - o que faz aqui? - perguntei surpresa ao vê-lo ali 
- vim pedir desculpas - encarou o chão um pouco envergonhado 
- tudo bem - sorri - sei que não falou por mal 
- achei que você iria estar furiosa comigo - murmurou 
- porque estaria? 
- não sei, por falar daquele jeito todas aquelas coisas -pausa- eu vou mudar, prometo
- eu sei como é isso - o encarei
- como assim? - perguntou 
- aqui não é hora e nem lugar para falarmos sobre isso. 
Luan respeitou e começamos a prestar atenção no filme. 
Alguns dias depois Bruna me chamou para ir a um show, nós já estávamos bem amigas e ela sempre ia na ONG acompanhando Luan. 
- vamos, por favor - pedia com cara de cachorro sem dono
- mas eu vou segurar vela? to afim não - falei rindo
- chama a galera da ONG, eu chamo uns amigos também, vamos kay!! 
- mas e o luan? - a encarei - acho que ele não pode ir - murmurei
- a gente leva ele um pouco e depois eu trago ele pra casa.. 
de tanto ela insistir eu acabei cedendo, chamamos o pessoal da ONG que aceitaram na hora. 
Marizete estava com receio por conta do Luan, mas prometemos voltar logo e eu fiquei como sua "babá" 
Bruna foi no carro de Guilherme com algumas amigas, Luan e eu fomos no meu carro e o pessoal da ONG se dividiram entre eles. 
O show seria do tal "Israel Novaes, o cara do arrocha" ouvi falar que ele era bom. 
Chegamos e entramos pelos fundos, fomos direto para o camarote vip. Os meninos pegaram bebidas para todos e começaram a esquentar já, Luan ficou na água e eu o acompanhei tomando energético, afinal, estava cuidando dele essa noite.
O show começou um pouco depois, para aproveitar mais a visão do tal delicia no palco, fui para a grade do camarote com as meninas, tendo uma visão privilegiada do palco. Ele chegou cantando uma música animada, nós estávamos dançando ali mesmo. Os garotos estavam aproveitando o show também mas um pouco atras de nós, pude notar que Luan não parava de olhar para meu corpo e aquilo já estava me causando um calor imenso.  
 A cada música ele me lançava seu olhar mais sedutor, e eu também lhe provocava. 
Começou a tocar outro arrocha e Luan me surpreendeu colando em meu corpo e dançando junto comigo. 
- debaixo do chuveiro lembro do seu cheiro quando olhou pra mim - começou a cantarolar a música em meu ouvido me fazendo ter arrepios - morena pra que tanta cena se todo poema eu faço pra você! 
Fiquei um pouco sem graça mas deixei a emoção me levar, ainda me encochando colocou sua mão em minha barriga e me fez rebolar em sua perna. Eu poderia até dizer que senti seu amiguinho bem animado.
O encarei rindo e ele me encarava sorrindo sapeca também, ainda grudada em seu corpo ficamos mais algumas músicas assim. 
- que tal a gente ir pra outro lugar? - perguntou depositando um beijo em meu ouvido 
- oh - o encarei surpresa - que tipo de lugar? - sorri 
- eu não sei - murmurou ainda sorrindo - lá em casa tem gente.. 
- então você quer dizer que.. - parei por um momento e pensei, o encarei e ele ria divertido - seu tarado - lhe dei um leve tapa e ri 
- vai dizer que você não quer - pegou em minha cintura e me prendeu contra si. Agora nossas bocas estavam bem próximas.. 
- Luan, eu não sei - murmurei enebriada com o cheiro de seu perfume
- eu prometo fazer com carinho - riu e beijou meu pescoço 
aquele homem por acaso era um Deus grego do qual tinha total poder sobre mim? Sinceramente não sei. 
- meu apartamento ta vazio - murmurei em seu ouvido após segundos de provocações. 
Ele me olhou animado e abriu um sorriso
- vou falar pra Bruna que nós já vamos - murmurou - me espera - riu e foi até sua irmã. 
Eu estava com um frio na barriga, talvez por falta de experiencia nesse assunto ou por ter tido relações apenas duas vezes na minha vida toda..

*******************
não me matem, demorei mas cheguei rsrsrs
me desculpem pela demora, mas sabe quando você perde a inspiração pra tudo? eu estava assim :/ 
enfim, será que vai rola bara bara bara bere bere bere? asjnhkajh
o que acharam desse capítulo? Mors, quero pedir a opinião de vocês. Quem já leu minha outra fanfic sabe que eu faço capítulos BEM hot rs. Mas eu não sei se vocês irão gostar, então deixem a opinião de vocês, se preferem um capítulo hot com poucos detalhes, ou pode colocar detalhes e talvez até alguns gifs? 
E para as leitoras apressadas, calmem que ela vai SIM contar a história da vida dela pro Luan, mas não agora... 
É isso, beijo no core e espero que gostem ♥



quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

8° capítulo

Durante o almoço conversamos sobre vários assuntos, o foco da conversa era sobre mim. Perguntaram sobre a ONG e várias outras coisas envolvidas. Os pais de Luan, assim como a irmã e ele eram muito educados. E a comida de sua mãe, era realmente muito deliciosa. 
- a comida estava ótima - lhe disse tirando meu prato da mesa após todos acabarem. 
- obrigada querida - riu - da próxima me fale sua comida preferida que farei com o maior prazer. 
- assim a senhora me acostuma mal - rimos. 
Me ofereci para lavar a louça, e de cara levei um não. 
- pode deixar que Marta lava quando ela chegar - marizete sorriu  
- marta? - perguntei
 - sim, a empregada - pausa - eu não queria, mas não daria conta dessa enorme casa sozinha - riu divertida
- eu imaginei mesmo - sorri 
- você gosta de mousse de maracujá kay? - bruna perguntou 
- oh eu amo - sorri 
- mas ela vai comer meu creme de abacate - o moço musculoso e cheiroso chegou na cozinha usando apenas uma bermuda azul marinho.  
o olhei surpresa e uau, que músculos eram aquele meu Deus?! Ele me olhava como se me analisasse por inteira e aquilo mexia comigo de um jeito ótimo, ou não. 
- olha quem acordou - sua mãe falou quebrando o clima de sedução que havia se instalado ali 
sorri sem graça e olhei para o chão. 
- você ta melhor? - perguntei 
- uhum - sorriu - to com fome mãe, o que tem para comer? 
- macarrão ao molho branco querido - sorria pegando um prato para ele 
- depois eu vou fazer o creme de abacate pra você - me encarou - tenho certeza que vai amar - ria divertido
- veremos - ri 
- querido, a marta não comprou abacate - minha mãe disse logo em seguida
- poxa mãe, então depois vou lá comprar - murmurou 
- não precisa - bruna nos encarou rindo sapeca - como sou uma irmã muito boa vou lá para você, vamos comigo mãe? - perguntou afirmando 
- v..vamos então - marizete nos olhou e sorriu - cuidado vocês dois - murmurou rindo 
- elas são sempre assim? - perguntei a luan 
- loucas? sim - rimos
 Amarildo já havia saído para resolver algumas coisas sobre a carreira de Luan. Então, obviamente só estávamos nós em sua casa. 
- e ai, o que ta achando daqui? - perguntou após alguns segundos de silêncio
- daqui onde? - perguntei distraida 
- daqui de casa, lerda - riu 
- ah - ri - seus pais são pessoas ótimas, e sua irmã também - sorri - parabéns pela família que você Luan, realmente, eles merecem muito carinho. 
- eles são maravilhosos - sorriu - sem eles não sei o que seria de mim 
- eu imagino - sorri olhando para baixo 
- mas então, você conhece até minha família e até agora eu só sei o seu primeiro nome - murmurou me encarando
 - ah - ri - normal né - falei com pouco ânimo - minha história de vida não supera a sua - ri 
- me conta - comentou terminando de comer e me encarando 
- é chata - fiz careta
- então vamos fazer um jogo, de perguntas - me encarou 
- ok - sorri
- vamos lá pra fora porque to vendo que esse abacate vai demorar - rimos
Fomos para a área de fora e lá havia uma piscina enorme, em volta algumas cadeiras para tomar sol. Deitamos em alguma delas que batia sombra e ficamos olhando para a piscina. 
- eu pergunto primeiro - murmurou 
- ok - sorri 
- mora onde? 
- em um apartamento perto da ONG. 
- humm e com quem? 
- Maria, ela é a minha segunda mãe - sorri 
- sério? mas e seus pais? - perguntou interessado no assunto
- meus pais - sorri - meu pai mora em Londres - murmurei
- nossa cara que legal - sorriu - e o que você ta fazendo aqui no Brasil? 
- eu me mudei para o Brasil com 16 anos, bem.. após a morte da minha mãe. 
- eu sinto muito - falou me olhando sério 
- hei, ta tudo bem - o encarei e sorri - já superei
- me desculpa perguntar sobre isso, nossa cara como sou idiota - falava para si mesmo 
- Luan - ri - ta tudo bem, é normal você querer saber. 
- me desculpa mesmo, vamos falar sobre outra coisa - falou meio sem graça
- eu preciso ir embora - murmurei - as crianças na ONG -pausa- preciso ir lá. 
- você não vai esperar o abacate? - perguntou 
- não hoje - sorri me levantando 
Luan se levantou junto 
- espera - falou segurando meu braço enquanto eu passava por ele
- o que? - virei-o e merda, estávamos perto demais 
- eu posso fazer uma coisa? - perguntou com a respiração ofegante
- não - murmurei o encarando mesmo sabendo o que ia acontecer, não me mexi
Suas mãos vieram parar na minha nuca, fazendo carinho em meus cabelos. 
- Luan, não complica - murmurei perto de sua boca
- eu sei que você também quer - escorregou seus lábios sobre os meus
Já entregue deixei acontecer, afinal era apenas um beijo, ele notou que eu não iria fugir então continuou o que havia começado. Quando notei já estávamos em um beijo deliciosamente bom. 


Luan parou o beijo rapidamente e me encarou assustado
- me desculpa - virou as costas e foi para dentro de casa
- que? - falei sem entender
Fiquei ali parada pensando no que havia acabado de acontecer, será que ele havia me usado de novo? Aquilo me gerou raiva, muita raiva. Corri para dentro de sua casa indo para a porta de entrada, mas antes o avistei no banheiro de baixo, com a cara enfiada na privada. 
- Luan? - corri até ele 
- vai embora - falou rapidamente virando o rosto 
- eu já falei que não vou embora - falei indo para a cozinha pegando um copo d'água
voltei e lhe entreguei, ele levantou a cabeça e me encarou. Seu vômito agora era sangue, merda. 
- vai ficar tudo bem - murmurei o ajudando a se levantar
- não vai ficar tudo bem - me olhou - você não ta vendo que eu vou morrer? porque ainda se importa comigo? 
- você não vai morrer - tentava lhe acalmar 
- você não sabe de nada - falou virando para a pia do banheiro - essa doença não tem cura. 
- mas é claro que tem - falei com firmeza o olhando 
- NÃO TEM - gritou me olhando 
me estremeci
- meus avós morreram assim, todas aquelas crianças vão morrer, eu vou morrer. Essa doença não salva ninguém. 
- cala a boca - falei o olhando com raiva - olha a merda que você ta falando 
- eu to falando a verdade Katy, ta na hora de você sair desse mundo de conto de fadas que você vive e voltar para a realidade. 
- você vai se arrepender de tudo que esta dizendo - falei com lágrimas no olhos
- quando eu morrer quem sabe
o olhei incrédula e virei as costas. Quando eu estava saindo Marizete e Bruna estavam chegando. 
- katy querida, chegamos com o abacate você já vai? 
- já - sorri tentando segurar o choro - obrigada por tudo Mari e Bruna, vocês são maravilhosas - dei um beijo em cada uma e saí - ah - virei-me para tras e as encarei - fala pro Luan começar a ter mais fé porque do jeito que ta nem Deus vai querer salvar ele. 
Entrei dentro do carro e saí de lá deixando as duas assustadas na porta. 

***************
brigas intrigas ♪♪ kkk se beijaram uhu mas brigaram, não me matem obg de nd!
estou sentindo falta de algumas leitoras..os comentarios estão sumindo, preciso da opinião de vcs sempre! :c
e ai o que será que vai acontecer????
criticas, sugestões.. podem mandar 
espero que gostem!