quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

7° capítulo

No outro dia acordei cedo, tomei um banho e me troquei
Combinei com Luan de nos encontrarmos no hospital. Cheguei e pedi informação, segundo a secretária ele havia acabado de chegar e já estava na sala.
Bati na porta e o doutor atendeu. 
- Olha Katy - falou me dando a mão 
- Ola Dr. Roberto - sorri lhe dando a mão 
- perai, vocês já se conhecem? - Luan perguntou confuso
- é a kay... - Roberto começou a falar mas eu o cortei
- sim, eu já vim fazer alguns exames por aqui - sorri e olhei para Roberto que concordou 
- ah sim - riu
Dei oi para Bruna que também estava lá acompanhando o irmão e o encarei  
- e ai, ta mais calmo?
- um pouco - murmurou - vai doer? - perguntou ao doutor
- não - pegou uma seringa 
Luan o olhou apavorado 
- você tem medo de agulhas? - perguntei rindo 
- t..tenho cara -murmurou 
- que criançona - bruna zombava o irmão  
- Luan, aqui dentro dessa bolsa - apontou para o soro - tem medicamentos que irão ajudar suas células a trabalharem melhor - pausa - muitas vezes podem causar efeitos colaterais, como a perda do cabelo, náuseas e vômitos. Então, se você se sentir enjoado, vomite aqui - apontou para um pequeno recipiente que havia ao lado da cama. 
- doutor - Luan falou logo apos que ele terminou de falar - o meu cabelo, pode cair por inteiro? 
- olha Luan é meio difícil afirmamos ou não isso, existe alguns casos que os pacientes até preferem tira-lo pois costuma ficar apenas um pouco, mas não são todos os pacientes. Há algumas quimioterapias que não afetam a esse ponto - falou aplicando em Luan a agulha
- ai - murmurou olhando para o lado 
- não é nada - cheguei mais perto dele e fiquei passando a mão em seus cabelos
- obrigado por vir - sorriu 
- eu falei que viria, não falei? - sorri 
- vou deixa-lo aqui tomando o soro, quando acabar é só apertar aquele botão ali 
- obrigado doutor - luan falou e assim ele saiu 
Bruna estava sentada na poltrona mexendo em seu celular, e eu me sentei na maca ao lado de Luan. Ambos encarando o chão. 
- esse negócio arde - falou fazendo careta
- é para o seu bem - sorri 
Ficamos nos olhando por alguns segundos até Bruna comentar sobre algo e nos olhar. Olhamos rapidamente para ela que riu e voltou a sua atenção ao celular. 
- ainda esta doendo? - perguntei após alguns segundos de silencio 
- tinha até esquecido - riu divertido - nossa cara, to meio zonzo -me encarou- é normal? 
- no começo é assim, você não ta com vontade vomitar? - perguntei
- um pouco - murmurou
levantei da maca e peguei o recipiente que eu já conhecia bem. 
- toma - o coloquei em suas pernas
- isso é vergonhoso - murmurou olhando para o pote embaixo de si 
- isso foi uma tentativa falha para eu sair da sala enquanto você vomita, fique sabendo que não deu certo - me sentei ao seu lado 
- eu não quero vomitar na sua frent.. - mal terminou de falar e enfiou a cabeça no recipiente 
- vamos, isso é para o seu bem - falava passando a mão em suas costas.
levantei novamente e um pequeno copo com água e um guardanapo e o entreguei, ele pegou a água e enquanto eu pegava o recipiente ele pegava o guardanapo de minha mão. Limpei o recipiente na pia que havia ali mesmo e coloquei ao seu lado. Luan olhava os mínimos detalhes do caminho em que eu fazia. 
- você é enfermeira por acaso? - perguntou me fazendo rir
- não, eu comecei a faculdade de psicologia mas parei 
- nossa cara, você leva jeito pra esses trem de hospital - comentou - se eu fosse você teria nojo do meu vômito - rimos
- já sou acostumada. 
O soro acabou e como Luan estava meio zonzo, Bruna foi dirigindo seu carro. 
- kay quer ir pra casa com a gente? - ela perguntou depois de colocarmos Luan sentado no carro 
- magina bru, não quero incomodar - sorri
- acha, a minha mãe ta doida pra te conhecer, almoça lá com a gente e depois você vai pra ONG. 
- bem - murmurei - ok então - sorri. 
Entrei no meu carro e segui Bruna até um dos condomínios mais chiques de São Paulo, Alphaville. Bruna estacionou o carro na garagem de uma casa bem linda, deduzi que moravam ali. Estacionei o meu em frente a casa e desci. 
- quer ajuda com Luan? - perguntei quando a vi abrindo a porta para ele 
- ele tá meio mole - riu - isso é normal? 
- é sim - falei a ajudando - até ele se acostumar com o remédio que entra em seu corpo leva um tempo, até lá vai judiar um pouquinho - sorri 
- espero que passe rapido - sorriu - que gordo esse menino - falava segurando um braço seu. 
Entramos na grande casa e havia um senhor, muito charmoso por sinal. 
- pai - Bruna falava tentando segurar Luan - me ajuda a levar o Luan pro quarto? 
- opa, claro filha - ele veio todo cuidadoso e nem notou minha presença ali 
- pai - Bruna riu - essa é Katy, a moça da ONG - apontou para mim
- am, oi - sorri timida
- oh meu deus que cabeça a minha, me desculpe não havia lhe visto - veio até mim e estendeu sua mão - prazer Amarildo, sou pai do Luan - sorriu 
- o prazer é meu - sorri 
Amarildo e Bruna levaram Luan para cima e eu fui atras caso Luan resolvesse cair para trás da escada, nunca se sabe.
Depois que arrumaram ele na cama, uma senhora, charmosa também entrou no quarto. 
- como foi lá Bruna? - também não havia me notado ali 
- tudo certo, ele só chegou um pouco tonto mas a Kay disse que é normal.. 
- Kay? - sua mãe lhe olhou com dúvida
- a moça da ONG - a menina disse apontando para mim novamente
- oh querida - veio até mim e me ofereceu um abraço acolhedor - me desculpe, ultimamente andamos com a cabeça tão avoada - sorriu me olhando - você deve ser Katy, Luan fala muito de você. 
- oh - fiquei surpresa - espero que fale bem - rimos 
- prazer querida, o meu nome é Marizete.  
- muito prazer Dona... 
- sem o dona por favor - riu 
- claro -ri- prazer, Marizete, sua casa é muito linda, parabéns!
- muito obrigada querida - sorriu - venham, vamos deixa-lo descansar
Saímos do quarto e antes que eu pudesse falar qualquer coisa Bruna me puxou para seu quarto. 
- vem, vou te mostrar meu quarto. 
Entramos e ele era extremamente lindo. Tinha alguns detalhes em vermelho, enfim eu estava apaixonada. 
- seu quarto é muito lindo, parabéns - sorri
- own obrigada - riu - eu to pensando em mudar o papel de parede, ainda não sei - falava meio em dúvida
Ficamos ali conversando, era incrível como nosso assunto nunca acabava. 

***********
opa, Kay ficando amiga da família hahaha será que isso ja é um passo para o relacionamento dos dois começar a fluir? hmm 
E as sessões de quimioterapia começaram, como será que o Luan vai reagir a tudo isso?
respondendo a pergunta do anônimo e a quem ficou em dúvida
Katy contou a história de vida da Victória para Luan, e ele ainda não sabe sobre a vida da Kay. Mais alguma dúvida? 
não me canso de agradece-las por todos os comentários, essa fanfic esta no começo mas já tem 300 visualizações por capítulo! Eu estou muito feliz mesmo, obrigada pelo pessoal que comenta aqui e no twitter. Sem vocês não existira tudo isso. 
Espero que gostem!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

6° capítulo

Um mês depois 
Julho, 2012

Estava tudo mais calmo, eu estava aceitando melhor o fato de ter uma doença e aceitei também a fazer quimioterapia. A impressa já sabia de tudo, inclusive meus fãs, não deixei que escondesse isso deles, eu queria mudar, e antes de morrer queria provar a todos que eu consegui novamente voltar a ser quem eu era. Todos ficaram abalados com a notícia, um mês depois sites e revistas ainda se falavam no caso, eu estava aprendendo a lidar com piadas sem graça sobre tudo isso. Aqueles que eu achei que me abandonariam? Estavam ainda comigo, sim, falo de meus fãs. Não me abandonaram, pelo menos por enquanto, apesar de tudo me mimavam muito seja em redes sociais ou onde eu ia. Tive que parar de fazer shows, um dos piores momentos para mim, eu não queria, mas segundo o médico não era bom eu me cansar, e fazer um show simplesmente estava fora de cogitação. 
Todos os dias eu visitava a ONG e passava a tarde com eles, Katy me apresentou a todos e eu já estava muito intimo de lá. Me sentia até um voluntario. A pequena victória se apegou a mim incrivelmente rapido, Katy me contou a história dela, havia sido abandonada pelos pais depois de descobrir a leucemia, mesma doença que eu. E eu me apeguei demais a essa criança. Na verdade, a todas crianças ali, eram todas anjos que Deus enviou para a terra para nos curar do mal. Me faziam bem, me faziam respirar e sentir o prazer que a vida nos dá só por vivermos. 
Estava construindo uma amizade muito amigável com Katy, ela era muito gente boa e eu me senti um completo idiota por tê-la usado naquela noite da boate, mas no final ela também "me usou" então ta tudo certo. 
*Katy narrando*
Depois de descobrir o porque de Luan estar indo a ONG me peguei pensando em minha história de vida, tudo bem que não era igual mas acabamos passando pelas mesmas coisas e, encontramos a ONG pelos mesmos motivos, era tudo tão confuso.. 
Um dia brincando com as crianças pude notar alguns cabelos de Luan cair, estava na hora dele me provar que iria ser forte. 
Todas as tardes após colocarmos as crianças para dormirem íamos nas pequenas poltronas que havia em frente a piscina e conversávamos por horas ali. Luan me contou tudo sobre a sua trajetória de vida, e até do que sentia a alguns meses atras sobre sua carreira. 
- e eu achando que sua vida era perfeita - murmurei impressionada
- a minha vida era perfeita - riu - até eu estragar tudo - encarou o chão 
- sabe, acho que Deus tem um propósito para tudo isso - sorri e o encarei - você vai ver, no final tudo vai se resolver. 
- no final - riu - quando essa doença me matar quem sabe. 
- Luan, porque você é tão pessimista? 
- eu só não quero me iludir achando que vou me curar disso, porque eu sei que não vou. 
- as vezes você é injusto consigo mesmo.. Você tem sorte, a sua doença foi detectada no começo, você tem 83% de chances de sair vivo dessa. 
- katy - riu - tão inocente.. Me diz, porque encara a vida como uma brincadeira? Você nunca esta nem ai com nada. 
- a vida é uma brincadeira da qual jamais sairemos vivos, nós precisamos viver todos os dias como se fosse o último - sorri - anota isso ai no seu caderninho, você precisa olhar mais para frente e se desprender um pouco mais do passado, há uma vida para ser vivida, uma etapa para ser cumprida! 
Ele apenas me encarava pensativo 
- queria ser como você - murmurou 
- como eu? - ri - vamos trocar então, eu adoraria ser um Luan Santana da vida - rimos. 
- obrigado - me encarou 
- pelo o que? 
- por me mostrar o lado bom da vida.. 
 o clima havia esquentado ou era impressão minha?! 
Dei uma risada tímida e logo trocamos de assunto. 
Alguns dias depois Luan chegou na ONG com uma menina ao seu lado, loira e bem bonita por sinal. Devia ser mais uma de suas peguetes mas afinal, porque eu estava me importando com aquilo? 
Eles chegaram conversando e Luan lhe mostrava tudo pelo caminho. 
- tia - victoria me puxava 
- oi vi 
- quem é ela? - perguntou 
- eu não sei anjo
- ela é bonita - sorriu 
- é sim - sorri 
- vou perguntar pro tio Luan - correu até ele antes que eu a impedisse
Luan a pegou no colo e colocou-a em seus braços, parece que a conversa estava animada entre os três. Entrei para dentro e fui até o refeitório. 
- acho que alguém ficou com ciumes - maria chegou fazendo piadinha
- para - ri - ciumes do que? - peguei uma maçã para comer
- você sabe muito bem - riu - eles estão vindo para cá, se prepare - deu mais uma risada e foi para dentro da cozinha. 
Me virei a ponto de vê-los chegando perto
- eae Kay - Luan já me chamava pelo apelido, mesmo sem perguntar se eu deixava. 
- e ai Luan - sorri 
- então, essa é a Bruna, minha irmã - ele falou apresentando a loira
- sua irmã? - perguntei me sentindo uma idiota
- é ué - riu 
- prazer - ela disse sorrindo 
- o prazer é meu - sorri 
- obrigada, bem que Luan me disse que você é linda, ele não exagerou - sorriu
Senti minhas bochechas corarem e as dele principalmente
- Bruna - ele deu um beliscão na irmã
- ai luan - ela ficou sem graça
- obrigada - sorri - você também é muito linda
- é de família né - luan dizia se gabando 
- idiota - rimos 
- trouxe a bruna para conhecer aqui, espero não ter problemas - me encarou 
- magina - sorri - mostre a ela nossa ONG, fiquem a vontade!
- obrigada - sorriu 
Um pouco depois Bruna sentou ao meu lado na sala das crianças enquanto Luan formava uma roda e pegava um violão para tocar para elas. 
- o Luan gosta muito daqui - sorriu 
- é, ele leva jeito com crianças - murmurei o analisando de longe
- eu também gostei muito daqui, vocês estão de parabéns por tudo 
- opa, obrigada - ri timida - e você, tem quantos anos? 
- tenho 18 - riu - e você? 
- precisamos marcar alguma coisa - rimos - tenho 20 anos
- que legal, faz faculdade? 
- eu parei a algum tempo mas pretendo voltar a fazer
- am.. você é bem legal - sorriu 
- também gostei de você - ri 
Apresentei Bruna ao pessoal da ONG e todas a adoraram. Logo depois eles foram embora. 
*Luan narrando*
- lá é bem legal né Bruna? - eu falava enquanto jantávamos 
- é sim, tem uma energia muito boa lá - bruna sorria
- que bom - minha mãe comentou - é bom ver que o meu luan de antigamente ainda existe - sorriu me encarando 
- mãe sem chorar - rimos 
- aquela Katy é bem legal, vocês se conhecem da ONG mesmo? - Bruna perguntou me encarando 
- uhum, porque? 
- não sei, parecia que vocês se conheciam a anos - riu - gostei dela.. 
- ela é bem legal - sorri
- também quero conhecer a moça - minha mãe sorriu divertida
- mãe, amanhã você podia ir com a gente lá na ONG né? - Bruna falava animada - tem tanta coisa para se fazer, ah, você vai adorar a cozinha tem lá, tem umas voluntarias que fazem cada comida, hmmm a senhora precisa ir lá conhecer.. - Bruna falava igual a um papagaio
- ta bem - minha mãe ria divertida. 
*Katy narrando* 
  Alguns dias depois Luan chegou meio tenso a ONG, mas não quis falar nada, brincava em silencio com as crianças. Como de costume, depois de coloca-las para dormir fomos para a parte da piscina. 
- pode começar - falei me sentando 
- hâ? - perguntou sem entender
- qual o motivo de você estar assim.. 
- ta tão na cara assim? - perguntou
- um pouco - sorri lhe tirando um riso
- eu to preocupado - murmurou 
- com o que? 
- amnhã começa as quimio, o médico disse que meu cabelo poderá cair.. 
- a sua preocupação é só o cabelo ou tem algo a mais? 
- eu não sei, tudo mudou tão rápido que ainda não me acostumei a essa rotina -pausa- ficar sem meus fãs esta me matando - confessou abaixando sua cabeça
- poxa Luan - coloquei minha mão sobre seus cabelos e comecei a fazer um cafuné - pensa que é para o seu bem, quando você estiver melhor, você vai voltar a brilhar nos palcos.. 
- mas - falou se deitando em meu colo - e se eu não melhorar kay? - me olhava de baixo - e se eu simplesmente não sobreviver? 
- não fala isso pelo amor de Deus - murmurei o encarando 
- eu não quero fazer todos sofrerem - pude notar que ele estava lutando contra as lágrimas. 
- olha, amanhã se você quiser..am.. eu vou com você na quimio 
- você faria isso por mim? - me olhou sorrindo 
- claro ué - sorri - amigos são pra isso não é? 
- uhum - ele murmurou olhando a piscina - não sabia que seu colo era tão bom - riu 
- não acostuma, estou boa mas é só hoje - fiz cara de brava
rimos. 
****************************

nosso casal estão cada vez mais grudados ein? o que será que vem por ai? 
luan vai começar o tratamento, será que ele vai aguentar? 
Respondendo a pergunta anônima, O nome da protagonista se escreve "Katy" mas se pronuncia como "Kaite" 
criticas, sugestões, elogios ou dúvidas? uhu vocês são foda, eu amo vocês
obrigada novamente por todos os comentários! ah, não esqueçam de deixar o twitter nos comentários para que eu possa avisa-las!
Espero que gostem

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

5° capítulo

*Katy narrando*
- você? - perguntamos ao mesmo tempo 
Não o via desde aquela noite na balada, e estava surpresa por vê-lo ali na minha frente num dia qualquer. 
- pera ai, você é aquele cantor famoso -pausa- você é o mesmo da balada? - perguntava surpresa
- isso só pode ser uma brincadeira - ele zombou rindo nervoso
- o que você esta fazendo aqui? - perguntei ainda perplexa - como você descobriu que me encontraria aqui? 
- perai - ele me olhou sério - você acha mesmo que eu vim aqui atras de você? se enxerga garota! 
- se não veio atras de mim então esta fazendo o que aqui? - perguntei ainda desconfiada
- er.. - começou a gaguejar
- assume logo
ele pensou por um momento e logo sorriu
 - eu vim aqui atras de você sim mas é porque meu amigo ficou afim de você aquele dia na boate. 
- e como você me encontrou aqui? 
- isso não vem ao caso, já achei você agora vou indo - deu meia volta mas foi parado por uma pequena formiguinha chamada victória
- moço bonito - falava puxando sua camiseta
- oi? - ele a encarou com cara de duvida
- você vai ir embora porque? 
- eu.. am.. - ele ficou sem palavras e me encarou procurando alguma resposta
- vic - cheguei mais perto - o tio luan veio pra brincar no parquinho com você - olhei para ele que me olhava curioso e bravo ao mesmo tempo. 
- sério kay? - perguntava sorrindo - mas ele é muito gordo, não cabe nos brinquedos - fez uma leve careta
soltei uma gargalhada e encarei luan que a olhava sorrindo 
- porque você não o leva para brincar com os outros? - perguntei no ouvido dela - ele me disse que esta doido para brincar de pega-pega com vocês - ri divertida. 
Luan apenas nos encarava confuso. 
- sério? - seus olhos brilhavam - vem moço bonito, vamos brincar - pegou-lhe a mão e saiu o puxando
- você me paga - virou-se para trás ainda andando e fez um de seus olhares misteriosos. 
tive que rir. 
Vez ou outra eu ia para o jardim ver se estava tudo bem, Luan estava se dando bem com os pequenos, apesar de ser um pouco sem jeito estava tudo bem. Na hora do almoço perguntei se ele queria almoçar conosco achando que iria levar um não, mas ele prontamente aceitou alegando estar com fome. Após o almoço as crianças foram dormir e depois de me ajudar a coloca-las para dormir, nos sentamos de frente para a pequena piscina que havia na parte de trás da ONG. 
- isso aqui é muito legal - comentou olhando tudo em sua volta - você faz o que aqui? 
- sou voluntaria - sorri - ainda não sei o porque de você estar aqui 
- eu já lhe disse, o meu amigo.. - começou a falar mas eu lhe cortei
- isso não faz sentido - sorri - mas quando quiser contar o verdadeiro motivo, pode ter certeza que vou querer ouvir - ri 
- você costuma ser curiosa assim, sempre? - riu 
- só quando estou ao lado de um cantor famoso - sorri e o encarei
ele parou de sorrir e encarou o chão, com um olhar vazio 
- eu disse algo que não devia? - perguntei com receio
- não, esta tudo bem - me olhou e sorriu - você se importa se eu vier aqui todos os dias? - perguntou me pegando de surpresa
- sério? mas.. am.. o que você ganha com isso? 
ele apenas riu e concordou 
- por acaso isso faz parte de um novo Luan Santana? porque o que eu conheço pela mídia você não é assim - murmurei
- eu to fazendo tudo errado não to? - perguntou 
- como assim? - o encarei com dúvida 
- a minha vida, esta toda de cabeça para baixo, não sei o que faço - murmurou cabisbaixo. 
- já me senti assim - sorri - olha, essas crianças me ajudaram muito, elas podem te ajudar -pausa- pode vir aqui quando quiser, percebi que elas gostaram de você - sorri timida
- oia cara - me olhou sorrindo - até que a morena da balada é legal 
rimos
*Luan narrando*
Passar o dia com aquelas crianças foi divertido, no começo achei que seria tedioso mas elas ocuparam minha cabeça e por um tempo esqueci de todos os meus problemas. Ah os meus problemas, cheguei em casa e encontrei meus pais reunidos na sala. 
- oi - murmurei colocando a chave do carro na mesinha ao lado da porta
- oi filho - minha mãe sorriu me olhando - saiu de manhã e só voltou agora, eu estava preocupada, onde estava?
- er.. fui visitar uns amigos-murmurei- vou subir ta? 
assim que ia subir os degraus Bruna apareceu no topo da escada com uns papeis na mão e a cara inchada de tanto chorar.
- bruna? - murmurei - aconteceu alguma coisa? 
- porque você escondeu isso de nós Luan? - perguntou descendo as escadas devagar 
- do que você esta falando Bruna? - meu pai se levantou do sofá e veio até nós
Eram os exames que estavam em suas mãos, mil vezes merda.
 - Bruna porque você mexeu nas minhas coisas? - perguntei com receio 
- você não tem o direito de esconder isso de nós Luan - ela falava já na minha frente imersa em lágrimas. 
- bruna por favor não complica - meus olhos já estavam lacrimejando 
- vocês podem explicar o que esta acontecendo aqui - minha mãe veio até nois
- o seu filho.. - bruna começou a falar mas eu a interrompi
 - CALA A BOCA BRUNA - gritei nervoso 
- ISSO É JEITO DE FALAR COM A SUA IRMÃ - meu pai gritou nervoso comigo 
o encarei contendo minha raiva 
- FALA LOGO - bruna gritava e chorava ao mesmo tempo - CONTA PRA ELES O QUE VOCÊ TEM LUAN! 
- Bruna não faz isso pelo amor de Deus - pedi com algumas lágrimas escapando pelo meu rosto. 
- o seu filho tem leucemia, pai - ela falou mais calma e pôs-se a chorar
- o..o que? - minha mãe perguntou perplexa
- mãe, eu.. - não consegui falar e abaixei minha cabeça tentando não chorar mas foi em vão - EU TENHO LEUCEMIA - gritei os olhando - ESTÃO FELIZES AGORA? O FILHO PERFEITO DE VOCÊS ESTA COM LEUCEMIA! EU VOU MORRER! MAS VOCÊS NEM LIGAM PARA ISSO NÃO É? EU JÁ ESTOU NO FUNDO DO POÇO MESMO, AFUNDAR MAIS UM POUQUINHO NO CAIXÃO NÃO FAZ DIFERENÇA PRA NINGUÉM - despejei tudo o que estava preso em minha garganta
Todos já estavam chorando, merda, era por isso que eu não queria que ninguém soubesse, agora todos iriam me tratar com dó. 
- Luan não fala assim - minha mãe suplicava aos braços de meu pai 
- eu cansei - murmurei subindo as escadas - CANSEI ! - gritei e bati a porta do meu quarto a trancando logo em seguida. 
agora a merda estava feita, não queria nem saber o que estava para acontecer. 
*narrador on* 
Os pais de Luan, perplexos com a noticia ficaram ali na sala buscando forças para enfrentar tudo. Após alguns minutos Amarildo levantou decidido. 
- vou chamar o Luan, precisamos conversar sobre tudo isso.. 
Subiu as escadas e bateu algumas vezes na porta do quarto de Luan, nenhum sinal dele. Ele então forçou a porta e a encontrou aberta. Caminhou pelo quarto e nada de seu filho, foi até o banheiro e nada também. Seguiu para os outros cômodos da casa e nem sinal de Luan, a preocupação já estava começando a aparecer. Foi em seu quarto e encontrou a porta do mesmo aberta. Seguiu em direção ao banheiro, mas ao passar pelo closet encontrou Luan caído no chão. 
- Luan? - correu até seu filho com pressa - Luan, fala comigo - batia levemente em seu rosto 
Chorando, pegou o filho no colo como se fosse um bebê e tirando forças de onde não tinha desceu as escadas da casa com ele em seus braços. 
- marizete abre o carro - falou rapidamente
- o que? - ela perguntou se virando - o que aconteceu com o Luan? - começou a chorar desesperadamente 
 - ele estava caído no chão do nosso quarto - tentei controlar o choro. 
Bruna vendo que a mãe ainda estava em choque correu para abrir a porta para o pai. Ambos entraram no carro e seguiram com emergência para o hospital. 
*Luan narrando* 
acordei em um quarto de hospital, meus pais me olhavam curiosos, não me lembrava de absolutamente nada.
- o que eu to fazendo aqui? - perguntei 
- oh querido - minha mãe veio ao meu encontro na cama - você esta bem, ta com alguma dor? 
- não mãe - murmurei 
antes que ela pudesse falar alguma coisa o médico entrou no quarto. 
- esta tudo bem - comentou - Luan, sente alguma dor? 
- não - falei novamente
- você sabe porque veio para ca - comentou ajustando alguns aparelhos em meu corpo 
- eu sei? - me fiz de desentendido 
- aposto que não tomou tudo aquilo de comprimido para passar alguma dor - murmurou 
fiquei constrangido e olhei a televisão que passava algo interessante, ou não. 
Um pouco depois, Dagmar e Anderson entraram assustados no quarto. 
- Luan, o que aconteceu com você? - perguntou vindo até mim - a imprensa esta toda ai fora..
- agora não dag - murmurei 
- Dagmar, precisamos conversar - meu pai se levantou - é um assunto delicado mas eu já tomei a minha decisão pelo luan. 
- perai, eu não estou sabendo de nada - falei o encarando 
- vai ser o melhor para você, filho. 
- eu peço para que vocês resolvam sobre trabalho outra hora - o médico falou interrompendo a todos - Luan não pode se cansar e nem ficar nervoso, é para o bem dele. 
Todos respeitaram e não tocaram mais no assunto. 
Passei a noite no hospital e pela manhã fui liberado, saí pela porta dos fundos onde também havia paparazzis e alguns fãs. As perguntas eram diversas, apenas saí de cabeça baixa e com ajuda de Well e meu pai conseguimos ir para o carro. 

***********
para finalizar a noite das melhores leitoras do mundo, mais um capítulo!
obrigada por todos os comentários, por todos os elogios, eu fico toda boba aqui lendo o que vocês postam e me emociono demais. 
O que acharam do capítulo? Nosso casal se reencontrou e parece terem se acertado, será? rs 
e agora, o que será que vem pela frente?! 
Espero que gostem

indicando a fanfic da  , bora ler?!
 http://fanficpertodemim.blogspot.com.br/

4° capítulo

*Luan narrando*
No outro dia acordei já na hora do almoço, tomei um banho e desci. Meus pais e Bruna estavam na mesa. 
- vem almoçar conosco querido - minha mãe disse assim que me viu 
- to sem fome - murmurei - mãe, onde tem remédio para dor de cabeça? 
- ali - apontou para uma bolsinha em cima da copa. 
peguei o remédio e tomei junto a água. 
- a consulta é as 15h Luan, vou sair com Bruna mas volto antes para ir com você. 
- não preciso de babá, já tenho 22 anos - falei sem pensar saindo da cozinha
- Luan volta aqui - meu pai disse num tom autoritário
- pai depois a gente conversa - disse já na escada
- esse menino esta cada vez mais impossível - o ouvi dizendo 
entrei no quarto e fechei a porta, ainda faltava duas horas para a consulta. Deitei na cama, liguei a televisão e deixei em algum canal, peguei meu celular e ao invés de apertar o instagram meu dedo escorregou no aplicativo do twitter. Aproveitei e dei uma olhada por lá, meu último tweet? Não me lembro. Eu não estava mais naquele pique de responder fã clubes, não via mais graça naquilo. O fechei e entrei no instagram, curti algumas fotos de Marcela e mais outras, depois resolvi dormir mais um pouco.  
Acordei 14h com Bruna entrando no quarto. 
- desculpa, não queria te acordar pi - murmurou 
- tudo bem - falei pegando o celular para ver as horas
- a mãe pediu pra te trazer isso - colocou a pequena bandeja na cama - você não almoçou, ela esta preocupada. 
- eu não to com fome 
- come só um pouco, olha, eu sei que você gosta de frango com quiabo. 
a encarei e encarei a bandeja logo em seguida 
- só um pouco - suplicou 
- ta bem - falei tedioso 
peguei a pequena bandeja e coloquei algumas colheres de comida na boca 
- tem creme de abacate na geladeira - sorriu - quer que eu vá lá pegar? 
- não precisa, bruna - a encarei - para de me tratar como um doente porque eu não to doente. 
- calma pi - murmurou - eu to com saudade de conversar com você.. 
- tanto faz, você não tem seu namorado? vai la conversar com ele - coloquei a bandeja de lado e segui para o banheiro 
- quando você acordar desse mundo vai perceber que perdeu as pessoas mais importantes da sua vida - falou saindo do quarto e batendo a porta. 
Tomei um banho e me troquei, desci e Bruna assistia tv 
- cade a mãe? - perguntei e ela não respondeu - bruna to falando com você 
- desculpa - me encarou - to ocupada conversando com o meu namorado - me mostrou o celular. 
revirei os olhos e fui até a cozinha 
- mãe? 
- sua mãe não ta Luan - meu pai disse descendo as escadas
- mas ela ia comigo na consul... - ele me interrompeu 
- você não precisa de babá certo? já da conta de ir sozinho. 
- mas que porra de casa é essa que taca tudo na minha cara? - falei nervoso pegando a chave do carro 
- você ta escolhendo ser assim Luan - murmurou me olhando 
o olhei com raiva e sai batendo a porta, liguei a chave no contato e bati no volante, como se aquilo aliviasse. Segui para o consultório, chegando lá já fui atendido 
- Luan - o médico murmurou - veio sozinho? - perguntou assim que sentei na cadeira
- sim - falei - saiu os exames? 
- seria bom alguém com você, ainda mais agora 
- o que quer dizer com isso? - perguntei com receio 
- luan o que eu tenho pra te falar não é nada fácil de se aceitar mas -pausa- tem cura..  
- fala logo o que eu tenho - perguntei agoniado 
Ele me olhou preocupado e me entregou alguns envelopes
os abri com pressa e comecei a ler, procurando logo o nome conhecido de alguma coisa. 
- leuce...mia? - o olhei incrédulo 
- Luan, está bem no começo, temos 83% de chances de cura-la 
- co..como isso? - eu estava em choque 
- Essa doença é no sangue como você deve saber, por células que não se formaram e não funcionam direito, o lado bom disso tudo é que descobrimos a tempo de cura-la. 
- existe lado bom nisso? 
- Luan, você precisa ser forte agora e mais que tudo, precisa do apoio de sua família. 
- doutor - pausa - isso é sério? - perguntei já com os olhos lacrimejando 
- eu não brincaria com uma coisa dessas Luan, me desculpe. 
olhei para o chão tentando não deixar que as lágrimas escapassem. Isso só podia ser castigo. 
- eu vou pedir para que liguem para sua família, você não pode sair assim sozinho.. 
- não - falei rapidamente - não quero que comuniquem a eles sobre isso.. 
- eles precisam saber Luan, você não vai esconder uma coisa dessas deles! 
- eu sei - murmurei pensativo - eu só, preciso de um tempo para mim. 
- Luan, você só precisa se cuidar a partir de agora, vai dar tudo certo. 
- obrigado - murmurei 
- olha - falou pegando um papel - quero que você visite um lugar - me entregou o papel com um endereço escrito a mão 
- o que é isso? - perguntei
- o endereço de uma ONG aqui em são paulo. 
- o que eu vou fazer nessa ONG? 
- vá Luan, isso vai te ajudar. 
- obrigado - coloquei o papel no bolso - vou tentar me lembrar. 
Saí dali com os exames na mão, entrei dentro do carro os colocando no banco do lado, encostei minha cabeça em meus braços que estavam apoiados no volante e me permiti chorar. 
Isso não poderia estar acontecendo comigo, que diabos eu tinha feito para acontecer tudo isso? Porra Deus eu sou tão ruim assim? 
Liguei o carro ainda chorando e dirigi sem rumo. O que seria da minha vida agora? O que seria de mim? Da minha carreira? Dos meus fãs? Eu iria sair vivo dessa? 
Tudo martelava em minha cabeça tão depressa que quase bati o carro umas duas vezes, resolvi voltar para a casa. Subi correndo para meu quarto, levando os exames comigo e graças a Deus não avistei ninguém em casa para me perturbar. Tranquei a porta e me joguei ali mesmo. 
- querido esta tudo bem? - minha mãe perguntou batendo na porta
- t..ta mãe - falei disfarçando a voz 
- tem certeza? o que deram os exames? 
- não deram nada, depois a gente conversa mãe.. 
- tudo bem querido- murmurou 
Não sabia se contava para todos ou escondia tudo isso, eu podia simplesmente ignorar essa doença e continuar seguindo minha vida até o dia em que eu morresse, mas, como vou conseguir esconder algo tão grande como isso? Todos irão sofrer, todos irão sentir pena de mim. 
Me mutilava com meus próprios pensamentos. 
Fui até a cama e me deitei, escondendo o rosto no travesseiro chorei até pegar no sono. 
Acordei já passava das 23h, meus olhos pesavam, implorei para que aquilo fosse um pesadelo mas eu estava vivendo a realidade, aquilo infelizmente não era só mais um pesadelo. 
Desci e comi alguma coisa, aparentemente ninguém em casa. 
Voltei para meu quarto e fiquei assistindo a um filme tentando não pensar sobre essa doença. 
No outro dia pela manhã acordei sem sono algum, tomei um banho e fucei no bolso de minha calça o pequeno papel que o médico havia me dado, o abri e vi o endereço da tal ONG. Peguei a chave do carro e desci. Todos estavam dormindo, pelo menos não precisei dar explicações para ninguém. 
Cheguei ao destino do tal endereço e desci com receio, o local era mais ou menos assim. 

 (ignorem esse nome)                                                      

Entrei e logo pude notar algumas crianças brincando no parquinho. 
- oi - uma crinça sorridente veio até mim 
- olá - sorri me abaixando para falar com ela 
o primeiro sorriso verdadeiro dado durante anos. 
- você se parece muito com o luan santana - a pequena falou me analisando
- você acha? - dei uma leve risada
- sim - sorriu - mas você é mais bonito - riu divertida
- oh tenho uma admiradora secreta é? - perguntei curioso - posso saber o nome dela? 
- é victoria - riu envergonhada
- muito lindo o seu nome - sorri 
- vem, vou te levar pra conhecer a tia kay - me puxou pela mão 
entramos para dentro do local e fomos até uma pequena sala, havia algumas pessoas lá que se assustaram quando me viram. Até ela parar de frente para uma morena que estava de costas. 
- tia kay, encontrei esse moço bonito lá fora - falava puxando a blusa da moça
- aé? - ela perguntou se virando e olhando para ela - e quem é esse moço bonito? - subiu seu olhar e ambos paralisamos. 
- você? - perguntamos ao mesmo tempo 

****************
por favor não me matem ): 
sim, a doença do Luan é a leucemia e já podem me xingar ain 
Gente, eu sei que não é costume colocar em fanfics o Luan com doenças e eu quis fazer algo diferente, então ta ai, eu espero que vocês gostem! mas to sempre aberta para receber criticas também. 
Obrigada pelos elogios e comentários, eu estou me espantando com o número de elogios que recebi com a história! Obrigada mesmo, vocês são foda. 
Enfim, o nosso casal se encontrou novamente e agora? o que será que vem por ai? 
Espero que gostem! 

domingo, 5 de janeiro de 2014

3° capítulo

2 meses depois
Junho, 2012

*Luan narrando*
Depois de fazer mais um dos muitos shows da agenda combinei de ir para a balada, mas indo para o camarim senti uma pontada bem forte no coração ou no estomago. Que diabos significava isso?! Há um tempo eu já estava sentindo aquilo mas não falei para ninguém, achando que logo passaria. 
parei e coloquei a mão no peito 
- luan, tudo bem? - wellington meu segurança, perguntou quando me viu parando
- ta - murmurei - é só uma dor no peito 
- você quer que chame um enfermeiro? 
- acho que não precisa - continuei andando até meu camarim 
cheguei e me sentei no sofá que havia ali, colocando a cabeça para trás e procurando o ar
- luan cara, você esta passando mal? - wellington insistia 
- não, me deixa só - mandei mais do que pedi 
- qualquer coisa estou na porta - se retirou e fechou a porta
- merda - murmurei olhando para o celular - é, pelo jeito hoje não tem balada- me levantei calmamente e tomei um gole de água, saí e well me olhava curioso. 
- esta melhor? 
- não foi nada cara - passei por ele - vamos! 
seguimos para a van, dei um oi de longe para as fãs e entrei indo direto para o último banco. 
 olhei para o lado e vi uma das meninas chorando e olhando para a van, antes de a porta se fechar ela gritou 
- estou cansada luan! - se desmoronou no chão 
fiquei a encarando e olhei para well que mandava a van seguir
- espera - falei fazendo todos me olharem - well vai ver se aquela fã ta bem - apontei-a pelo vidro fumê 
well confirmou com a cabeça e saiu da van novamente, o vi conversando com as fãs e na mesma hora que a menina a viu levantou-se do chão e abriu um sorriso 
- você sabe que não é o well que elas querem - rober comentou acompanhando meu olhar
- depois eu entro no twitter - falei olhando para frente e colocando meu fone de ouvido 
fechei os olhos e não deixei ninguém me perturbar até o hotel. Lá as dores continuaram, merda. 
Já no quarto do hotel liguei para minha mãe, vai que ela sabia como fazer aquela dor parar.
- oi querido - sua voz era sonolenta
- mãe, te acordei? - olhei no relógio - puts, eu esqueci totalmente do horário
- tudo bem filho - disse calma - me conte, você esta bem? - perguntou 
- sim - murmurei - quer dizer.. mais ou menos 
- o que houve? 
- estou sentindo umas pontadas estranhas no peito - comentei 
- oh querido, precisa ver isso 
- eu sei - murmurei - mas não deve ser nada. 
- você anda bebendo demais né? - perguntou retoricamente - não anda descansando como devia, só sabe ir para as noitadas e está se esquecendo que você também precisa descansar. 
- mãe, não começa.. 
- eu só estou falando isso para o seu próprio bem, amanhã você vem para são paulo e eu já marco uma consulta para você, ta bem? - perguntou 
- não preciso ir no médico.. - murmurei mas foi em vão
- você vai, é para o seu bem. Agora vou dormir querido, descanse um pouco pois você esta precisando. Eu te amo. 
- eu também te amo - desligamos
Uma vontade imensa de chorar me invadiu, qual o dom da minha mãe de me fazer sentir culpado? Um pouco depois, acabei sendo vencido pelo cansaço e dormi. 
No outro dia logo pela manhã fui acordado com batidas na porta. Levantei cambaleando e a abri, era rober, o olhei querendo o matar por ter me acordado mas ele logo se justificou. 
- dagmar mandou vir te acordar - colocou as mãos para cima como se rendesse
- que droga - murmurei sentando na cama 
- vamos pra são paulo e você vai no médico 
o encarei
- nossa, até você já ta sabendo 
- estou apenas seguindo ordens de te avisar - comentou - hoje você tem uma participação na rádio por lá, então depois ja vai ao médico 
- hoje tem show? - perguntei
 - não, vamos ter show daqui a dois dias. 
- ok, vou tomar um banho e já desço. 
Rober deixou o quarto e eu fui para o banho, pelo menos a dor havia passado. Já pronto coloquei um óculos de sol e desci, a banda estava sentada em uma mesa tomando café da manhã e conversando animadamente. Não estava com um pingo de fome, me sentei e fiquei encarando o prato na minha frente. 
- não vai comer nada? - marla perguntou ao meu lado
- estou sem fome - murmurei 
- ressaca? - riu 
- não - comentei - que horas vamos well? 
- a van já esta a espera 
- então vamos - me levantei - tchau galera, boa folga pra vocês 
- tchau luan - todos falaram. 
segui para a van e pedi que saíssemos pela parte de trás do hotel, assim fizemos. 
No aeroporto dei um tchau de longe para as fãs e entrei no bicuço, encostei minha cabeça na janela do avião e me permiti pensar o que daria os exames. 
Chegamos em São Paulo e fomos direto para a rádio, lá fiz uma pequena participação ao vivo e cantei algumas músicas, assim que saí minha mãe estava lá. 
- vamos? - perguntou 
seguimos com seu carro para o tal médico, não tocamos uma palavra, acho que estava com medo do que poderia dar nos exames, não sei por que. 
Chegamos e já fui atendido, após me examinar, pediu alguns exames e por fim falou. 
- não vou falar nada agora sobre o que pode ser, primeiro preciso do resultado dos exames e assim darei certeza. 
- pode ser algo grave doutor? - minha mãe perguntou com receio 
- bem.. - murmurou - não vou deixa-los preocupados antes da hora, vou pedir pressa com os resultados dos exames e amanhã mesmo vocês poderão voltar. 
Nos despedimos e fomos para a casa, ainda em silêncio. 
- você acha que pode ser algo grave? - perguntei a minha mãe
- tenho certeza que não, querido - murmurou dando um meio sorriso 
eu estava começando a me preocupar, fiquei o resto do dia deitado pensando em o que poderia ser tudo isso. A noite resolvi sair um pouco, chamei Marcela para ir comigo e ela logo topou, puta mesmo. 
Fomos para a boate da qual eu era sócio. Falando nisso, nunca mais vi aquela morena provocativa da outra vez, pena. 
Eu estava afim de esquecer tudo então comecei a beber sem parar.

*Rober narrando*
- rapais, vem me buscar aqui - Luan falava todo embolado
- aqui onde cara? - perguntei 
- na outlaws 
- to indo - desliguei 
peguei a chave do carro e fui, a sorte de Luan é que eu também morava em São Paulo e estava disposto a qualquer hora para ajuda-lo, não sei onde ele vai parar desse jeito. 
Cheguei lá e fui para a area vip, ele estava sentando em um puff com Marcela em seu colo e uma bebida em sua mão direita. 
- bora Luan - falei chegando mais perto
- oia quem apareceu - falou embolado - quer se juntar a nois não? - perguntava rindo de tudo 
- vamos embora logo luan - o puxei
- calmai cara - murmurou - e o meu carro? 
- depois eu peço para alguém vir buscar, vamos logo luan - já estava sem paciência
- calmai - riu - com dificuldades se levantou, cochichou algo para marcela e lhe lascou um beijo, sorriu para a mesma e saímos de lá. 
- perai cara - falou antes de entrar no carro
- se você voltar lá eu te mato cara - falei sem olhar para trás
Luan estava quieto demais então virei e o vi de cabeça baixa
- ta tudo bem? - perguntei
- vo vomita - antes que pudesse falar algo ele já estava vomitando 
- prazer, ressaca - voltei para ajuda-lo 
cheguei mais perto e olhei para seu vômito 
- cara - comentei - tem sangue nisso ai 
- que? - me olhou - não posso nem vomitar que você já fica de gracinha 
- eu to falando sério luan, olha - apontei para o chão 
ele prontamente encarou o chão e concluiu que havia sangue ali. 
- você quer ir para o hospital ? - perguntei preocupado 
- não, me leva pra casa - falou após limpar sua boca e entrar dentro do carro. 
- tem certeza? - perguntei novamente antes de dar partida no mesmo 
- mas que merda, eu só quero a minha cama - murmurou com a mão na cabeça.

*******************
olha quem cheguei rsrsrs
olá amors, bom primeiramente vamos as duvidas
Me perguntaram porque eu coloquei a foto de uma loira se a Katy é morena
eu coloquei para vocês verem a roupa, a pessoa que veste a roupa não é necessariamente a Katy, ok?! 
mais alguma dúvida? reclamações? estou aberta para perguntas hihi
sobre a fanfic, o que será que o luan tem ein?! alguma sugestão? 
Obrigada por todos os comentários, por todos os elogios, eu dou o meu melhor para escrever. 
Espero que gostem! 

sábado, 4 de janeiro de 2014

2° capítulo

Meu nome foi para a lista boa, ou seja, balada! Não que eu não goste de cuidar dos meus pequenos, mas estava precisando de uma diversão. Combinamos de nos encontrar mais tarde em um barzinho ali perto. 
Fui pra casa, morava com Maria em um apartamento, ele não era lá aquelas coisas mas era ajeitado para nós. Me arrumei e fui para o barzinho.



Não sou muito de beber então pedi apenas uma batida para esquentar um pouco. Saímos de lá e fomos com o meu carro para a tal boate. 

*Luan narrando*
Cheguei na boate da qual eu era sócio e fui direto para a área vip, Marcela, acho que era esse o nome dela, já estava lá me esperando. 
- oi gatinho - chegou beijando meu pescoço
- e ae - dei um leve aperto em seu bumbum definido e sorri 
curtimos muito a noite, tomei alguns goles de cerveja, até que em uma certa hora ela saiu para conversar com uma de suas amigas. Comecei a olhar a boate lá de cima e notei uma morena muito charmosa dançando alegremente com um grupo de pessoas. 
- oia lá testa - falava cutucando ele
- a morena? - perguntou 
- é, rapais que delicia - tomei um gole de cerveja
- toma jeito luan, tu ta com a marcela! 
- foda-se ela - murmurei - se ela voltar diz que eu mudei meus planos para essa noite - falei saindo
- perai - me segurou - você não vai lá embaixo sozinho 
- então vamo comigo cumpanheiro - o peguei pela gola da camisa e descemos.
Comecei a dançar ao lado da loira e ela nem ligou, ô muié desligada. Me virei para ela e fui a encochando. Ela olhou pra trás assustada e eu peguei em sua cintura. Acompanhado de um tapa que levei em meu rosto. 
- sua louca - gritei passando a mão sobre meu rosto
- isso é pra você aprender, cachorro - falou com raiva
- por acaso você sabe quem eu sou? - a encarei 
- eu não preciso saber o seu nome pra saber que você é um idiota! - virou-se e sumiu no meio da multidão 
- ela me paga - falei coçando meu rosto 
olhei para o lado e testa estava caindo de dar risada 
- porque ce ta rindo? besta - o encarei 
- você levou o toco de uma gata daquelas - risos - eu não acredito 
- nhé nhé nhé - falei ironico - cato mais mulher que tu, cala a boca! 
- desculpa mas - risos - ela mereceu palmas! 
- agora você vai ficar do lado dela é? - o encarei - até o final da noite ela é minha 
- eu aposto! 
- apostado então - ri 
voltamos para cima e de lá eu a olhava lá embaixo. 

*Katy narrando* 
- o que foi isso? - Lia me olhava assustada
- esse tarado chegou me encochando - falei com raiva
- ele era tão gato amiga!
- se ele tivesse conversado comigo antes - murmurei - odeio homem assim, acham que sou o que? puta? 
- calma - risos - vamos aproveitar. 
Não encontrei mas aquele louco, graças a Deus, pena que pensei isso cedo demais. Assim que saí para ir ao banheiro, na volta ele estava encostado do lado da porta. Pegou meu braço e me puxou 
- eu já falei que não quero nada com você - falei o encarando 
Ele era cheiroso e bem musculoso por sinal. 
- calma ai gatinha - riu - não precisa se fazer de difícil - murmurou chegando mais perto
- se você não me soltar agora eu vou gritar - ameacei
- com esse barulho todo, você acha que alguém vai te ouvir? 
- cara, com tantas garotas aqui porque você tem que estragar justo a minha noite?
- a nossa noite nem começou - brincou malicioso - deixa de ser marrenta e vamos dançar
- você não vai desistir não é? 
- não - riu - vem
antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ele me levou para a area vip 
- uau - falei lá de cima - você é bastante rico ein - o encarei 
- você ainda não descobriu quem eu sou? - perguntou pegando uma bebida 
- eu deveria? - o encarei enquanto ele tomava um gole de sua cerveja
- melhor assim - disse vindo ao meu encontro e pegando em minha cintura
sabia o que estava para acontecer e não nego que tentei lutar para não acontecer, porque eu também queria aquilo. 
Em meio as batidas da música nos beijamos, aquilo não era um beijo com sentimento, era um beijo apenas por beijar, eu não ligava afinal, estava precisando disso. 
Ele parou de me beijar e me encarou, por conta da escuridão não via seus olhos mas podia jurar que eles estavam em direção a minha boca. 
- porque parou? - o encarei 
- só queria testar uma coisa - sorriu - pode ir - tomou um gole de sua bebida
- o que? - olhei perplexa - você só pode estar brincando 
- olha! - me olhou sério - você é muito gostosa e eu até pegaria mais você, só que eu não to afim, algum dia a gente se esbarra por ai - murmurou saindo 
"Parabéns Katy, foi usada, trouxa" meu interior gritava
- merda - murmurei baixinho 
olhei para baixo a procura de meus amigos e eles ainda estavam lá, estava saindo da area vip quando fui abordada por um homem
- moça - me encarou 
- eu? - o olhei
- eu vi o que aconteceu ali - murmurou 
- pode zombar da minha cara - ri irônica
- não, olha, eu quero pedir desculpas pelo Luan.. 
"Luan?" pensei comigo "então esse era o nome dele.."
- não precisa pedir desculpas pelo seu amigo ou seja lá o que você for dele - falei descendo as escadas
- é que ele não poderia ter feito isso - falou atras de mim 
- olha, já não basta seu amigo ficar atras de mim para um beijo, você também? fique sabendo que eu não vou transar com ninguém de vocês ta?! - o deixei falando sozinha e voltei para minha turma.
- ficou com o boy magia? - lia perguntou assim que cheguei 
todos ouviram e diego não gostou nada desse assunto. Diego é um enfermeiro da ONG, nos conhecemos há um ano lá mesmo, tivemos um pequeno namoro mas eu terminei por não gostar dele da mesma forma que ele gostava de mim, achei que ele já tinha superado tudo isso mas na verdade não. Por isso sempre que saímos ele arruma um jeito de ficar comigo, seria uma amizade colorida mas.. apenas com beijos. 
Continuamos aproveitando a balada e vice e versa olhava para a area vip e lá estava ele, Luan, com uma loira no braços e olhando para mim. Nós nos provocávamos com o olhar e eu estava com raiva dele. Quem ele era para pisar em mim daquele jeito? Idiota. 
Peguei diego para dançar e no mesmo instante ele se agarrou a morena e começou a dar reboladas, comecei a descer e a subir no corpo de Diego que já estava ficando louco e pude notar que Luan também já estava muito louco, ele me comia pelo olhar. "esse homem vai ter o que merece" 
Lasquei um beijo em Diego de tirar o fôlego, a essa altura do campeonato o coitado já havia notado que eu estava lhe usando mas nem ligou e me beijou também.  
  Depois de muitas provocações o pessoal quis ir embora, satisfeita por deixar o idiota doido lá em cima, saí com um sorriso no rosto. Quando estávamos todos indo para o carro um homem gritou 
- espera! 
olhamos para trás e sim era ele, o tal Luan. Ri e o encarei 
- o que faz aqui? 
Chegando mais perto meio cambaleando pude ver seu rosto, conhecido talvez..
- você me provocou a noite toda - falou meio enrolado - você não pode fazer isso comigo. 
Sem pensar o beijei, ele gostando disso também me beijou. Quando já estávamos a ponto de perder o ar parei e o encarei. 
- só queria testar uma coisa - sorri - pode ir! - virei-me em direção ao carro e seguido dos berros e risadas dos meus amigos entrei e saímos de lá o deixando com cara de taxo para trás. 
- falei que ele ia me pagar - ri enquanto dirigia 

********************

eles se conheceram UHU e que jeito de se conhecer ein?! 
criticas, opiniões, idéias.. só comentarem! 
e ai, onde será que vai ser o próximo encontro deles? hmmm palpites?
bem vinda todas as leitoras novas, espero que vocês gostem..
beijos ♥

















sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

1° capítulo

Katy narrando
*flash back on* 

10h45am - terça-feira 19 de abril de 2011

- liguem os aparelhos, ela teve uma parada cardíaca 
- ela esta sedada precisa de acompanhante médico 
- não temos tempo, precisamos desintoxica-la. 
Essa sou eu, mais uma vez em uma UTI. Não era para eu estar ali mas eu forcei isso, eu quis estar ali. Na verdade, eu queria estar com minha mãe em um lugar bem longe daqui. 
- Katy desse jeito não vai dar - mais uma das várias broncas que eu já havia levado só naquele mês
- eu prometo que vou cuidar melhor dela - maria falava apavorada ao médico 
- não adianta você cuidar dela se nem ela se cuida. Katy, nós conseguimos te desintoxicar, e eu já lhe disse milhares de vezes que... 
comecei a falar junto a ele
- isso não vai me levar a nada. 
- se você sabe, porque ainda faz? 
- eu já disse que não quero viver, eu estou morrendo, não tem o porque de continuar aqui nesse mundo. 
- não fale isso minha querida - maria tentava me acalmar 
- Katy, você tem uma doença, é normal você se revoltar no começo com tudo o que aconteceu mas, isso já acontece a um ano. Você precisa procurar um motivo para viver. 
- eu já disse que não quero viver. 
- katy por favor - maria suplicava 
- leve-a neste lugar quando ela estiver melhor - ele a entregou um cartão - creio que lhe fará bem. 
*flash back of* 

Hoje 19 de abril de 2012 fazem exatamente um ano em que tudo aconteceu.  
Fui diagnosticada a mais ou menos dois anos com um câncer na medula, mais conhecida como leucemia. Durante esses anos fiz a quimioterapia, cheguei a ficar sem cabelo, perder peso e por isso tentei o suicídio várias vezes.  
Moro com Maria, ela praticamente me "adotou" durante esses anos. A minha vida nunca foi normal, para falar a verdade eu nunca tive uma "vida". 
Nasci e cresci em Londres, meus pais me deram uma ótima vida lá até os 16. Depois que minha mãe faleceu eu comecei a me revoltar comigo mesma, meu pai já nem ligava para mim então resolvi fazer um intercâmbio para o Brasil. Como ele sempre foi bom de vida pagou tudo e me mandou para cá. Um ano depois de eu ter chego descobri que era portadora da doença leucêmica e ai minha vida mudou completamente. Cansada de tudo tentei o suicídio várias vezes, com a ajuda de drogas, anabolizantes e remédios de todo o tipo. O que eu não sabia é que estava me prejudicando mais ainda. O meu estado era terminal, as quimioterapias não ajudavam mais em nada, apenas me machucavam mais e me deixavam sem cabelo. Eis que por um milagre, depois de muito sofrer, fui diagnosticada com uma cura, eu comecei a melhorar e com a ajuda da minha segunda família me curei dessa doença. 
Maria é uma senhora que trabalha em um dos hospitais que eu fazia tratamento, abandonada por suas filhas ela me ajudou a passar por tudo isso. Há exatamente um ano atras fui levada a uma ONG em São Paulo que tratava de crianças com câncer. Havia de todos os tipos e idades. Aquilo mexeu comigo e eu comecei a ver o outro lado da vida. 

*Luan narrando* 
- cara, presta atenção na vida que você ta levando - rober, meu assistente e amigo falava
- eu quero me divertir testa, e eu to conseguindo isso - falei deitando sobre um puf que havia no quarto do hotel
- cara, você ta destruindo sua carreira, você não se lembra nem mais de suas fãs
- com elas eu me entendo ta legal? - falei já cansado daquele papo 
- você precisa mudar luan - falou saindo do quarto
bufei e agradeci quando não o vi mais ali. Todos estavam contra mim, parecia que ninguém mais queria a minha felicidade. Eu estava feliz, caralho.
Peguei meu celular e disquei um numero qualquer
- e ai gata, rola uma baladinha depois do show? ... beleza - risos - vai daquele jeito que eu gosto - risos - tchau gostosa. 
Fui tomar um banho e fiquei pensando sobre a minha vida, qualquer um daria a vida para estar onde eu estou e eu realmente não me importava com isso. Estava na estrada a exatamente 6 anos e isso estava me cansando cada vez mais. Viver no tumulto, não ter paz, não ter liberdade.. acho que aquilo não era pra mim. Vou conversar com Anderson meu assessor, e tentar tirar umas férias. 
... 
- mil vezes não Luan! - ele falava louco - você esta pensando o que? quer jogar tudo pro alto? - me encarava furioso
- eu cansei cara, cansei! preciso de um tempo para mim 
- Luan, a 6 anos atras eu te perguntei se era isso mesmo que você queria, você me disse que era o seu sonho ser cantor. Eu te transformei no que você é hoje pra você chegar a essa altura do campeonato e jogar tudo pro alto Luan? 
- epa, perai, se eu cheguei onde to hoje é porque tenho talento -pausa- que porra Anderson, eu não to aposentando não! Só preciso de umas férias. 
- você precisa colocar sua cabeça no lugar, voltar a ser o Luan de antes porque ta ficando insuportável te aguentar - saiu batendo a porta.Só o que me faltava, até ele falando isso. Que merda de vida. 

*Katy narrando* 
- kay - victoria murmurou sonolenta - conta uma historinha para eu dormir
- claro pequena, era uma vez uma menina linda de olhos azuis
- essa menina tem a mesma cor que os meus olhos - sorriu 
- sim - sorri - em um certo dia ela entrou na vida de uma mulher dos olhos verdes. 
- ei - me encarou surpresa - essa mulher tem a mesma cor que os seus olhos
 - posso terminar de contar? - ri 
- pode - riu divertida voltando a atenção em sua boneca
- essa mulher dos olhos verdes amava muito essa menina dos olhos azuis e cuidava dela como se fosse sua própria filha - sorri - e ela prometeu para a menina que nunca deixaria nada de mal lhe acontecer, e elas ficariam juntas para sempre!
- que linda sua história kay, e elas ficaram amigas para sempre? - me perguntou curiosa 
- acredita que sim? as duas viraram melhores amigas!
- que legal, queria ter uma amiga assim - murmurou triste
- mas você tem
- tenho? - sorriu
- eu - ri lhe fazendo cócegas
- ai kay - ria - para, minha barriga ta doendo - ria
- parei - ri também - agora é hora da minha melhor amiga dormir - dei um leve beijo em sua testa
- amanhã quando eu acordar você vai estar aqui? - perguntou
- eu sempre vou estar aqui - acariciei seus poucos cabelos
- boa noite kay - virou-se para o outro lado e abraçou a pequena boneca em seu colo. 
sai do quarto feminino onde todas já haviam dormido e fui para o refeitório, onde se encontravam alguns voluntários e enfermeiros acordados. 
- e ai galera, o que estão combinando para essa noite super badalada - ri 
- e ai kay - Diego disse sentando ao meu lado - esse povo é tudo desanimado 
- poxa gente, vamos para um barzinho - comentei 
- mas se todo mundo for capaz da maria matar a gente - João falou nos fazendo rir 
- vamos sortear então, três de nós ficamos aqui cuidando dos pequenos e amanhã revezamos - os encarei 
todos prontamente concordaram. 
.....



********************************************


olá amors, sejam bem vindos ao meu mais novo mundo! 
para quem não me conhece me chamo Beatriz e sou a @luvocemeguia 
Bom, gostaria que deixassem a opinião de vocês aqui nos comentários para eu saber se devo mudar algo.. Quero conhecer minhas novas leitoras e não esqueçam de deixar o user do twiter de vocês para que eu possa avisar a cada capítulo postado! 
Agora me contem, o que acharam do blog, o que estão achando da fanfic e deixem criticas também! 
Espero que gostem.